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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Ruby Sparks: A Namorada Perfeita



Confesso que tive vontade de ver esse filme apenas por saber que o personagem principal era um escritor. Sempre gosto de ver filmes ou ler livros em que alguém escreve. Imagino que seja assim com a maioria das pessoas que também gostam de escrever, e sejam aspirantes a escritores, assim como eu.
Esse filme conta a história de Calvin, um homem que escreve livros desde muito novo, e fez muito sucesso, mas há algum tempo não consegue escrever nada, está em uma crise e “empacado”, ele frequenta um psicólogo que lhe dá a dica de escrever sobre uma garota que poderia gostar do cachorro dele, mesmo ele sendo um cachorro malvado, e bravo, ela iria gostar dele da forma que ele é. O psicólogo diz pra ele fazer apenas uma pequena redação, mas dessa ideia surge um livro. Calvin não consegue mais comer, dormir, ou fazer qualquer outra coisa, tudo o que ele quer é escrever sobre essa mulher que inventou. Ele a deixa perfeita a sua maneira, coloca características que ama, tudo nela foi muito bem pensando, cada detalhe é especial pra ele. A garota que ele criou se chama Ruby, e ela se torna tão real em sua mente que ele se encontra completamente apaixonado por ela, de verdade, ele se apaixona por sua personagem, e não da forma que um escritor deve se apaixonar por seus personagens, Calvin realmente ama Ruby, tanto que só pensa em escrever para poder estar ao lado dela.
Isso tudo parece muito doido, até o dia em que Ruby aparece em sua casa, o que torna a história mais doida ainda. E não é apenas fruto de sua imaginação, outras pessoas também podem vê-la, ela realmente está lá. Calvin descobre que tudo o que escreve sobre ela se torna real, se ele escrever que ela está feliz, ela fica feliz, se ele escrever que ela está triste, então prontinho, ela fica triste.
Eu gostei do filme, achei uma história interessante, principalmente por nos mostrar que não podemos controlar as pessoas, nem mesmo as que nós criamos. Como em um livro, você cria os personagens, mas não escreve sobre eles, pois eles falam por si só, são eles quem criam suas vidas e histórias, você apenas escreve o que eles te dizem para escrever, ao menos é isso que acontece comigo.
O final foi bem adorável, fiquei feliz ao ver, e não fiquei decepcionada, o que é muito bom.
É um filme romântico, mas nem tanto, não achei engraçado, mas me fez pensar um pouco sobre as coisas.
Enfim, acho que vale a pena ver, quem tem mania de querer controlar todos ao seu redor, é uma boa dica pra começarem a se controlar. Pra mim não se pode mudar as pessoas, ou você as aceita da forma que são, ou simplesmente as deixar ir, simples assim...

domingo, 25 de novembro de 2012

Sebos



Você já entrou em um sebo?
Gosta de ver livros antigos? Mesmo que eles estejam cobertos de pó e que possa existir algumas pequenas aranhas escondidas por entre as páginas, ou até mesmo papéis velhos de recados dos antigos donos no meio deles? Mesmo que você tenha alergia e espirre algumas vezes enquanto vasculha pelas prateleiras? Eu adoro, sou completamente apaixonada por livros velhos, e sim, eu espirro as vezes, e minha mão fica suja por passear por todas as prateleiras folheando as páginas amareladas e empoeiradas. Você pode estar pensando que é exagero, mas até hoje só conheci um sebo em que os livros estavam limpinhos, todos os outros que fui eles estavam com muito pó, assim como o resto das coisas pela loja. Isso não me incomoda nem um pouco, acho que faz parte da magia dos sebos, eles devem ter pó, faz parte.
Entrar em um sebo é como entrar em outro mundo, de uma época bem distante, ainda mais aquelas em que o dono é um senhor ou senhora bem velhinhos que escutam músicas antigas em suas vitrolas o tempo todo, é totalmente mágico, realmente é como entrar em outro universo, e pra mim não tem sensação melhor que essa.
A felicidade maior é encontrar aquele livro que você tanto gosta, mas em umas de suas primeiras edições, e mesmo que ele se parta ao meio quando você começar a lê-lo, não faz diferença, pois você o tem nas mãos.
Eu adoro sebos, adoro o cheiro, o lugar, as prateleiras, os livros com folhas amareladas pelo tempo, algumas capas até nos primeiros passos da decomposição, adoro até o pó que me faz espirrar.
E você gosta de entrar nesse mundo onde se encontra livros velhos e perdidos? 

domingo, 18 de novembro de 2012

As Vantagens de Ser Invisível - Livro



Não foi um livro muito bom pra mim. Eu terminei de ler meio “forçada”, pois todo mundo estava falando bem dele, e também não gosto de ficar sem saber o final das histórias.
Charlie é um garoto solitário, inteligente, e vou te dizer, muito deprimente, nossa, nem sei se existe alguém como ele de verdade, pois meus queridões, o garoto só chora, o tempo todo, quase todos os dias, ele chora demais, quando não é um choro assustador ou desesperado, é um choro sentido, ou seja, Charlie chora de todas as maneiras possíveis.
Ok, ele teve alguns problemas na vida, a tia favorita dele também teve problemas sérios e perturbadores, e ela faleceu quando ele ainda era muito pequeno, mas todo mundo tem problemas, é a vida, eu não fico chorando por cada folha que cai da árvore na hora errada.
Certo, a história é contada em cartas, Charlie escreve cartas para alguém desconhecido, e você só descobre no final do livro pra quem ele as manda, (ou não descobre)...
Enfim, o garoto conhece dois grandes amigos, se apaixona por uma garota mais velha e tenta “participar” do mundo.
Ele gosta muito de um professor que sempre lhe dá livros para ler e depois fazer um trabalho sobre eles. Sua família é bem grande e posso dizer que de alguma forma são unidos, pois passam vários momentos juntos.
Charlie é um garoto diferente, acho que posso dizer isso, ele é esquisito na maior parte  do tempo, diz coisas estranhas e é muito infantil, pra sua idade ele é realmente infantil, a gente até dá risada de algumas coisas, embora não ache esse livro divertido, como algumas pessoas disseram em outras resenhas. 
Não achei cenas muito românticas, nada empolgante,  nada muito fascinante e nada que me faça amá-lo, na verdade estou com um sentimento de vazio nesse momento, e eu odeio quando isso acontece, pois quando termino um livro, ou filme, ou série, o que seja, gosto de sentir algo, nem que seja ódio, mas tenho que sentir algo, e quando não sinto fico “vazia”...
Algumas pessoas gostaram de verdade do livro, e estou ansiosa para ver o que fizeram com o filme, quero ver o quanto eles o mudaram. Depois de assistir volto aqui pra dizer o que achei e se achei que foi melhor que o livro, o que eu realmente espero que seja, até lá vou indo e esperando pelo dia em que me sinta “infinito”...  

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

The Walking Dead



O gibi é incrível, nada previsível, na verdade é totalmente o oposto do que pensamos que irá acontecer, a gente até fica com um pouco de raiva de algumas coisas, pois não se espera que o herói ou personagem principal irá passar por situações como as que eles passam.
Agora sobre a série de TV, vamos por partes, a primeira temporada foi muito ruim, fizeram algo totalmente diferente dos quadrinhos, mudaram muitas coisas, pessoas que morriam nas primeiras páginas só foram morrer nos últimos episódios, e outras que nem existiam passaram a ter papeis importantes. Não gostei da primeira, talvez por ter imaginado algo muito grande, eu sempre crio expectativas altas quando gosto do livro ou quadrinho, normalmente me decepciono quando o filme ou série vão ao ar.  
A segunda temporada conseguiu fazer algo realmente extraordinário, foi pior que a primeira. Kkkk
Sério, tudo ficou tão parado, perdido, e até sem rumo, uma enrolação sem fim, fiquei louca vendo os capítulos, nem acreditava quando eles terminavam e nada havia acontecido, mas eu sempre insisti na série, acho que não aceitava algo tão bom ficar sendo tão ruim quanto estava sendo.
Ainda bem que continuei assistindo, pois a terceira temporada está compensando as anteriores, ainda não está fiel, mas...
Houve muita reclamação por parte dos adoradores do gibi, acho que por isso os produtores mudaram a forma de fazer as coisas e voltaram pra realidade.
Vi apenas quatro episódios da terceira temporada, foram só esses que foram ao ar, até agora.
Pra quem não conhece a história, é o seguinte, o mundo é dominado por um vírus que te transforma em morto vivo assim que você morre, ou é mordido por um, depois que morre não importa se foi mordido ou não, todos estão contaminados então no momento em que seus corações param de bater a transformação acontece e você vira um zumbi.
Um policial acorda em um hospital depois de ser baleado, ele desperta no meio do caos, sem saber de nada do que acontece, o hospital está praticamente tomado pelos mortos. Quando ele consegue sair do local, dá de cara com uma cidade devastada, abandonada, cheia de zumbis perambulando.
Ele não sabe o que está acontecendo, não sabe onde está sua família, nem o que deve fazer.
Depois de muitos acontecimentos ele encontra sua esposa e filho, mas isso não muda o fato de que estão em perigo constante e que o mundo está completamente perdido.
A série mostra como eles conseguem sobreviver, como eles e o grupo que se juntam conseguem superar as coisas, mesmo perdendo gente pelo caminho, a vida tem que continuar. Alguns do grupo têm esperanças de que exista alguma cura, enquanto outros já desistiram de sonhar, e acham que essa será a única realidade que irão ver...
Em geral, eu gosto da série, só acho o gibi melhor, mas isso eu sempre irei achar, independente da série. Mesmo sendo algo tão clichê como zumbis, acho que eles conseguiram fazer algo um tanto quanto diferenciado, pois mostra a vida de cada personagem, fala um pouco do que cada um era antes disso tudo acontecer, e sobre o que eles se tornaram depois do vírus, se eles irão continuar sendo o que eram antes.
É algo que eu recomendo, mesmo não gostando muito dos primeiros episódios, espero que a terceira temporada possa ser um pouco mais fiel aos quadrinhos, ou ao menos que não fique enchendo linguiça como nas outras temporadas... kkk