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domingo, 18 de novembro de 2012

As Vantagens de Ser Invisível - Livro



Não foi um livro muito bom pra mim. Eu terminei de ler meio “forçada”, pois todo mundo estava falando bem dele, e também não gosto de ficar sem saber o final das histórias.
Charlie é um garoto solitário, inteligente, e vou te dizer, muito deprimente, nossa, nem sei se existe alguém como ele de verdade, pois meus queridões, o garoto só chora, o tempo todo, quase todos os dias, ele chora demais, quando não é um choro assustador ou desesperado, é um choro sentido, ou seja, Charlie chora de todas as maneiras possíveis.
Ok, ele teve alguns problemas na vida, a tia favorita dele também teve problemas sérios e perturbadores, e ela faleceu quando ele ainda era muito pequeno, mas todo mundo tem problemas, é a vida, eu não fico chorando por cada folha que cai da árvore na hora errada.
Certo, a história é contada em cartas, Charlie escreve cartas para alguém desconhecido, e você só descobre no final do livro pra quem ele as manda, (ou não descobre)...
Enfim, o garoto conhece dois grandes amigos, se apaixona por uma garota mais velha e tenta “participar” do mundo.
Ele gosta muito de um professor que sempre lhe dá livros para ler e depois fazer um trabalho sobre eles. Sua família é bem grande e posso dizer que de alguma forma são unidos, pois passam vários momentos juntos.
Charlie é um garoto diferente, acho que posso dizer isso, ele é esquisito na maior parte  do tempo, diz coisas estranhas e é muito infantil, pra sua idade ele é realmente infantil, a gente até dá risada de algumas coisas, embora não ache esse livro divertido, como algumas pessoas disseram em outras resenhas. 
Não achei cenas muito românticas, nada empolgante,  nada muito fascinante e nada que me faça amá-lo, na verdade estou com um sentimento de vazio nesse momento, e eu odeio quando isso acontece, pois quando termino um livro, ou filme, ou série, o que seja, gosto de sentir algo, nem que seja ódio, mas tenho que sentir algo, e quando não sinto fico “vazia”...
Algumas pessoas gostaram de verdade do livro, e estou ansiosa para ver o que fizeram com o filme, quero ver o quanto eles o mudaram. Depois de assistir volto aqui pra dizer o que achei e se achei que foi melhor que o livro, o que eu realmente espero que seja, até lá vou indo e esperando pelo dia em que me sinta “infinito”...  

10 comentários:

  1. As pessoas em geral não sabem o que se passa na cabeça de um depressivo e por isso não o compreendem. Para nós (depressivos) as coisas são amplificadas, numa escala geralmente maior que a das pessoas normais. Os problemas parecem imensos e as alegrias incontroláveis... não dominamos bem nossos sentimentos e às vezes as coisas vogem do nosso controle e quando vazam pelos olhos, pelo menos no meu caso.
    Ainda bem que existe medicação para controlar as crises, do contrário minha vida seria um pesadelo.

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    1. Não sei se Charlie é exatamente depressivo, assim sendo diagnosticado como tal, ele é uma pessoa bem inteligente, pensa demais nas coisas, sabe? Acho que o problema dele é que ele pensa muito e não age tanto, algo assim.
      Sei que não deve ser nada fácil quem tem esse tipo de problema, entendo, mas Charlie chora por tudo, quando está feliz ele chora, quando está animado ele chora, quando está muito contente ele chora, quando as coisas não vão bem ele chora...
      Sei lá, sou do tipo que prefere resolver as coisas, ou então achar o motivo das causas do que ficar chorando...

      Obrigada pelo comentário

      Beijos :)

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  2. Oi, Camila! Vim retribuir a sua visita, com um pouco de demora! Gostei do seu blog e da resenha. Não tinha ouvido falar desse livro ainda, mas só por saber que é escrito através de cartas, já não me empolga muito. Nada pode ser pior do que se sentir indiferente à um livro, concordo com você. Também estou te seguindo.
    Beijos.

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  3. Obrigada pela visita.
    Eu não ligo pelo fato do livro ser em forma de cartas, acho até legal, mas a história é meio chatinha, nada me deixou empolgada.

    Beijão :)

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  4. Que estranho, Camila. Eu podia jurar que comentei essa postagem mais cedo. Bem, se eu já comentei, deixa pra lá. rsrs...

    Parece que essa foi mesmo a primeira resenha que li desse livro, tinha apenas visto e lido comentários. Não achei a história muito atrativa, não. Não suporto personagens que só fazem reclamar, murmurar e blá-blá-blá. Enfim, talvez eu o lesse, mas a empolgação foi para zero.

    Ah, e ele está em promoção no Submarino hoje: R$ 9,90. Ainda bem que eu não o comprei. ;)

    Beijos,

    Isie Fernandes - de Dai para Isie

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    1. Estranho mesmo, Isie, pois chegou o e-mail sobre seu comentário antigo, mas ele não está aparecendo aqui no blog. Vai entender...

      Pois é, não gostei muito do livro, não, mas talvez você goste. Algumas pessoa ficaram apaixonadas por ele, não sei, talvez seja essa modinha de "pessoas deprimidas que cortam os pulsos", embora Charlei nunca tenha feito algo parecido...
      Está bem baratinho mesmo o livro, mas ainda bem que peguei emprestado de uma amiga. kkkkk

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  5. Hahaha! Olha, um monte de gente gosta de Nicholas Sparks, eu não aprecio os livros dele. Isso é relativo, gosto é mesmo interpessoal. =)

    PS. De vez em quando, recebo notificação de e-mail sobre falhas, mas não entendo por que isso acontece. =/

    Beijão!

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    1. É verdade, penso o mesmo que você sobre Nicholas Sparks, você sabe. kkkk
      Caso leia o livro, depois me diga o que achou. kkk

      Beijão :)

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  6. Essa questão de gosto é realmente estranha. Estou lendo o livro, procurei e não encontrei muitas resenhas sobre ele. Enfim, acabei no seu blog rsrs

    Discordo do que você diz, obviamente cada livro chega de maneiras diferentes em cada um, no meu caso, estou bastante tocada por ele.

    Acredito que consegui enxergar além do choro e da aparente apatia do personagem. Sou profissional da área e sim, o Charlie tem uma personalidade depressiva. O que a Kika Butterfly disse é completamente verdadeiro. Estar depressivo não é só chorar, mas principalmente não se enquadrar e sentir-se realmente mal por isso. Na história que o Charlie nos transmite, podemos perceber o quanto ele é traumatizado, o quanto se culpa e o quanto não se sente pertencer ao mundo. Por isso, para além do choro, é interessante ler as entrelinhas, as descobertas que ele faz.

    Se repararmos, com o decorrer do livro, esse choro dele vai ficando mais raro, porque, obviamente, ele está crescendo e pertencendo a um lugar.

    Estou achando a narrativa de uma sensibilidade incrível. Os livros e as músicas citados são fantásticos. Os diálogos são bem trabalhados, embora simmples... Existem umas sentenças que são insights lindos. O fato de ele escrever para "um desconhecido" torna tudo mais subjetivo.

    Estou gostando bastante. Ainda não vi o filme, só farei quando acabar a leitura, que espero ser em algumas poucas horas.

    Abraço.
    Ana Paula.

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  7. Ana Paula,
    Concordo com você, gosto é uma coisa bem diferente, cada um vê as coisas de uma forma, e sente de uma forma.
    Também concordo sobre o que Kika disse, sei que ter depressão não é algo fácil e que a pessoa deve sofrer muito, e tudo mais, porém ler sobre a vida de alguém assim não é nada legal, ao menos no meu ponto de vista.
    Não achei que os choros de Charlie tenham diminuído, ele continuou chorando até o final, até quando finalmente conseguiu ficar com a garota que desejou o livro todo, ele chorou...kkk
    A vida dele é muito sem graça. Não sei, sou uma pessoa que prefere levantar e ir tentar resolver os problemas do que ficar chorando, me culpando, ou lamentando por coisas, pois isso pra mim não adianta.
    Muitas pessoas gostaram do livro, existe opinião pra tudo nesse mundo, né? Ainda bem que existe, pois gosto de ver gente falando coisas diferentes sobre o mesmo assunto, acho divertido.
    Obrigado por compartilhar sua opinião comigo.

    Beijos e volte sempre :)

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