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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

As Aventuras de Pi



Soube do livro muito antes de saber que sairia o filme, confesso que não fiquei muito animada com a ideia, achei legal saber que o carinha ia ficar preso num bote com um tigre de bengala, mas nada que me fizesse ficar alucinada pra ter o livro. Então assisti o trailer do filme e fiquei alucinada, pois ele é lindo, as imagens são lindas, trilha sonora, lugares, tudo muito mágico, só vendo pra entender.
Todo mundo deve saber da história, não é? Pi é um garoto que está mudando de país com sua família, seu pai é dono de um zoológico, então estão indo de navio, com todos os animais dentro. Acontece um acidente e esse navio afunda, Pi consegue ir para um bote, consegue resistir a tempestade que estava desabando sobre eles e sobrevive. O que Pi não esperava é que junto com ele vieram um orangotango, uma zebra, uma hiena e um tigre de bengala.
Algumas partes chegam a ser engraçadas, não por ter graça, mas pela situação, pois imaginem só, você preso no oceano, com fome, sede, o sol te queimando e desidratando e você nem ao menos pode ficar em seu bote debaixo da lona, pois o tigre está lá, você tem que fazer uma gambiarra com uns pedaços de madeira dos remos e ficar boiando alguns metros longe do bote. Coitado do Pi, a gente chega a ficar com dó.
Já disse ali em cima que as cenas são lindas, as imagens são maravilhosas, mas repito, é tudo muito perfeito. Me surpreendi com o filme, sério, achei muito bom, diferente dos outros. Não só por passar uma mensagem bonita, mas por te dar opção de escolher qual delas você prefere, eu preferi a do tigre, caso alguém queira saber.
O nome do tigre é demais, Richard Parker, kkkk eu gosto dele, é um bom tigre, e no final das contas, se não fosse por ele, Pi talvez nem estivesse vivo pra nos contar sua incrível história.
Todo mundo que conheço adorou o filme também, então posso dizer que é uma opinião compartilhada que estou dando aqui hoje.
Não esperava tanto, mas fico feliz que tenha sido dessa forma.
Recomendo muito, é um filme pra família toda, até meu filho de quatro anos adorou. kkkk
Por fim, só tenho uma pergunta pra deixar pra vocês: bananas flutuam ou não?

PS-1- Quem viu o filme irá entender a pergunta. Se você ainda não viu, provavelmente está boiando agora, mas depois que ver, tudo fará sentido e é isso que deixou a história ainda melhor.

PS-2-Gente, estou chocada, acabei de descobrir (depois de ter postado a resenha/comentário) que  As Aventuras de Pi é um plágio, feito de um livro de um escritor brasileiro. Podem saber mais detalhes nesse blog: Na Ponta do Lápis.
Esqueçam tudo o que leram, depois de saber disso e de ter visto o vídeo do escritor brasileiro (que alias morreu, vejam como a vida é injusta), mudei de opinião.



domingo, 24 de fevereiro de 2013

O Lado Bom da Vida - Filme


Estava realmente animada pra ler o livro, mas então vi uma resenha onde a mocinha dizia que esse livro a lembrou muito de “As Vantagens de ser Invisível”, esse pequeno comentário foi suficiente para mandar toda minha animação embora em menos de dois segundos. Pois é, uma boa resenha faz toda diferença.
Então resolvi ver o filme, pois ainda estava um tiquinho curiosa sobre a história, pois muita gente estava falando bem, dizendo o quanto é bom, sobre os prêmios que já ganhou e sobre os que está concorrendo.
Pois bem, eu vi o filme, tinha colocado um pouco de expectativa, ainda mais por causa dos atores, mas no final fiquei olhando pra tela da TV com aquela cara de boba, tipo assim, já acabou? Era só isso?
Ah, é legalzinho, mas nada demais, nada que vá mudar sua vida para sempre, ou que vá te fazer ver as coisas de outra maneira, ao menos pra mim.
Algumas partes são engraçadas, pois o personagem principal acaba de sair de um internato onde esteve oito meses, ele tem problemas de agressão, fica nervoso frequentemente, possui uma mania incontrolável de se manter em forma e com o corpo bonito, e não tem nenhum senso de desconfiômetro, faz perguntas inadequadas o tempo todo. Ele quer reconquistar o amor de sua esposa, provar que está mudado e ter sua vida normal novamente, mas não é bem assim que as coisas acontecem.
Jennifer Lawrence é incrível, nem preciso dizer, ela interpreta Tiffany, uma moça problemática que também está tentando de encaixar no mundo. Juntos eles passam por vários momentos e descobrem um novo lado da vida, um lado melhor.
A história é bonitinha e tal, mas não me surpreendeu em nada e eu já adivinhei o final logo no começo, sabe aqueles finais que já estão estampados na cara dos personagens logo no inicio? Foi assim pra mim.
Eu ainda indico o filme, pois dei umas risadas e dá pra passar o tempo, então assista, tire suas próprias conclusões e depois me diga o que achou... 


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A Pequena Sereia - Livro


Atenção: Spoiler! 
Postagem feita bem rapidinho, apenas pra não deixar o blog sem atualizações... 


Em primeiro lugar, eu nem ao menos sabia que A Pequena Sereia era um livro, sempre imaginei que fosse apenas o filme infantil da Disney. Descobri isso por acaso, quando vi em um site que estão pensando em fazer uma nova adaptação da obra, para um filme mais dark, mais parecido com o livro, que na verdade é bem pequenino, umas 59 páginas apenas.
Li em uma sentada, acho que uns quinze minutinhos e até que gostei dessa versão diferente.
A história real conta a história da filha mais nova do rei dos mares, seria no caso, Ariel, a mais nova de quinze irmãs. Quando uma sereia completa quinze anos, ela ganha o direito de subir até a superfície e ver como é o mundo dos humanos. A seria mais novas sempre sonhou com esse dia e teve que esperar todos os anos, vendo todas as irmãs subirem primeiro que ela. Quando finalmente seu aniversário chegou, ela sem acreditar, sobe de uma vez para superfície e encontra um navio, onde conhece um príncipe de no máximo dezesseis anos. Sim, esse seria o príncipe de olhos azuis do desenho, mas ele não é assim tão romântico e amoroso, como o da Disney.
Muito bem, a sereia se apaixona por esse príncipe e um dia o salva, quando seu navio afunda e ele estava se afogando. Ela o deixa na beira da praia pra ser encontrado por outros humanos.
A vida dela não tem mais sentido sem ele, então resolve ir até a bruxa do mar para lhe pedir pernas. A bruxa diz que pode resolver o problema da menina, mas ela teria que lhe dar o lhe é mais precioso, sua voz.
No desenho a bruxa apenas faz um feitiço e a voz de Ariel sai voando até suas mãos, mas nesse livro, a bruxa corta a língua da moça. Depois ela conta que a transformação será mais dolorosa do que nunca, que ela irá sentir como se uma faca estivesse repartindo sua cauda e depois disso, cada passo que desse com suas novas pernas iria ser como andar em pontas afiadas de facas, que a dor seria enorme, cada passo uma facada sendo enfiada em seus pés, que sangrariam o dia todo por causa dos ferimentos. E que o príncipe deveria se apaixonar por ela, caso ele se case com outra moça, ela iria morrer e virar espuma do mar, pois somente humanos possuem alma imortal e vão para o outro mundo depois da morte. Se o príncipe se apaixonar por ela e com ela se casar, ele estará dividindo sua alma imortal com a moça e então ela também iria pro outro mundo quando morresse. Então a sereia aceita, pois não pode mais viver sem seu príncipe.
Bem, depois ela sobe até a superfície, vai até a praia e no nascer do sol a transformação acontece. O príncipe a encontra e leva pro castelo.
Ele gosta de vê-la dançar, e ela o agrada de todas as formas, mesmo sentindo a dor de cada facada, ela dança todas as vezes que ele pede.
Mas ele é muito bom, até coloca uma almofada na porta de seu quarto para que a moça possa dormir em sua porta, veja só.
Por fim o príncipe se apaixona por outra moça e se casa. Ariel descobre que se matar o príncipe antes do por do sol, ela voltará a ser seria e poderá voltar pro mar, mas ela não tem coragem, pois ainda o ama. Então no momento em que ela deveria se transformar em espuma do mar e morrer, algo acontece. Ela é levada pelo ar, se transformando numa filha do vento, e recebeu a benção, ela terá que voar por trezentos anos fazendo coisas boas, a cada criança feliz que encontrar ela perde um dia nessa contagem, cada criança ruim que a fizer chorar, mais um dia é adicionado. Depois desses mais ou menos trezentos anos ela ganha o presente de ir pro outro mundo, ganhando sua alma imortal que tanto desejou.
Pois é, a sereia sofre do começo ao fim do livro, essa benção pra mim soou muito mais como castigo, mas ela ficou feliz com isso.
É interessante ver esse outro lado, nem tudo é felizes para sempre, mas pra ser bem sincera, prefiro a versão animada da Disney. Kkkk 


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Os Treze Porquês


Esse livro é diferente dos outros, pois você sabe qual será o final, você sabe o que aconteceu, o que não sabe é o motivo pra isso ter acontecido.
Clay é o narrador, um garoto que está no colegial, se recuperando da morte de uma garota que se suicidou, o que os outros não sabem é que ele gostava dessa garota.
A história começa quando ele encontra um pacote contendo 7 fitas cassetes, enumeradas de um a treze. Quando coloca a primeira fita pra tocar ele se depara com a voz de Hannah, a garota que se matou. Ela colocou nas fitas todos os treze motivos que a levaram a se suicidar, cada motivo relacionado a uma pessoa. Ela diz no começo da fita que alguém está se responsabilizando para que todos da lista escutem a gravação e que se você recebeu o pacote, é por estar incluído nos motivos.
Clay fica sem entender, não sabe o que fez para colaborar para os motivos de Hannah ter se matado, ele amava aquela garota, nunca iria machucá-la.
O livro é meio triste, pois você sabe que a garota morreu, então só fica lendo pra descobrir o que Clay fez de tão grave assim e pra saber o que as outras pessoas fizeram pra ela.
Confesso que achei a maioria dos motivos de Hannah meio bobos e fracos demais, pra levar alguém a se matar. Eu sei que muita gente pode querer me xingar por isso, mas no meu ponto de vista é isso que consigo ver. Talvez por nunca ter sido uma pessoa que desaba por qualquer coisa ou por grandes coisas, sempre fui muito segura de mim mesma e minha autoestima  sempre esteve lá em cima. Esses problemas que as pessoas encontram nas escolas, é claro que passei por isso, aqueles garotos bobos que ficam te chamando de feia, magrela, e tantas outras coisas, eu passei por tudo isso, pode crer, mas nunca me importei, nunca dei a menor bola pra essas coisas, eu apenas ignorava. Sei que algumas pessoas não conseguem simplesmente ignorar e sofrem muito por isso, mas motivo nenhum é suficiente para alguém chegar ao ponto de tirar sua própria vida.
Vá procurar ajuda, fale com alguém, resolva seus problemas, não dê fim neles de uma vez, se matar não é resposta. Além de ser uma coisa completamente egoísta, pois e as pessoas que ficaram? Como elas irão se sentir?
Sei lá, eu sofro por pensar que nunca terei tempo suficiente pra fazer tudo o que quero, quer dizer, oitenta ou noventa anos não são o bastante, ao menos não pra mim. Não são o bastante pra ler todos os livros que quero ler, ver todos os filmes, escutar todas as músicas, comer todos os chocolates, ir em todos os lugares que quero conhecer, comprar todos os esmaltes que quero, rir de todas as piadas bobas  e sem graça que meu pai conta, sentir todas as brisas frescas nos dias quentes de verão. Fico frustrada, pois pra mim, nenhum motivo justiçada dar fim ao seu trajeto, nada justiça cortar a jornada, antes mesmo dela ter começado.
Oitenta anos é pouco demais, se parar pra pensar, olha só o tamanho do mundo, quanta coisa pra ser descoberta...
Por fim, fico meio dividida, eu até que gostei do livro, você fica lendo curiosa pra saber o que o garoto fez, mas por outro lado é tão melancólico e acabei ficando com muita raiva de Hannah por ter sido tão ingênua e insegura e ter tirado sua vida por motivos tão insignificantes, pois pra mim é isso que eles são. Tudo bem se você não pensa assim, mas é isso o que penso. Hannah poderia ter resolvido seus problemas e ter tido uma vida boa, ela poderia lembrar de seus anos de escola e dar risada com seus filhos, lembrando o quanto foi bobinha, mas ela escolheu terminar logo com isso, e agora não sobrou mais nada pra ser contado, a não ser as sete fitas cassetes que deixou... 

PS: li em algum lugar que vai virar filme, vamos esperar pra ver. 

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Cinquenta Tons Mais Escuros

Antes de mais nada, preciso avisar que este texto está cheio de spoiler, se você não quiser saber de nada que acontece na história, não leia... 




É isso ai galera, eu li o segundo livro da trilogia, eu li, consegui, palmas pra mim, todo mundo. Não estava com vontade de continuar lendo esses livros, mas depois de uma conversa com uma certa pessoa, resolvi ler e deixar bem claro minha opinião. Essa pessoa disse que eu estava totalmente errada sobre os livros, que pra entender melhor você deve ler todos da trilogia, só assim as coisas ficarão certas e bla bla bla. Não li pra provar nada pra ninguém, pois isso é coisa de babaca, li, pois eu ia ler de qualquer forma, mais cedo ou mais tarde, pra fazer a resenha aqui no blog. Ter um blog não é moleza, minha gente, temos que fazer alguns sacrifícios algumas vezes.
Pois bem, vamos lá. O livro começa com a chata da Ana quase morrendo, ela não come, não sente vontade de fazer nada, tudo o que faz é ir do trabalho pra casa, da casa pro trabalho e chorar o quanto puder e no máximo de tempo que consegue. Então do nada Christian lhe envia um e-mail lembrando que ela tem que ir numa exposição de fotos do seu velho amigo, José, o cara que quase a estuprou no livro um e que ela logo perdoou, pois ele é um homem bom e é seu melhor amigo. Kkkkkk
A moça tinha esquecido completamente dessa exposição e Christian se oferece para levá-la, já que ela está sem carro. Ela logo aceita, pois fica pensando de que forma iria até o local, pois é claro né minha gente, não existem taxis, ônibus ou qualquer outro meio de transporte pra alguém se locomover, ela precisava da carona. Eles logo voltam a ficar juntos, pois são muito apaixonados e toda essa baboseira, mas dessa vez sem contratos e sem surras. Oh! Que sorte, ela não irá apanhar dessa vez, ao menos não se ela não quiser.
Christian diz o quanto sofreu quando ela o deixou e diz que não pode viver sem ela, ela também se derrete, diz que não consegue imaginar um mundo sem ele, mas no fundo ela fica pensando se será suficiente para esse homem, se ele poderá viver sem o lado escuro da vida dele, sem bater, sem espancamentos e sem submissão. Ana começa a descobrir muito mais porcarias na vida de Christian do que imaginava, ele não é apenas um sádico, mas um cara completamente doente mental, louco e na minha humilde opinião precisa ser internado, o quando antes melhor.
Nesse livro iremos conhecer Leila, uma ex-submissa do magnata, ela está doidinha da Silva e tenta matar Ana uma vez, segurando um arma em sua direção. Essa cena foi engraçada demais, pois quando Christian chega na sala e vê Leila apontando uma arma na direção de Ana, ele logo se coloca na sua posição de dominador, estufa o peito, parece mais alto, mais magro e muito superior, coloca seu olhar quarenta e três da morte no rosto e então num passe de mágica, Leila se joga no chão arrependida soltando a arma, como uma boa ex-submissa que ela é. Kkkkkkkk É claro que nossa queria Ana começa a pirar, não por seu namorado ser louco e ter ex-namoradas loucas, mas sim por ver a expressão no rosto de Leila e ver como ela o obedece, Ana fica pensando que nunca poderá ser daquela forma e que Christian um dia sentirá falta do seu verdadeiro eu dominador. Bizarroooo!
Não consigo imaginar uma relação onde a moça sente-se intimidada pelo namorado, onde ela tem medo de expor suas opiniões, tem medo até de olhar pra ele, como isso por ser legal? Alguém por favor, me explique!
Nesse livro Christian não bate em Ana, apenas quando ela pede, pois a demente pede, a verdade é que a garota é muito bipolar, ela fica dizendo que tem medo dos objetos do quarto vermelho, fica tipo “oh, isso parece doer” ou “oh, nunca poderia usar algo assim”, mas então do nada o lado masoquista dela sai e ela começa a gostar, querer e pedir que ele use essas coisas nela. O que não faz sentido, pois ela é uma tapada que gosta de clássicos. Numa hora ela está apanhando e gostando e na outra está deitada numa enorme biblioteca lendo um romance dos anos setenta enquanto toma chá, que é seu calmante e resposta pra tudo.
Descobrimos que Christian sofreu muito quando era criança, que apanhou demais, a mãe era uma prostituta e o cafetão lhe batia muito e apagava cigarros em seu peito e costas. Foi assim que seu estupendo e magnífico corpo ficou marcado por pequenas bolinhas brancas. Ele não gosta de ser tocado, principalmente no lugar onde se encontram suas marcas e Ana fica frustrada, mas obedece e não o toca. A coisa mais doida foi saber que ele ficou quatro dias em casa quando tinha cerca de quatro anos de idade com sua mãe morta no chão. Sim, ele foi traumatizado por isso, mas a coisa mais aterrorizante é que ele escolhe sair com mulheres morenas que se parecem com sua mãe para assim poder espancá-las e se sentir melhor de alguma forma em sua mente completamente insana e perturbada. Qualquer mulher ficaria aterrorizada ao saber disso, não é? Que seu namorado te escolheu, por você ser parecida com a prostituta viciada que foi a mãe dele, para assim ele poder te espancar, mas Ana continua com ele, ela nem ao menos faz perguntas mais profundas sobre o assunto, pois não quer magoá-lo. Tudo gira ao redor do que Christian quer, do que irá magoá-lo ou agradá-lo, o mundo dela gira em torno dele. Ele diz o que ela tem que comer e quando comer, o que tem que vestir, ele até compra o lugar onde ela trabalha para assim conseguir ter mais poder sobre ela. Quem aguentaria algo assim? O cara é um perseguidor, eu estaria em baixo de minha cama torcendo para que tudo isso não tivesse passado de um terrível pesadelo, se fosse ela.
No final, ele a pede em casamento e ela aceita toda feliz da vida, pois vai passar o resto da vida com o homem dos sonhos, um homem bom, que se importa com ela, com o meio ambiente, o homem perfeito, que tem um pequeno lado sombrio, porém.
É uma bizarrice atrás da outra, a última página é uma das melhores. O editor da empresa onde Ana trabalha a assediou uma vez e foi demitido por Christian, antes de levar uns bons safanões de seu "motorista/protetor/faz tudo", então ele quer se vingar, o livro acaba com ele olhando  pra casa de Christian planejando sua vingança mortal. Kkkkkkkkkkk
Pessoal, mais uma vez eu digo, não é o fato do sadismo e nem as loucuras que me fazem odiar com tanta força esse livro, é por ele ser ruim mesmo, ruim com força, como diria meu pai. 
O fato mais preocupante é que esses livros estão bem expostos em todas as livrarias, mesmo se tratando de conteúdo adulto, qualquer um pode comprar sem problema nenhum. Mas o mais preocupante e triste ainda é saber que garotinhas de quatorze e quinze anos compram esse livro e acham a coisa mais romântica do mundo, acham maravilhoso e sonham com o dia em que irão encontrar um Christian Gray pra elas. Isso me deixa mais nervosa do que gostaria, mas é a realidade em que vivemos. Esperem só quando o filme sair, a coisa vai ficar mil vezes mais feia depois dele, pois as mocinhas que ainda não leram o livro irão se apaixonar pelo ator que colocarão e ficaram derretidas, sonhando acordadas com o dia em que esse príncipe baterá em suas portas, não montado em um cavalo branco usando uma armadura reluzente, mas com um chicote em uma das mãos enquanto balança as bolinhas tailandesas na outra.


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Lost in Austen



Acho que nunca vou me cansar de ler e ver coisas relacionadas a Orgulho e Preconceito.
Lost in Austen é uma série de quatro capítulos muito divertidos e cativantes. A série irá contar a história de Amanda Price, uma mulher adulta que tem uma vida não muito boa, um namorado que não se importa com ela, um emprego que não gosta, enfim a vida de Amanda anda mais desgraçada do que nunca. Ela é viciada no livro Orgulho e Preconceito, sempre que está se sentindo sozinha, perdida ou desconsolada é nele que ela busca conforto. Amanda adora aquela época, o modo de falar, as roupas, os lugares, a educação e o mais importante de tudo, ela ama Mr. Darcy, algumas vezes até se repreende, pois acha que está se apaixonando por um personagem de um clássico.
Num certo dia, Amanda está em seu banheiro e começa a escutar alguns barulhos vindo da parede, então do nada um porta se abre e quem aparece atrás dela? A própria Elizabeth Bennet, sim, pois é, elas trocam de lugar, na verdade não foi bem uma troca, mas o que acontece é que Amanda vai pro mundo do livro e Elizabeth fica no mundo real, no ano de 2008, se não me engano.
Amanda se encontra na casa de Lizzy, perdida entre seus personagens favoritos, ela tenta chamar Elizabeth pela porta algumas vezes, mas a moça nem se quer dá ouvidos, ela quer mesmo é aproveitar a vida no ano de 2008, pois segundo ela, nasceu na época errada.
É tudo muito divertido, pois Amanda conhece aquele mundo, aquelas casas e aquelas pessoas como a palma de sua mão, então ela já sabe em quem confiar e quem deve manter distancia, como o Mr. Wickham.
Tudo parece ir bem, mas então Amanda começa a entrar em uma onda de acontecimentos desastrosos e o rumo da história toda começa a ser mudado, Mr. Being começa a se apaixonar por ela, quando na verdade deveria estar caído por Jane desde o inicio. O engraçado é que Amanda sempre foi apaixonada por Darcy, mas se mete em tantos problemas com o rapaz e ele por sua vez já a detesta de cara, da mesma forma que parece detestar Lizzy nos livros. Darcy pode mesmo ser frustrante algumas vezes, nem me fale.
Algumas pessoas disseram que essa série foi um absurdo, que foi quase um estupro ao clássico, mas pra mim isso é besteira, das grandes, pois a série é tão leve, tão engraçada, nos leva por todos esses lugares nos mostrando coisas em outro ponto de vista. Tudo que temos que fazer é nos deixar ser levados e nos embalarmos nas aventuras de Amanda Price, sem nos preocupar se algumas coisas não estão saindo da forma que deveriam ou se estão mudando os fatos.
Em minha opinião vale muito a pena assistir, a única coisa que me deixou triste foi a pouca quantidade de episódios, adoraria se tivesse mais alguns...

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Orgulho e Preconceito - Filme (2005)



Esse talvez seja o filme mais fiel que já vi até hoje, ao menos dos que me lembro agora.
Nem acreditei, até as falas são as mesmas. Algumas partes o cenário muda, ou então algumas pequenas coisas, mas no geral o filme é muito igual ao livro, fiquei passada, pois é isso que sempre desejo, que o filme seja o mais fiel possível ao livro. Confesso que gostei de algumas das poucas mudanças, como os últimos minutinhos do final, era só isso que estava faltando no livro.
Mr. Darcy foi exatamente como imaginei que ele seria, o ator que o interpretou era Mr. Darcy, não tenho outra forma de explicar. Algumas pessoas disseram que não gostaram da moça que interpretou Elizabeth, mas pra mim ela ficou perfeita, do jeitinho que imaginei Lizzy, além de ser extremamente linda.
Superou todas as minhas expectativas, e de certa forma só aumentou o amor que estava começando a cultivar pela história. Existe uma outra adaptação feita em 1995, vi o trailer, mas não fiquei com vontade de assistir, ao menos não da forma que fiquei depois de ver o trailer da adaptação feita em 2005.
Você nem se quer precisa ler o livro, se não quiser, é só assistir o filme que  ficará sabendo de tudo, apenas algumas coisinhas bem mínimas foram mudadas e algumas explicações diminuídas, nada que vá atrapalhar ou mudar o que é.
Se você tem curiosidade de ler o livro, mas falta tempo, coragem, ou qualquer outro motivo, assista o filme, vale muito a pena. Ou então se você já leu o livro, veja o filme também, pra ficar tão maravilhado quanto eu.
Só tenho uma pequena observação a fazer e isso pode ser algo muito pessoal, pois não estou muito certa se todo mundo irá concordar, sendo que eu mesma não pensava assim antes. Sempre acho ruim quando mudam o filme, quando o fazem muito diferente do livro, então agora que encontrei um filme tão parecido... Não sei explicar, foi maravilhoso, eu adorei, ainda adoro e tudo mais, mas não posso deixar de dizer que foi um pouco... Eu nem consigo achar a palavra certa pra explicar, poderia dizer decepcionante, mas não deixaria claro meu sentimento com essa palavra, posso dizer então que foi “estranho” de uma forma muito diferente ver o filme e saber exatamente quais seriam as falas, faltou aquela “surpresa” de quando o filme é mudado e agora entendo melhor o motivo pelo qual o mudam algumas vezes. Pois é, as pessoas são difíceis de ser agradadas, ou então talvez eu seja exigente demais, não sei.
Por fim, é um filme ótimo, as roupas são perfeitas, as falas, os lugares, é tudo mágico, da forma que sempre foi no livro. 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Orgulho e Preconceito - Livro



É bem diferente ler algo de uma época antiga que foi escrito no presente, do que ler algo antigo que foi escrito naquela antiguidade. Por alguma razão, acho extremamente divertido a forma como os personagens conversavam naquela época, acho tão desnecessário todos esses títulos antes dos nomes, todas essas formalidades, e todo o resto. Uma pessoa uma vez me falou que a humanidade foi ficando preguiçosa, por isso falamos com gírias hoje em dia e tudo é abreviado, que ela adorava a forma como as pessoas se comunicavam antigamente, falar em prosa, poeticamente, pensando em cada palavra antes dela ser dita. Eu concordo que era mais bonito e tudo mais, mas tão desnecessário. Kkkkk Mas não deixa de ser divertido e lindo de se ler, eu gosto bastante.
O livro é muito bom, te deixa comprometido com a leitura de tal maneira espantosa. É uma história interessante que envolve tantos personagens, tantos conflitos, alguns fúteis e bobos, outros sérios e alguns escandalosos.
A escritora definiu perfeitamente cada caráter de cada personagem, todos muito bem construídos, não encontrei nenhum momento de bipolaridade entre eles. Todos os personagens são muito bem definidos, com suas opiniões, seus pensamentos, são incríveis.
Só acho que penso diferente do resto do mundo em relação a Mr. Darcy, pois todas as mulheres que conheço que leram o livro, dizem que ele é o responsável por grande parte de suas desilusões amorosas. Em parte acho que isso é um pouco de graça, pois é isso que todos querem acreditar, ou talvez seja mesmo verdade, não estou querendo julgar ninguém. Eu gosto de Mr. Darcy, acho a personalidade dele intrigante demais, me faz querer conhecê-lo cada vez mais e mais. Ele é um homem sério, de poucas palavras, misterioso e bonito, é claro. Senti falta de cenas com ele, pois ele aparece realmente poucas vezes no livro. A história fica muito focada nos vizinhos, nas irmãs de Elizabeth, e esquecem um pouco do “quase” romance de lizzy e Darcy, essa parte podia ter sido mais explorada. Ficava me coçando, esperando Mr.Darcy aparecer novamente.
O livro conta a história de cinco irmãs, que ainda não se casaram, dos vizinhos, parentes e amigos dessas irmãs, de como era a vida naquela época, de como tudo dependia de imagem e de como fofocas podem acabar com tudo em questão de segundos.
O estranho disso tudo e posso dizer isso sem ter medo de que possa ser algum spoiler, pois não é, é que o livro te deixa tão preso, tão curioso pra saber o que acontecerá na cena seguinte, que mesmo os apaixonados não terem cenas mais fortes, mais românticas, além de conversinhas e sorrisinhos tímidos (que na verdade era assim que namoravam naquela época), mesmo não havendo nem ao menos um beijinho se quer entre nenhum dos casais, nada disso diminui sua curiosidade ou o prazer que encontra quando as coisas se acertam. Fiquei um pouco passada quando não encontrei nem um beijo durante o livro todo, mas ao mesmo tempo espantada de saber que a autora conseguiu escrever algo tão criativo e incrível sem ter nem ao menos uma cena desse tipo, pois vamos combinar, nós mulheres, adoramos essas cenas românticas.
Bem, seria muito injusto dizer que fiquei um pouco decepcionada com o final, mas a verdade é que fiquei um pouquinho, sei lá, eu estava esperando algo tão grande em relação a Mr. Darcy, e sim, ele é um completo cavalheiro e possui tantas características que fariam qualquer (ou quase) mulher se apaixonar, as falas dele são demais, o modo como anda, como olha, como se mostra indiferente com o resto do mundo... Enfim, eu só queria ter tido um “um pouco mais”, um pouco mais de tudo isso, mais de Mr. Darcy, mais de Elizabeth Bennet, de Mr. Bingley, e Mr. Bennet.
O pai de Lizzy, sendo talvez esquecidos pelas pessoas, é um de meus personagens preferidos, adoro as tiradas dele e a forma como pensa, suas falas compensam qualquer desilusão que pude ter tido durante a leitura.
É um livro que recomendo de olhos fechados, mesmo tendo adivinhado algumas coisas que aconteceriam, isso não diminuiu em nada o prazer que tive pela leitura, tudo muito leve, lindo, amável e curioso. As pessoas que preferem livros da “realidade”, histórias humoradas com pitadas de drama e romance, irão adorar, sem sombra de dúvida...

sábado, 9 de fevereiro de 2013

American Horror Story - 2º Temporada



Alguns de vocês, que acompanham o blog há algum tempo devem se lembrar da resenha que fiz sobre a primeira temporada dessa série. Caso não leu e queira ler, é só clicar aqui.
American Horror Story é uma série diferente de todas as outras, não só por cada temporada tratar de um assunto e história diferente, mas por ser algo totalmente novo, em vários aspectos.
A primeira temporada foi a melhor pra mim até agora, fiquei totalmente perdida em sentimentos quando ela terminou, achei umas das melhores séries que vi e fiquei enlouquecida pra assistir a segunda temporada.
No começo a gente fica meio perdido, ok, ficamos perdidos por muito tempo, posso até ousar dizer que até os último episódios. Dessa vez as coisas ficam muito mais complicadas e confusas do que apenas casas estranhas e fantasmas. Dessa vez iremos lidar com demônios, anjos, zumbis, uma prisão para loucos assassinos, exorcismo, médicos malucos, serial killers, freiras e até mesmo alienígenas. Pois é, como pode ver, tudo muito confuso e parece que as coisas não irão se encaixar.
No meu ponto de vista, os produtores ficaram meio perdidos, da mesma forma que em “Lost”, acho que colocaram tantos fatos, tanta coisa que no final ficaram meio sem saída e deram um resultado não tão explicativo e satisfatório quanto eu esperava, mesmo podendo afirmar que imaginei algo assim desde o começo, pois eram coisas demais pra uma temporada só, já que nessa série tudo se resolve em uma única temporada de poucos episódios.
Tudo bem, de uma forma de ou de outra, eu gostei mesmo assim. É verdade que algumas coisas ficaram sem explicação e outras foram resolvidas de forma "meia boca", mas em geral é muito boa.
Iremos conhecer Kitty (que fez o papel de Tate na 1º temporada), ele é o cara que vai preso no manicômio pela acusação de ser o serial killer “Bloody Face”, que é conhecido por matar e arrancar a pele de mulheres na faixa dos trinta anos. Ficamos um bom tempo sem saber se Kitty é culpado ou acusado injustamente, ele jura não ser esse assassino, diz que sua esposa foi levada por alienígenas e que tudo não passa de um terrível engano. Iremos conhecer a irmã Jude que de boazinha não tem nada e os fantasmas de seu passado a assombram mais que os fantasmas que viviam na casa da primeira temporada.
Além do doutor misterioso que atende alguns pacientes, a jornalista presa injustamente, apenas por ser lésbica, o médico da instituição que é mais cruel e pirado do que podem imaginar e tantos outros pacientes que iremos encontrar.
Como disse, no geral é bom, mas não sei, fiquei com aquele gostinho de quero mais explicações. Sabe aquela sensação de que não foi tudo resolvido? É assim que me senti quando tudo terminou.
Eu ficava curiosa pelo próximo episódio e logo que chegava corria pra assisti-lo, e é claro que irei querer ver a terceira temporada, assim como todas as outras que existirem depois dessa, mas por enquanto tenho que dizer que a primeira foi mil vezes melhor, mais empolgante, explicativa, resolvida e perfeita do que a segunda, mesmo eu tendo gostado dela... É uma sensação de amor e ódio, difícil de explicar, por hora acho que esse texto basta. 
Evan Peters continua sendo meu ator e personagem preferido, tanto na primeira quanto na segunda temporada. Espero que isso continue na terceira e acho que não estarei errada sobre isso, já que dificilmente sou a única que pensa dessa forma. 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Dezesseis Luas - Livro



Nem posso dizer o quanto estava ansiosa pra ler esse livro. Tudo começou depois de ver o trailer do filme que será lançado esse ano. Fiquei fascinada com o trailer e tive que ler o livro, simplesmente precisava.
A história é bem legal e te deixa muito envolvido com os personagens. Gosto de livros que o narrador é um homem e Ethan é tão fofo, engraçado e especial que fez com que tudo ficasse ainda melhor. Ele é só um garoto comum que vive numa cidade comum, com pessoas comuns, onde nada de novo acontece, onde na verdade nada acontece, até o dia em que Lena aparece e faz tudo ser diferente. Ela é a sobrinha do homem que vive na casa assombrada, sobrinha do velho que nunca sai de casa e que todos tem medo. É claro que Lena já é temida e odiada antes mesmo de botar os pés na escola, mas Ethan não pensa assim, ele fica empolgado com a chegada da garota, pensa que ela poderia ser a garota pela qual ele tem procurado todo esse tempo, alguém pra conversar, alguém que não seja igual a todo mundo. Bem, ele estava certo, Lena com toda certeza não é igual a todo mundo, ela é completamente o oposto de comum. A garota tem poderes, como se fosse uma bruxa, mas sem ser uma, ela é na verdade uma natural, possui poderes, mas não os controla muito bem, eles simplesmente surgem quando querem surgir, sem avisar antes, apenas se manifestam.
Os dois se tornam amigos, até mais do que isso, e juntos passam a descobrir mais segredos sobre a família dos dois do que podiam imaginar, segredos que envolvem não apenas eles, mas toda a cidade.
Eu gostei do livro, o amor de Ethan por Lena é lindo, o modo como ele olha pra ela, como fala com ela e até mesmo a forma como pensa nela, tudo me puxava ainda mais para o romance, tudo me deixava ainda mais caída pelos dois e encantada pela forma que as coisas aconteciam e como foram se apaixonando, muito embora o livro não seja assim tão focado no amor dos dois, ele é, mas não tanto assim, tá dando pra entender? É que a história não fica só nos dois, existem muitos outros personagens incríveis como, Amma, a senhora durona que espalha amuletos pela casa toda, ou as tias engraçadas que devem ter mais de cem anos de idade, que são mais malucas do que velhas. O melhor amigo de Ethan, o tio estranho de Lena, o cachorro Boo, tantas outras pessoas.
O foco mesmo fica no aniversário de Lena, quando ela completará dezesseis anos e será invocada, o problema é que não tem como saber se você será invocada para as trevas ou para a luz, até o momento em que for invocada. Lena quer ir para luz, mas não sabe o que o destino lhe reserva, tudo o que sabe é que ser for pras trevas nunca mais será a mesma e perderá tudo aquilo que acredita, deixará de ser ela mesma e se tornará algo que nem mesmo ela poderá reconhecer...
Como disse antes, gostei do livro e estou até me coçando pra ver o filme, mal espero pelo lançamento, mas não posso deixar de mencionar que fiquei um pouco decepcionada com o final. Sabe quando você coloca muita expectativa em algo? Eu estava dessa forma, esperando algo grande, de impacto, pois a gente fica o livro todo esperando pelo bendito aniversario e quando ele chega... Não achei que foi tudo o que poderia ter sido, eu apenas esperava mais...
No geral é um bom livro e é claro que irei ler os outros da série, pois eu adorei os personagens e o tipo de história, achei muito envolvente, me conquistou, não adianta mais, estou presa. Também não posso falar em decepção até ter lido todos os outros livros da série, se não me engano são quatro, depois de ler todos poderei ter uma opinião final formada e algo me diz que não ficarei decepcionada com o final de tudo.
Enfim, é um livro de fantasia, muitas coisas mágicas, mansões encantadas, cachorros misteriosos com olhos redondos demais que se parecem com olhos humanos, tempestades que desabam do nada e janelas que se quebram sozinhas, tudo muito legal. Recomendo!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Internet, olheiras, lanches ruins e Frodo Bolseiro



Olá, meus queridões e queridonas,

Estou de volta, não completamente, mas estou, demorei mais do que imaginei, mas não tive opções. Não me mudei no sábado, como tinha planejado, acabei fazendo minha mudança não somente na segunda-feira, como também na terça e na quarta. Sim, três dias de mudança, nada nunca foi tão eterno quanto esses três dias, foi um inferno, nem sabia que tinha tantas coisas em casa, a mudança não acabava. Bem, no final deu tudo certo, tudo muito demorado, mas estamos bem. Liguei pro pessoal da Net na quarta-feira e na sexta já vieram instalar todas as coisas, nem acreditei que vieram tão rápido, mas minha felicidade durou pouco. Descobrimos que o cabo da Net só ia até a metade da minha rua, e eles não me deram previsão pra quando irão estender o cabo, pois é, que coisa mais triste. Estou vendo outros provedores, mas nenhum libera todos os megas que eu quero, então acho que ainda irei demorar uns dias até ter internet em casa, só espero não ficar louca enquanto isso não acontece. Como gosto muito do blog e dos queridos leitores, estou postando pelo celular... (É o que tem pra hoje kkkk)
Estou moída, literalmente, fui dormir depois das três da manhã em todos esses dias de mudança, tudo bem que eu sempre durmo de madrugada, mas nesses dias estou no conforto de minha cama ou de meu sofá bem aconchegada, e não desempacotando caixas infinitas, limpando e organizando coisas. Devem imaginar que minhas olheiras estão tão medonhas que nem mesmo maquiagem ajuda, é isso mesmo, elas estão de dar medo. Já estava achando que iria voltar pra faculdade (dia cinco) com aquela cara de zumbi, mas uma coisa que tem me ajudado muito foi passar bepantol derma antes de dormir, esse negócio faz milagres, meninas (e meninos também, ué).

Como podem ver na foto, depois de usar ele por três noites seguidas, minhas olheiras deixaram de ser medonhas, pra se tornar algo que dá pra se camuflar com corretivo.
 O único lado positivo disso tudo, fora eu estar em minha nova casa, é que minhas panturrilhas nunca foram tão duras quando estão agora. kkkkk Elas estão doendo pra caramba, nem sei dizer quantos degraus subi e desci por esses dias. O único exercício físico que faço, além de dançar no kinect, é bicicleta ergométrica, ando todos os dias de quarenta a sessenta minutos, acho que não irei fazer isso por no mínimo uma semana.
Existe mais um lado positivo, ou não tão positivo assim se for parar pra pensar. Quando você está muito ocupado, fazendo algo que te deixa sem tempo pra fazer qualquer outra coisa, você muda um pouco sua rotina, certo? Tipo, nós aqui de casa até comemos coisas bem saudáveis, não pra dizer que comemos coisas saudáveis e somos totalmente corretos, nada disso, não dispenso nenhum outro tipo de comida “não tão saudável assim”, é apenas por gostar mesmo. Sempre gostei de saladas, frutas, sucos naturais, acho que deve ter sido pela forma que fui criada, mas o negócio é que gosto mais de salada do que de chocolate, de verdade, mas nesses dias fiquei sem tempo pra nada e como já disse antes, não me importo nem um pouco de comer qualquer outro tipo de comida. Já estava cansada de comer Mc Donald’s, depois de dois dias seguidos, não aguento. Kkkkk Estava no supermercado e resolvi comprar aqueles lanches prontos, que é só esquentar por uns minutinhos e comer, e algumas daquelas pizzas também prontas, não vou dizer marca de nada, até porque todo mundo já deve saber do que estou falando. Bem, o que estou tentando dizer é que, eu deveria ter ficado com o Mc mesmo, que coisinha ruim, mas assim ruim mesmo, do tipo “só-coma-se-estiver-morrendo-de-fome-e-sua-vida-depender-disso”, esse deveria ser o nome desse negócio, isso é o que deveria estar escrito na embalagem, é sério. Alguém aqui já comeu e gostou? Me contem, pois acho que nunca vi nada tão terrível. Kkkkk O lado positivo (talvez) que citei lá é cima, é que descobri o que nunca mais comer, a não ser que esteja morrendo de fome e não exista mais nenhuma outra coisa no mundo.


Mais uma coisa que mudou na minha vida foi a chegada do Frodo Bolseiro aqui em casa (não se deixem enganar pelo tamanho, ele só tem quatro meses). Eu morava em um apartamento e não tinha espaço pra cachorros, mas agora estou em uma casa bem grande e tenho muito espaço pro Frodo brincar. Eu adoro rottweiler, já tive duas cachorras dessa raça, tive que doá-las quando fui morar no apartamento, foi um dia muito triste, mas elas foram pra uma chácara grande e sei que estão em boas mãos.
Odeio gente que discrimina essa raça, muita gente diz que são “cachorros ruins”, esse negócio não existe, “cachorro ruim”, como isso? Ruim pode ser o dono do animal que é tonto e acha bonito fazer o cão virar uma máquina, fica treinando o bichinho pra ser mortal, aquele povo que fica deixando o cachorro nervoso, batendo, ensinando a matar mesmo, saiba que abomino pessoas assim. Tudo depende da criação, minhas cachorras nunca foram agressivas, nunca, eram enormes e me machucavam algumas vezes, brincando é claro, algumas vezes me derrubavam no chão quando pulavam em cima de mim, mas veja bem, elas pesavam mais de sessenta quilos, eu tenho apenas cinquenta.
Essa fama ruim faz com que algumas pessoas me olhem torno nas ruas, e atravessem para o outro lado da calçada quando estou com um rottweiler, mas a verdade é que são tão carinhosos e amigáveis quanto qualquer outro cão.
Frodo é um amor, obediente, esperto, brincalhão e gosta muito de água, adora quando ligo a torneira do quintal, ele até deita em baixo enquanto a água cai em seu rosto. Kkkk
Enfim, falei demais já, muito tempo sem postar. Só queria dar uma atualizada aqui no blog, pois ele já estava muito abandonado pro meu gosto. Irei fazer o que puder e se a net demorar pra chegar, irei continuar postando pelo celular mesmo. Quase não pude ler nada por esses dias, fiquei só na correria, parando somente pra dormir, isso me deixou um pouco irritadinha, li só dois livros, mas não importa. Logo voltarei as postagens normais de sempre...
Até a próxima, estava com saudades...
P.S: desculpe, esse texto ficou enorme, eu sei.