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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Os Treze Porquês


Esse livro é diferente dos outros, pois você sabe qual será o final, você sabe o que aconteceu, o que não sabe é o motivo pra isso ter acontecido.
Clay é o narrador, um garoto que está no colegial, se recuperando da morte de uma garota que se suicidou, o que os outros não sabem é que ele gostava dessa garota.
A história começa quando ele encontra um pacote contendo 7 fitas cassetes, enumeradas de um a treze. Quando coloca a primeira fita pra tocar ele se depara com a voz de Hannah, a garota que se matou. Ela colocou nas fitas todos os treze motivos que a levaram a se suicidar, cada motivo relacionado a uma pessoa. Ela diz no começo da fita que alguém está se responsabilizando para que todos da lista escutem a gravação e que se você recebeu o pacote, é por estar incluído nos motivos.
Clay fica sem entender, não sabe o que fez para colaborar para os motivos de Hannah ter se matado, ele amava aquela garota, nunca iria machucá-la.
O livro é meio triste, pois você sabe que a garota morreu, então só fica lendo pra descobrir o que Clay fez de tão grave assim e pra saber o que as outras pessoas fizeram pra ela.
Confesso que achei a maioria dos motivos de Hannah meio bobos e fracos demais, pra levar alguém a se matar. Eu sei que muita gente pode querer me xingar por isso, mas no meu ponto de vista é isso que consigo ver. Talvez por nunca ter sido uma pessoa que desaba por qualquer coisa ou por grandes coisas, sempre fui muito segura de mim mesma e minha autoestima  sempre esteve lá em cima. Esses problemas que as pessoas encontram nas escolas, é claro que passei por isso, aqueles garotos bobos que ficam te chamando de feia, magrela, e tantas outras coisas, eu passei por tudo isso, pode crer, mas nunca me importei, nunca dei a menor bola pra essas coisas, eu apenas ignorava. Sei que algumas pessoas não conseguem simplesmente ignorar e sofrem muito por isso, mas motivo nenhum é suficiente para alguém chegar ao ponto de tirar sua própria vida.
Vá procurar ajuda, fale com alguém, resolva seus problemas, não dê fim neles de uma vez, se matar não é resposta. Além de ser uma coisa completamente egoísta, pois e as pessoas que ficaram? Como elas irão se sentir?
Sei lá, eu sofro por pensar que nunca terei tempo suficiente pra fazer tudo o que quero, quer dizer, oitenta ou noventa anos não são o bastante, ao menos não pra mim. Não são o bastante pra ler todos os livros que quero ler, ver todos os filmes, escutar todas as músicas, comer todos os chocolates, ir em todos os lugares que quero conhecer, comprar todos os esmaltes que quero, rir de todas as piadas bobas  e sem graça que meu pai conta, sentir todas as brisas frescas nos dias quentes de verão. Fico frustrada, pois pra mim, nenhum motivo justiçada dar fim ao seu trajeto, nada justiça cortar a jornada, antes mesmo dela ter começado.
Oitenta anos é pouco demais, se parar pra pensar, olha só o tamanho do mundo, quanta coisa pra ser descoberta...
Por fim, fico meio dividida, eu até que gostei do livro, você fica lendo curiosa pra saber o que o garoto fez, mas por outro lado é tão melancólico e acabei ficando com muita raiva de Hannah por ter sido tão ingênua e insegura e ter tirado sua vida por motivos tão insignificantes, pois pra mim é isso que eles são. Tudo bem se você não pensa assim, mas é isso o que penso. Hannah poderia ter resolvido seus problemas e ter tido uma vida boa, ela poderia lembrar de seus anos de escola e dar risada com seus filhos, lembrando o quanto foi bobinha, mas ela escolheu terminar logo com isso, e agora não sobrou mais nada pra ser contado, a não ser as sete fitas cassetes que deixou... 

PS: li em algum lugar que vai virar filme, vamos esperar pra ver. 

16 comentários:

  1. Adorei sua resenha hahaha.
    Um beijo.
    http://livrodagarota.blogspot.com.br

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  2. Gostei da resenha, Camila, principalmente das suas observações sobre o suicídio. Realmente, toda essa história de bullying é tão normal, todo mundo passou por isso, só que na nossa época não tinha nome e ninguém se importava. E, no fim, tudo se resume ao que você falou, a vida é tão curta que nem dá tempo pra se matar.

    Pode parecer meio mórbido isso, mas eu acho o suicídio, e os motivos que levam a esse ato, um assunto muito interessante - tanto que quero escrever algo com ele um dia -, mas acho um saco esse tom juvenil e simplista que alguns autores dão ao tema. Tinha curiosidade quanto a esse livro, mas, depois da sua resenha, vou deixar para uma próxima.

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  3. Gostei da resenha também, e gostei de ver uma opinião que acho parecida com a minha. Acho que é dar fim à vida por qualquer problema é ser covarde, é preciso encarar os problemas de frente e crescer com eles.

    Beijos

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  4. Nossa, Camila! Nunca ouvi falar e pareceu-me interessantíssimo! Vou procurar já! Valeuzaço!
    GK

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  5. Gugu,

    Que bom que você ficou interessado, espero que goste! :)

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  6. Julia,

    isso mesmo, acabar com sua própria vida, nem por motivos grandes, é algo que não tem justificativa.Não é por motivos de religião, pois não tenho nenhuma, só que acho algo imperdoável. Fico feliz que concorde comigo.

    Beijão :)

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  7. Raphael,

    Sim, isso sempre existiu, mas ninguém dava bola antes. Sabe, de uma forma acho que é até bom passar por esse tipo de coisa, faz a gente crescer, faz parte da vida, gente chata que atormenta sempre existiu e sempre irá existir.

    Então, acho que só li livros mais jovens, que abordam esse assunto, ao menos só me lembro desses agora. Seria legal ler algo mais adulto. :)

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  8. Ah eu já vi o livro e a sinopse em algum lugar, só lembro que fiquei intrigada, realmente é egoista uma pessoa se matar, pois quem sofre, são as pessoas que fica. Confesso que gosteei baastante da sua resenha, me deu vontade de ler, e ver o que acho também :D
    Beijos

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  9. Ana,

    é muito egoísta mesmo.
    Espero que goste da leitura, depois me diga o que achou...

    Beijão :)

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  10. Oi Camila,
    Eu gosto de saber o final do livro antes de ler-lo.

    Gostei dele.
    Bjs
    modaeeu.blogspot.com

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  11. moda e eu,

    espero que goste desse então... :)

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  12. Eu pessoalmente tenho a ideia de que se alguém tem o direito a vida, deveria ter o direito de morrer se quiser, sem moralismos. Se matar pode ser mal visto por todos, mas que diferença faria a opinião de alguém de fora? Que concepção ela tem de vida que possa ser convincente a alguém nessa situação? longe de mim dizer às pessoas que saiam cometendo suicídio, só acho que uma pessoa não se deve menosprezar os problemas dos outros só porque ela não passa ou teve a sorte de não passar por eles.

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    Respostas
    1. Então, é que sou muito realista, pra mim se vc está com algum problema, resolva. Não gosto da ideia da pessoa se matar pra se livrar de algo, seja físico ou mental, pra mim é uma forma muito fácil, entende? E penso nas outras pessoas, pois se matar não envolve somente você, se você fosse o único prejudicado, beleza, mas muita gente vai se abalar com isso, acho injusto.
      Sobre esse livro, não é menosprezar os problemas dos outros, mas a menina da história não tinha motivo pra se matar, sério, se vc ler, vai ver.
      Sei lá, ou pra mim os motivos foram bobos, pois teria que acontecer algo incrivelmente grande pra justificar um suicídio, sendo que pra mim, nada justifica.

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  13. fiquei com muita vontade de ler esse livro... obrigado por faser essa resenha, senão não saberia dele camila :-)

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