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sexta-feira, 5 de abril de 2013

A Seleção



Faz um bom tempo que vejo esse livro nos canais do Youtube ou em resenhas em blogs, sempre achei a capa linda de morrer, mas nunca tinha realmente parado pra conhecer a história e nunca tinha sentido aquela vontade tentadora de ler, até que essa vontade chegou.
A Seleção vai contar a história de America, a garota da casta número cinco que vive em um mundo de distopia, onde os Estados Unidos não existe mais, em seu lugar um outro país foi criado, um que nem ao menos queria carregar seu antigo nome, pois depois de ter passo para Estado Americano da China, onde a China controlava tudo, eles decidiram colocar o sobrenome de seu novo “fundador/salvador” Cregory Illéa.
América é uma filha de Illéa, nesse mundo as pessoas são dividas por castas, sendo a maior e mais rica a de número um e última e mais pobre sendo a casta número oito. América é uma cinco, por isso não passa tanta necessidade como, por exemplo, um seis ou um sete, mas ainda sofre pela falta de dinheiro. Os cincos são normalmente artistas, músicos, pintores, cantores, esse tipo de coisas, ela toca muitos instrumentos, tem uma voz lindíssima e é uma coisa de dar nojo de tão linda, ruiva, olhos azuis muito frios e pele perfeita de porcelana, ou seja, é aquele tipo de mulher que faz você se sentir a coisinha mais feia do mundo, mas ela é muito doce e generosa, embora tenha um gênio muito forte.
Nesse mundo que estamos falando existem reis e rainhas, as filhas desses reis, no caso as princesas, só de casam com pessoas de sangue azul, mas os príncipes se casam com plebeias, seria uma forma de dar esperança ao povo, uma esperança de que qualquer uma, não importa sua casta, poderia um dia se tornar rainha também.
Pois bem, o príncipe Maxon completou dezenove anos e chegou a hora de encontrar uma princesa, então logo começa a seleção. Moças entre dezesseis e vinte anos se inscrevem, mas apenas trinta e cinco serão selecionadas.
América nunca quis entrar na seleção, mas sua mãe tenta obrigá-la, pois a família de uma selecionada ganha uma quantia em dinheiro todo mês e mesmo se ela não for escolhida pelo príncipe, ela ficará famosa e eles poderiam sair da miséria. Acontece que a garota já tem um namorado, mesmo que isso tenha que se manter em segredo, pois ele é um seis e as castas não podem se misturar, sem dizer que sua mãe iria querer matá-la se soubesse que namora um seis, o sonho da mãe é que ela se case com um três ou no máximo um quatro. Sim, é possível que eles se casarem, mas a burocracia é enorme quando as castas são diferentes. Ah, e nesse mundo você é proibido de ter relações sexuais antes do casamento, não importa se você e seu parceiro sejam da mesma casta, é uma forma de prevenir doenças e filhos de castas misturadas.
Aspen é o nome do namorado pobretão da garota, ele é tão lindo, tão meigo e carinhoso. Você morre de pena dele, pois está magro, fraco, trabalha pra sustentar a família toda e se senti culpado por não poder dar nada do que América merece, ele não tem nada para oferecer, somente beijos e vislumbres de seus lindos e encantadores olhos verdes.
América não se importa que Aspen seja um seis, quem se importaria? Ele é perfeito, mas o problema é que Aspen se importa com isso, ele diz que a garota precisa se inscrever na seleção, para ao menos ter uma chance, para que ele não se sinta culpado pelo resto da vida, pensando que ela poderia ter tido uma chance de ter uma vida melhor e a perdeu por sua culpa. Então mesmo forçada, América se inscreve e é claro, ela é selecionada, pois se não o livro não teria sentido, nem o nome dele e não haveria história se isso não acontecesse.
Fiquei muito dividida nessa história e olha que na grande maioria das vezes sempre escolho um lado e continuo fiel a ele até o fim, mas Aspen que me perdoe, eu o trai, não literalmente, pois não sei se prefiro Aspen ou o príncipe Maxon, não sei, não posso me decidir, tenho até dó de América, pois se eu estou dividida, imagina só a coitada da garota. Primeiro eu me derreti por Aspen e não senti nada quando conheci o príncipe, mas da metade do livro pro final, comecei a mudar de opinião, então passei a detestar Aspen e adorar Maxon, mas então voltei a amar Aspen, mas sem deixar de ter sentimentos por Maxon e no final das contas fiquei assim, uma confusão sem fim e não posso me decidir, ao menos não nesse livro, quem sabe no livro dois ou três esse fato mude.
Bem, América achava que Maxon era mimado, riquinho, convencido, chato e bla bla bla, mas ele não é nada disso, ele é adorável e passa uma confiança estranha para a garota. Então ela começa a se envolver com ele, mas sem deixar de sentir coisas fortes por Aspen.
Eu adorei o livro, você se vê no lugar das trinta e cinco moças selecionadas, algumas você odeia, outras você torce e adora, a história é bem leve, do tipo tranquilo que quase todas as garotas iriam gostar.
Só não posso deixar de mencionar a semelhança que encontrei entre esse livro e “Jogos Vorazes”, isso mesmo, embora uma história seja completamente diferente da outra, as semelhanças existem. Como por exemplo, o fato de tudo ser filmado, a seleção, as moças, os encontros com o príncipe, tudo ser televisionada em um canal público, da mesma forma que o pessoal de Jogos Vorazes é filmado. As classes sendo dividias e tendo os rebeldes da história encontrados na classe mais baixa, isso não é spoiler, fiquem tranquilos, um apresentador de televisão que todos amam e algumas chicotadas em publico na praça da cidade. Enfim, coisas pequenas, diferentes entre si, mas parecidas, não pude deixar de comentar.
Eu adorei o livro e estou louca pra ler a continuação, mas outro fato que também não posso deixar de comentar, é que o final me incomodou muito, não penso da mesma forma que outras pessoas que leram o livro, pois algumas dizem que dava pra essa história acabar num único livro e não em três, não acho que tudo poderia ser resolvido em um só livro, mas a forma que esse terminou... Deveria ao menos ter tido um encerramento sobre esse assunto, não irea dizer do que se trata, se não eu estaria contando o final, mas poxa, que sacanagem deixar esse acontecimento “aberto”.
Enfim, no geral o livro é bom, linguagem muito simples, tudo muito leve, amores proibidos, amores escondidos, amores sedutores, amores confusos e indecisos, amores, amores por todos os lados, brigas, ataques, coisinhas boas e frescas de mulher, beijos secretos, a garota malvada e chata que está entre as trinta e cinco selecionadas, saudades da família, dinheiro, falta de dinheiro, pobreza, riqueza, momentos felizes, momentos tristes, momentos fofos e complicados... Tudo o que nós, mulheres, (ou a maioria de nós) gostamos. Leia. :)

6 comentários:

  1. Awn... Esse livro deve ser tão bom! Eu nunca tinha visto nenhuma resenha dele e amei essa! c: E a capa é linda mesmo! ^^
    Bjo, Sel ;*

    Jovens Gordinhas
    Unicórnio com Bigode
    Nerd Descolada

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  2. Sel,

    eu adorei! A capa é mesmo LINDA!

    Beijão :)

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  3. Olá! Nossa, fiquei com uma vontade enorme de ler esse livro agora! Eu já tinha visto a capa dele, mas nunca havia lido o resumo ou resenhas a respeito. Parece ótimo e vou incluir na minha listinha de leituras. ^^
    Beijos,
    Niki,
    http://www.meigaemalefica.blogspot.com.br

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  4. Olha só, gostei da indicação de livro (:

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  5. Niki,

    caso leia, me diga o que achou, eu iria adorar.

    Beijão :)

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  6. Camila,
    que bom que tenha gostado. :)

    Beijão :)

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