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sábado, 27 de julho de 2013

A Culpa é das Estrelas


Sabe quando você termina um livro e não sabe o que dizer sobre ele? Como se qualquer coisa que você dissesse não fosse ser o suficiente para dizer o quão maravilhoso ele foi? Então, nunca tinha me sentido assim, até agora.
Já vi muita gente falando sobre “A Culpa é das Estrelas”, mas nunca senti aquela vontade enorme de ler o livro. Sei lá, uma menina com câncer terminal e um garoto amputado vivendo um romance no meio de todas as doenças e desgraças? Isso tudo me parecia muito deprimente. Tudo bem, em certas partes o livro é meio deprimente, fiquei com aquele nó ordinário na garganta por várias vezes e chorei em algumas, mas o livro é divertido, muito divertido, pode ter um pouco de humor negro, mas as cenas são engraçadas, engraçadas de uma forma inteligente, é incrível. Tudo que posso dizer é que sinto muito por não tê-lo lido antes, oh, eu não fazia ideia do que estava perdendo. Que livro fantástico.
Pra quem não sabe do que trata, Hazel é uma garota de dezesseis ou dezessete anos, não lembro, desculpe, ela tem câncer terminal, precisa da ajuda de Felipe, seu cilindro de oxigênio que anda ao seu lado pra cima e pra baixo, sem ele ela não consegue respirar. Num certo dia ela conhece Augustus um garoto de dezessete anos que teve a perna amputada há mais ou menos um ano e meio por causa de um câncer. Eles se dão bem logo de cara e o amor adolescente surge entre os dois. A pequena diferença é que eles não são adolescentes comuns, eles possuem limitações e isso fez toda a diferença, o livro é diferente de tudo que já li e o amor deles é o mais lindo que já vi.
Você sente tantas coisas lendo esse livro, não é só aquele livro que fala de doenças e te faz pensar sobre elas e de como você deveria ser mais grato e feliz pelo que tem e pelas doenças que não tem, é muito maior do que isso. Nos faz pensar sobre o amor, do que podemos fazer por amor, por quem nos sacrificamos e o que sacrificamos.
Se você pudesse fazer um desejo, qualquer um, você daria esse desejo para alguém? É disso que estou falando, o livro é muito mais do que um simples livro sobre alguém doente.
A história fala sobre mementos do infinito, momentos intermináveis, alguns segundos duram mais do que outros, sobre promessas feitas e quebradas, é tudo perfeito. Na verdade, há uma avalanche de desgraças acontecendo, mas no meio de toda essa porcaria há luz. Ok, em alguns momentos as porcarias podem ser muito maiores do que o pequeno feixe de luz que insiste em entrar pelas frestas, mas essa pequena luz brilhante faz tudo valer a pena, faz você querer repetir todos os atos, sem se importar com o que acontece no final. 
  
Gus foi o melhor personagem que já conheci, ele foi melhor que Gale de “Jogos Vorazes”, melhor que Ed de “Por isso a Gente Acabou”, foi melhor que Ian de “A Hospedeira”, caramba conseguiu ser melhor que Poe do livro “Sociedade Secreta”. Ele é demais, ele é engraçado, inteligente demais, esperto, romântico, como a própria namorada disse uma vez, Gus não é nenhum príncipe encantado, algumas vezes tentava ser, mas eu concordo com a garota, prefiro ele quando não tenta ser, quando é apenas ele mesmo. Qual é, o cara teve câncer, teve a perna amputada e mesmo assim vive mais alegre do que a maioria das pessoas que possuem as suas duas pernas não vive. Toda vez que você pergunta como ele está, ele dá um belo sorriso e responde, “maravilha”. Ele sempre está “maravilha”, até mesmo quando você pode ver que nada está maravilhoso. Quem não o amaria?

Hazel é adorável, adorei essa menina, sinto que se estivesse no lugar dela, teria passado meus dias da mesma forma. Tudo bem, pode não ser algo muito empolgante e até mesmo meio deprimente, mas sou realista demais, tipo, muito mesmo, se eu tivesse uma doença terminal, estivesse há três anos sem poder ir a escola, não tivesse namorado e nem amigos de verdade, eu ficaria em casa lendo, vendo televisão e escutando músicas. Eu já faço isso agora, imagine só se tivesse uma doença terminal e tendo apenas 20% de chances de poder viver por mais ou menos uns cinco anos.
Hazel é uma personagem incrível, ela faz as pessoas se apaixonarem por ela em menos de um minuto, eu me apaixonei por ela antes mesmo de terminar a primeira página do livro, dá pra acreditar nisso? Ela é linda, jovem, é uma das garotas mais inteligentes que conheci e adora ler, ela é uma releitora. É aquele tipo de pessoa que vê os dois lados da moeda, sempre tenta ver o lado do vilão e entender seus motivos, a menina consegue até entender o câncer e os motivos pra ele viver dentro dela, eu amo essa menina e vou sentir falta dela, agora que o livro acabou e não posso mais estar por perto.
Tudo que peço é que é leia o livro, leia logo, não demore, quero que sinta o que estou sentido agora. Faça um favor a si mesmo e leia A Culpa e das Estrelas, você não irá se arrepender, a possibilidade disso acontecer é realmente remota.
E nesse pequeno tempo do infinito que para mim durará para sempre, vocês me fizeram feliz...  

PS: foi o melhor livro que li esse ano... :)

PS 2: o final do livro foi lindo, mas fiquei assim por alguns poucos minutos depois de terminar de ler.





O parágrafo seguinte é um pequeno spoiler, cuidado! 



Gus, sei o quanto você queria ser lembrado, o quanto tinha medo de ser esquecido, sei exatamente como é isso, sei como se sentia, mas só tenho uma coisa pra dizer, você conseguiu! Você conseguiu, você vai estar no coração de muitas pessoas, um montão delas, no mundo todo, elas te amam, quase tanto quanto eu e Hazel, e elas vão se lembrar de você. Vão escrever poesias sobre você, vão se inspirar, fazer desenhos, textos, falar sobre você, vão lutar contra suas doenças, mesmo as terminais. Você não será esquecido, Augustus, é uma promessa. 

14 comentários:

  1. Quero ler, você despertou em mim a vontade de conhecer mais sobre esse livro!
    Renata

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    1. Nossa, você demonstra tanta paixão com suas resenhas... Gosto de alguém que demonstra esse tipo de coisa em seus textos, embora não traca algo técnico e imparcial, eu gosto muito. antes de você ler isso eu já terei mandado um convite para que seja minha parceira no meu blog, e espero que aceite rs, obrigado, nobre dama.

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    2. Pois é, me empolgo com livros. kkkk
      Sim, uma vez fiz um post falando sobre isso, que minhas resenhas são de coração e não técnicas, pois essas informações são fáceis de se encontrar, só com uma pesquisa rápida no Google.
      Ah, sim, já vi seu e-mail e respondi. :)

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  2. Camila, que declaração de amor por um livro! hahaha

    Achei a resenha sincera e emocionante. É bom quando um livro se reflete de forma tão forte em nosso eu interno. Parabéns.

    Pode deixar, eu vou dar um jeito de ler esse livro.

    Abraços

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    1. Michel,

      kkkkkk pois é, fiquei emocionada com esse livro, pois ele é muito liindo!
      Leia sim. kkkk

      Abraços :)

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  3. Oi linda..
    Já ouvi falar que se sente muitas coisas mesmo lendo este livro.
    Ainda não tive a oportunidade de ler, mas faz algum tempo ele está na minha lista.


    beijos
    livrosvamosdevoralos.blogspot.com.br

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  4. Tenho muita vontade de ler os livros do John Green!

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  5. Oi, Camila.

    Sempre quis ler esse livro, só não o comprei ainda porque tenho muitos livros de parceria se acumulando aqui, mas estou com mais vontade de lê-lo agora, depois da sua resenha. =)

    Beijos,

    Isie Fernandes - de Dai para Isie

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    1. Isie, acho que você irá gostar desse livro. Eu amei! :)

      Beijão )

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  6. Vai ser difícil ler esse livro, pois ja percebi que é daqueles livros que enchem os olhos de lagrimas. E eu não gosto desses livros, eu quero ficar feliz e animado; até gosto de um drama, mas não na estória toda.

    De qualquer forma vou acabar lendo esse livro, sua resenha foi quase um pedido pra que o lêssemos.

    Até! :).

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    1. Rola uma lágrima nos olhos sim, mas diferente do que as pessoas pensam, esse livro é muito engraçado, o escritor tira graça da doença, entende? É bem divertido e mas me fez rir do que chorar.

      PS: a resenha foi sim um pedido. kkkk

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