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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Quem é Você, Alasca?


Previsível! Essa palavra resume a maior parte dos sentimentos que esse livro me trouxe. Não me leve a mal, você que gosta das obras de John Green, eu também gosto. Bem, na verdade esse é o segundo livro dele que li, mas depois que terminei “A Culpa é das Estrelas” (clique aqui para ver a resenha) fiquei louca da vida procurando por mais livros do escritor, pois já sabia que o adorava.
Acho que “Quem é Você, Alasca?” foi o primeiro livro que ele escreveu, é isso? Não me lembro e estou com preguiça de ir procurar no Google, então se eu estiver errada, me corrija.
Vamos lá, já disse que o livro foi previsível, mas vocês não fazem ideia do quanto, foi tipo uma coisa de louco, eu adivinhei cada detalhe que iria acontecer e adivinhei isso tudo muito rápido. Não sei se é por ler muita coisa, ver muita coisa, sei lá, não sei se foi somente comigo, pois as resenhas que vi foram bem positivas sobre o livro, mas nossa, foi difícil, eu li até o final esperando estar enganada, juro pra vocês, eu queria muito estar enganada sobre minhas adivinhações, fiquei só imaginando a cara de John Green rindo de mim no final enquanto dizia: “ Ah, idiota, pensou que sabia de tudo, né sabidona? Te enganei legal, toma essa”, mas não foi isso que aconteceu, John Green não apareceu para tirar onda com minha cara, pois eu estava certa, em todos os sentidos.
Deixe-me tentar explicar como o negócio foi sério. Logo na primeira frase do livro que dizia, “trezentos e não sei quantos dias antes”, não estava escrito esse “não sei quantos dias”, tinha um número certo, trezentos e alguma coisa, eu é que não lembro, mas então, quando li essa pequena frase, eu já sabia o que aconteceria quando os trezentos dias chegassem ao fim, eu sabia, eu disse pras pessoas da minha casa, contei o que ia acontecer e foi batata, aconteceu mesmo. Depois que os trezentos dias chegaram eu novamente previ o que iria acontecer e novamente estava certa. Previ cada acontecimento, tudo o que pensei aconteceu, tudo o que imaginei aconteceu, nada diferente da história que se formou em minha cabeça. Isso é triste, foi triste pra mim, muito triste, não somente por já ter uma imagem formada de John, uma imagem bonita e criativa, mas é duro quando um livro não te surpreende em absolutamente nada.
Eu não gostei, nem um pouco, nem um pouquinho, nadinha, foi uma chatice.
Ok, vamos logo dizer sobre o que é a história. Miles Halter é um adolescente que está indo viver num colégio interno, não por culpa de seus pais, ele quer ir, acha que viverá muitas aventuras lá, da mesma forma que seu pai viveu quando era adolescente.
Miles é um garoto estranho, nerd (característica clássica de John Green) e adora colecionar últimas palavras. Isso mesmo, ele coleciona as últimas palavras das pessoas, as últimas palavras que elas disseram antes de morrer. Ele é alucinado por biografias e sempre adora ver o que a pessoa disse antes de bater as botas, meio mórbido, não? Mas tudo bem, cada um com sua loucura e esquisitice, eu também tenho as minhas e sei que você também tem alguma, todo mundo tem.
Lá no colégio ele conhece Alasca Young, uma garota muito doidona, que bebe pra caramba, fuma pra morrer, não para saborear, adora sexo e deixa isso muito claro pra todo mundo, já dormiu com mais caras do que você pode imaginar. Então, o pobre Miles se apaixona perdidamente por Alasca, claro, ela é linda, não somente linda como também gostosa. O fato de ser uma piriguete não importa para pobres meninos como Miles que veem apenas o que querem ver.
O livro tenta passar uma imagem maravilhosa e ao mesmo tempo terrível de Alasca, mas acontece que ela não é nada maravilhosa, é apenas uma piriguete que usa os garotos. É esperta, feminista, é verdade, mas é só uma drogada, bêbada, sem vergonha e desmiolada. Não vejo graça ou coisas boas vindo dela. Não entendi o motivo pra tanta gente se ver jogado aos pés de Alasca. O que? Agora as periguetes depressivas merecem todo o amor do mundo? Qual é!
Tudo bem, Miles está procurando seu grande talvez, uma frase que viu em um livro, enquanto Alasca procura como sair do grande labirinto, outra frase que ela encontrou num livro.
O livro possui suas filosofias, frases inteligentes e coisinhas que te fazem pensar, mas somente isso, nada demais, nada de surpreendente.
Me decepcionei de uma forma quase incompreensível, não sei se fui com muita sede até o pote, mas foi exatamente assim que me senti, vazia. O livro não me fez sentir nada, nem mesmo quando os trezentos e tantos dias chegaram ao fim.

Não vou parar de ler os livros de John Green, não, isso não vai acontecer, pois ainda gosto dele e “A Culpa é das Estrelas” supera meu sentimento de pobreza de espírito, por isso, ainda indico a leitura de seus outros livros, que eu ainda irei ler e resenhar pra vocês, preciso colocar a moral de John lá em cima outra vez, sinto que é meu dever, pois ele é um ótimo escritor, só acho que não teve tanta sorte e ideias boas quando resolveu colocar “Quem é Você, Alasca?” no papel. 

14 comentários:

  1. Acho esse livro muito intenso!
    Gostei da sua resenha, bem sincera e cativante
    Beijinhos
    Rizia - Livroterapias

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  2. Acho que a gente sempre espera muito dos livros do JG, né? Vamos esperando algo MUITO épico e quando não recebemos, nos decepcionamos.
    Talvez tenha sido isso. Mas isso aí, não desista do autor. :)

    Um beijo,
    Luara - Estante Vertical

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    1. Não irei desistir, Laura, gosto demais dele pra fazer isso por causa de um livro que não foi tão bom quanto o esperado. :)

      Beijos :)

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  3. Eu ainda não li nenhum livro dele, mas tenho muita curiosidade.

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    1. Oi, Kika, recomendo que leia "A Culpa é das Estrelas", é um livro lindo!

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  4. Nem 'A Culpa é das Estrelas' eu pude ler ainda, então nem uma opinião sobre o John eu tenho, mas espero que eu goste de todos os livros dele. Agora eu tô lendo O Ladrão de Raios de PJO, já leu? :3
    Bjo, Sel ;*

    Jovens Gordinhas

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    1. Espero que vc goste dos livros dele sim, Sel, ele é um escritor muito bom.

      Ah, já li esse livro sim, faz bastante tempo, mas li, foi o único da série que li, mas até que gostei!

      Beijos ;)

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  5. Oi, Camila.

    As pessoas gostam de Alasca, porque os valores atuais estão invertidos. Também não gosto muito de livros previsíveis. Alguns perdem a graça totalmente.

    Obrigada pelas visitinhas, viu? Logo vou responder sua mensagem no face também.

    Beijos,

    Isie.

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    1. Pode ser por isso mesmo, Isie, mas mesmo assim, não consigo entender como podem amá-la tanto. kkkkkk

      Ah, imagina, nem se preocupe, descanse bastante, coma por dois e se cuide.

      Um beijoo :)

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  6. Eu ri com essa resenha!
    Ler na primeira frase do livro "tantos dias antes" e adivinhar o que acontecerá depois de todo esse tempo é sacanagem! haha Imagino o quanto o livro não se tornou entediante... Também livros previsíveis, sinceramente. Até hoje, só houve um que eu considerei previsível, mas gostei da leitura: Presságio - o assassinato da freira nua, um livro brasileiro cujo autor é super simpático. É o caso de um autor talentoso e de uma ideia boa, mas que, infelizmente, você consegue adivinhar o que acontecerá.

    Quanto a esse livro do John Green, eu sempre tive mais curiosidade pelo que as pessoas falavam do que pela história em si. Enfim, nem sei se lerei um dia, há muitos que me interessam mais na frente da fila. rs
    Depois de eu criar taaanta expectativa com A Culpa é das Estrelas e me decepcionar (eu já até comentei que me achei um ser humano desalmado por conta disso), nem espero muito dos outros dele. Mesmo assim, coloquei na minha lista Cidades de Papel.

    Beijo, Camila!

    Isabela

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    1. Kkkkk, pois é Isabela, não foi nada legal. kkkk
      Nunca li Presságio, mas agora que vc disse que é previsível, nem quero. kkkk
      Sim, todo mundo fala muita coisa boa desse livro, eu até hoje estou me perguntando o motivo. Talvez seja pelo escritor, todo mundo gosta do John.

      Eu gostei de A Culpa é das Estrelas, achei muito bom, o final não foi dos melhores, mas até que eu gostei.

      Ah, sim, já vi Cidade de Papel e também estou querendo ler.

      Beijooos :)

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  7. Tenho muita pena que não tenhas gostado. Eu na verdade estou com muita vontade de o ler para que possa tirar as minha próprias conclusões. Acho que é evidente, nem é preciso ser-se um génio, para saber o que aconteceria ao fim de 300 e tal dias. Mesmo assim, é triste quando um livro nos desilude
    querosabertudo-k.blogspot.com

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    1. Foi uma pena mesmo, pois gosto do escritor.
      Sabe, algumas pessoas que conversei, não imaginaram que o que aconteceu depois dos dias iria acontecer, talvez por isso pra mim tenha sido tão bobo.

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