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sábado, 28 de dezembro de 2013

Eu Falo e Você Escuta - Você Sempre Foi Você?


Ontem passei boa parte da noite separando fotografias antigas, na verdade o termo certo seria “salvando fotografias antigas”.
Como disse no post anterior, passei o natal na casa de minha mãe, que mora numa cidade diferente da minha, assim como todos da minha família. Ontem, quando minha avó estava indo me visitar na cada de minha mãe, pedi pra que ela levasse todos os álbuns de fotos que ela tinha, pois fazia muito tempo que não os via e estava querendo dar uma olhada. Acho que não poderia ter tido hora melhor pra fazer esse pedido, pois quando abrimos as caixas quase tivemos um ataque do coração. Elas estavam estragando, quase todas as fotos estavam começando a derreter, não sei explicar direito, mas o plástico do álbum estava grudando no papel, as cores saindo, uma desgraça. Algumas fotografias foram perdidas para sempre, pois o estrago foi muito grande, mas a maioria deu pra resgatar, pois o estrago não havia chegado até os rostos das pessoas, estavam apenas nas bordas. Imagine só, caso ninguém tivesse visto isso ontem, quanto tempo mais as fotos ficariam guardadas enquanto se decompunham e toda a infância de meus irmãos, primos e tudo mais fosse perdido. Pode parecer besteira falar assim, como se uma tragédia estivesse acontecendo, mas acho importante ter lembranças, momentos eternizados são mais importantes do que imaginamos. Não só lembranças, mas imagens, sim, pois muitas pessoas que estão guardadas naquelas fotos já morreram, meu avô teve 15 irmãos e de toda essa gente, ele é o único que ainda está vivo, dos outros restaram apenas às lembranças e as fotos.
Pois é, fiquei louca quando vi minhas fotos de quando era pequenininha quase desaparecendo, então iremos digitalizar todas elas, assim fica mais seguro.
Mas não estou aqui pra falar sobre isso, não exatamente. Vendo as fotos pude me lembrar dos momentos, de onde estava, com quem estava, quem bateu a foto, o que aconteceu naquele dia e todas essas coisas, lembrei de como eu era, de como pensava e de como tudo era diferente na minha cabeça.
Eu nem sempre fui eu mesma, pode parecer estranho e confuso, o que na realidade é, mas não sei uma forma melhor de explicar do que essa, eu nem sempre fui eu mesma e posso dizer isso claramente enquanto olhava aquelas fotos de uma Camila que ainda não era a Camila de verdade. Todo mundo passa por momentos estranhos, adolescência não é tão simples quanto parece, a gente não sabe cuidar muito bem de nós mesmos, não sabemos exatamente do que gostamos e estamos procurando por aquilo que queremos ser, aquilo que deveríamos ser. Eu sempre fui muito segura de mim, muito realista, mas nem sempre fui da forma que gostaria de ter sido. Já deixei que muita coisa que não queria acontecesse, que muita gente fizesse coisas que eu não queria e até fiz coisas que não queria fazer e se me perguntar agora o motivo disso, eu sinceramente não saberia responder.
Quando a gente é jovem demais, acaba fazendo coisas sem saber muito bem o motivo ou na hora até sabe, mas depois parece tão bobo que o motivo deixa de se tornar o motivo e se torna um nada.
Eu nem sei muito bem sobre o que estou falando, nada em particular, talvez.
Só fiquei um pouco confusa vendo aquelas fotos, eu ainda era a Camila nerd que nunca deixa de estudar para uma prova, que adora ler, escutar música e escrever, mas de alguma forma não era eu. Não estou falando somente pela aparência, estou bem diferente hoje, ainda bem, se me permitem dizer, nunca fui uma criatura muito bela, mas acho que dei uma melhorada. Kkkkkk
Antes eu amava maquiagem, mas não conseguia usar, não por mim, mas pelos outros, esse meu lado “não me importo com o que os outros pensam” ainda não estava desenvolvido, talvez começando a crescer uma sementinha, mas ainda longe de ser como é agora, então eu simplesmente não usava. As poucas vezes que tentava me maquiar eu era tremendamente zuada na escola, algumas meninas riam, perguntavam o que eu estava usando e esse tipo de coisa, se você é garota já passou por isso em algum momento de sua vida.
Mas sabe o que eu acho? Que fui muito bobinha, eu devia ter usado, acho que a maior culpada por isso era eu mesma. Se eu tivesse sido mais, não sei a palavra certa pra isso, sei lá, mais como sou hoje, se eu não tivesse me importado e usado tudo que quisesse usar, talvez ninguém iria me infernizar. Meu pai diz que sou muito coração de pedra, mas isso não é verdade, talvez só um pouco, não, estou brincando, não tenho coração de pedra, mas gosto de ser realista, ver o sentido nas coisas e fazer o que quero sem me importar com o que vão pensar.
Sou a única de minhas amigas que usa batom vermelho as oito horas da manhã? Ok, tá tudo bem, eu gosto, se você acha estranho, paciência, eu também acho estranho você achar estranho.
Estava pensando, essa foto foi tirada em 2002, somente cinco anos antes de conhecer meu marido, mas as mudanças foram tão grandes.
Hoje, onze anos depois, não sei nem o que dizer sobre a garota da foto de 2002, somos pessoas completamente diferentes, como se fossem duas meninas. Ainda mantenho meu lado nerd, devoradora de livros, viciada em músicas e tudo mais, mas por outro lado, todo o resto foi mudado, tudo está diferente, minha cabeça está diferente, minha opinião sobre o mundo e sobre as pessoas, tudo diferente, eu estou diferente.
Como disse no começo do texto, não sei o motivo pra estar escrevendo tudo isso, talvez seja por ser final de ano e as lembranças ficaram presas em minha cabeça, mas não importa, o motivo não importa, escrever me faz bem e estou me sentido bem agora.

O que posso dizer agora é que me imagino da mesma forma daqui dez anos, pois agora já sei quem sou e não estou mais tentando ser eu mesma, eu já sou, mas não posso dizer isso, não posso afirmar nada, tudo pode mudar, uma única coisa pode acontecer e tudo pode ser transformado, não dá pra saber, tudo que posso fazer é esperar e ver como será, mas dessa vez não terei apenas um álbum de fotos velhas, terei esse post pra me dar algumas pistas de como eu era. 





















terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Feliz Natal


Olá, queridões e queridonas.

Não há nada demais nesse post, só resolvi vir aqui, antes de pegar a estrada pra desejar um feliz natal pra todo mundo, então, feliz natal!
Que aproveitem os dias em casa e que possam ler os livros atrasados até o final do ano.
Sabe o que mais gosto quando vou ficar uns dias na casa da minha mãe?
É que não preciso fazer nada, então tenho tempo livre pra fazer o que eu quiser, que na verdade é ler. 
Bem, vim aqui rapidinho, pois tenho que organizar um milhão de coisas antes de sair, pra depois pegar uma estrada provavelmente lotada, daquelas que o carro fica mais parado do que andando, uma maravilha, mas se tudo correr bem, espero estar comendo pudim até as 15:00.
Enfim, um abraço apertado em cada um de vocês!!! 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Divergente


Me sinto como aquelas pessoas alucinadas que se matam quando seu personagem preferido morre. Não que eu vá fazer algo do tipo, mas esse livro foi tão maravilhoso, de maneiras tão diferentes e eu realmente não estava esperando. Acho que esse foi um ponto forte, eu não estava esperando nada disso.
Faz muito tempo que vejo resenhas sobre Divergente, mas nunca me senti louca pra ler, nunca fiquei com aquela sensação de "oh, preciso desse livro pra hoje", então nunca me preocupei em ler. Mas então descobri que iria virar filme, a vontade aumentou um pouco, fiquei pensando que leria antes de assistir, mas ainda faltavam alguns meses para o filme chegar então tudo bem pra mim. 
Então eu vi o trailer e ele é tão legal, mas tão legal que eu simplesmente precisava do livro, pro mesmo dia. Foi isso que fiz, li o livro num dia só, pois não havia nenhuma maneira de me trazer para a realidade e tirar aquele livro das minhas mãos. Devo admitir, você seria uma pessoa muito corajosa se tentasse, perderia os dedos, mas ainda seria corajoso. 
Eu amei, amei, amei e agora vou morrer enquanto espero o filme chegar.
Vamos lá. deixe-me explicar a história, estamos falando de uma distopia, adorooooo. Nesse mundo as pessoas foram divididas em facções, os Destemor, Abnegação, Sinceridade, Erudito e Amizade.
O pessoal do Destemor, são aquelas pessoas criadas para não ter medo de nada, para proteger a cidade, como soldados. Os da Abnegação são pessoas que nunca se colocam em primeiro lugar, qualquer pessoa é mais importante que si mesmo. Sinceridade, o nome já diz, pessoas que nunca mentem. Erudito são os nerds, pessoas que buscam conhecimento e Amizade são algum tipo de elfos da paz e felicidade, adoram abraçar e são amigáveis, faz sentido, não? 
Iremos conhecer Beatrice Prior, uma garota de 16 anos, ela vivi na facção da Abnegação com seus pais e irmão, Caleb. Antes dos 16 anos, você vive na mesma facção de seus pais, mas depois você faz um tipo de teste e decide se quer continuar nessa facção ou ser transferido.
Uma vez feita essa escolha, de ficar ou ser transferido, não há como mudar, caso você não goste da facção que escolheu ou por algum motivo precise sair dela, você se transforma num sem facção, que são na verdade mendigos que ficam vagando pelas ruas em busca de um lugar pra dormir e comida.
O pessoal da Amizade usa roupas brilhantes como amarelo e vermelho, enquanto os da Abnegação usam roupas simples de tons cinza, para não chamar atenção para si. O Destemor usa preto, Sinceridade gosta de se vestir com preto e branco e os Eruditos usam azul. 
Beatrice não está feliz em sua facção, mas não faz ideia pra onde deve ser transferida, ela não consegue se decidir por uma única facção. Depois que seus teste dão resultados inconclusivos, ou seja, ela não se encaixou numa facção, ela descobre que é divergente. Divergentes são pessoas que não se enquadram no padrão, pensam por si mesmos e não podem ser controlados. Beatrice não entende muito do assunto, até então ela nunca tinha escutado essa palavra antes, mas segue as instruções que lhe são dadas e não conta seu segredo pra ninguém. Ela se decide por uma facção e tenta fazer parte dela.
Lá, na facção escolhida ela conhece Quatro, sim, esse é o nome do cara, ou melhor, esse é seu apelido, mais tarde iremos descobrir o motivo pra ser chamado assim. Fica um mistério sobre esse apelido e no final é revelado o verdadeiro nome dele, mas é simples descobrir, eu soube desde a primeira vez que o vi, já sabia quem ele era.
Quatro é o instrutor de iniciação de Beatrice e dos outros transferidos. Para fazer parte da facção escolhida, ao menos para essa que Beatrice escolheu, eles precisam passar por um teste barra pesada que pode até mesmo matar.
Beatrice troca de nome, ela podia escolher um que quisesse, pois quando são transferidos, tudo começa outra vez, você deixa de ser quem era, sua facção deve ser mais importante que sua família que meio que deixa de ser sua família, já que estão em outra facção. Então, ela resolve ser chamada de Tris, um nome mais forte, em meu ponto de vista.
Uma coisa que não posso deixar de falar, a escritora foi meio agressiva em certos ponto, não dizendo isso como uma coisa ruim, mas ela assassina seus personagens sem dó nem piedade, talvez isso esteja virando moda depois de Guerra dos Tronos, sei lá. Por isso, não se apegue demais aos personagens, nunca se sabe quando eles irão morrer.
Muita coisa acontece, muita coisa é revelada sobre os divergentes, muitos detalhes, muitos personagens e muita história começa a rolar, mas não posso ficar aqui falando sobre tudo, pois pode perder a graça pra quem ainda vai ler.
O livro te prende de uma forma que é quase impossível de descrever, fiquei alucinada, presa, simplesmente presa. E digo mais, talvez essa trilogia seja melhor que Jogos Vorazes. Não posso afirmar nada por agora, pois preciso terminar de ler os outros dois livros, minha opinião pode mudar, mas por hora, é isso que penso. Todos aqui sabem que sou louca por Jogos Vorazes, mas Divergente é igualmente emocionante, eletrizante, cheio de ação, com pessoas corajosas que enfrentam seus medos, se passa num mundo distópico, mas possui um elemento que quase não vemos em jogos vorazes, ROMANCE. Sim, romance, não aquela coisa muito melosa nem nada do tipo, mas as cenas gracinhas são maiores e aparecem com bem mais frequência do que em Jogos Vorazes. Como posso explicar? Não é nada mel derretido em manteiga, mas podemos ver os sentimentos de Tris. Digamos assim, Katniss não gostava de ninguém, por isso ela não tinha pensamentos bonitinhos sobre alguém, mas Tris possui esses pensamentos e eu como boa adoradora de romances, adorei. 
Quatro está sendo um dos meus mocinhos preferido, ele é muito perfeito, é fofo, mas também é durão, ele sabe ser as duas coisas, pessoa forte que não deixa seus medos aparecendo, mas também tem aquele lado sensível e uma voz incrível. (que por falar nisso, o ator que vai interpretá-lo, a voz dele é exatamente como imaginei que a voz de Quatro seria)
Ah, é muito amor, minha gente, é amor demais, estou parecendo aquelas pessoas doidas, querendo dizer pra todo mundo ler, querendo que todo mundo conheça a história, só pra poder ter com quem conversar sobre ela, pois ninguém que eu conheço leu e dificilmente alguém que conheço irá ler, já que são todos uns chatos que não gostam de livros.
Acho que morrerei enquanto espero março chegar, quero muito ver o filme, pelo trailer dá pra ver que muita coisa está igual ao livro, até mesmo as falas. Vi uma entrevista com o diretor, ele disse que nem tudo está igual e existem surpresas, estou enlouquecendo pra saber como ficou.
Bem, deu pra notar que amei, não é? Sim, acho que vocês perceberam. Então é isso, leiam, mas leiam com vontade e leiam logo, antes de ver o filme, vale muito a pena. 


PS-  eu com toda certeza do mundo e não existe outra possibilidade em minha vida, seria uma divergente. Sempre digo que não precisamos ser apenas uma coisa, pois podemos ser tudo, podemos ser quem quisermos ser e fazer de tudo um pouco, pra que ser um só se mil é bem mais legal?
Pois é, MAS se fosse obrigada a escolher uma facção, eu teria escolhido Destemor. Ok, parece doido, já que eu provavelmente apanharia até a morte, caso alguém quisesse me bater e eu espero que isso nunca aconteça, mas veja bem, eu nunca poderia ser da Abnegação, pois não sou tão altruísta assim, não penso tanto assim nos outros. Ok, sempre dou meu lugar para idosos, mas nunca me levantaria pra ceder meu lugar pra um adolescente de 14 anos, qual é, o ossos dele são mais novos que os meus. Nunca poderia ser da Sinceridade, pois isso significaria abrir mão de todos meus segredos e nunca, NUNCA dizer uma mentirinha, eu não sou perfeita e obviamente não sou sincera 100% todos os dias da minha vida e nem venha me julgar, você também não é. Jamais poderia ser dos Eruditos também, pode parecer doido, já que adoro ler e conhecimento e tal, mas eles são razão demais, nunca vão para o lado emocional a razão sempre fala mais alto e as coisas não devem ser assim. Sobre a Amizade, eu definitivamente não sou um elfo saltitante que está sempre feliz, em paz e afim de fazer amizades, não fico mudando meu humor pra agradar os outros ou tento ser amiga de quem não gosto, só pelo bem da paz. Ninguém é obrigado a ser amigo de todo mundo.
Então sobrou apenas Destemor, sim, tudo bem, eu entendo que não sou a criatura mais forte do mundo nem nada do tipo, mas eu sou corajosa, eu sou sim. Sou teimosamente insistente, nunca gostei que me dissessem que não posso fazer alguma coisa. Quando tinha 9 anos, sempre ia pra chácara de minha avó, lá nós tínhamos muitos cavalos, eu até tinha um pônei, mas ele morreu. Então, meu irmão ficava arrumando as comidas dos cavalos, capim triturado e um monte de outras coisas e os baldes eram enormes, muito pesados, meu irmão mais velho e primo sempre levavam a comida até os cavalos e eu odiava quando eles não me deixavam ajudar, diziam que era pesado demais pra mim. Um dia perdi a paciência e disse que eu mesma levaria, que eu aguentava o peso. Bem, passei quinze minutos tentando levantar o maldito balde e nada, ele nem ao menos se mexeu, então meu irmão veio com aquela cara de quem sabia que isso aconteceria, tomou o balde de mim e levou ele mesmo. Me senti o ser mais ordinário do mundo naquele momento, odeio não conseguir fazer alguma coisa, por isso acho que Destemor seria um lugar bom pra mim. E força não é tudo por lá, agilidade conta muito, ser espero e mira, ter mira é algo muito importante. É isso, mesmo sendo a facção mais cruel, difícil e aparentemente a menos parecida comigo, ela seria a minha facção, se eu não fosse divergente, o que obviamente eu sou.


PS 2 – Minha tatoo sobre livros, aquela que falei há algum tempo ainda não ficou pronta, não por minha culpa, mas por culpa de uma certa pessoa que mora comigo, a qual não quero mencionar o nome, mas estou encarando agora, mas tudo bem, a tatoo ainda vai sair e se tudo correr como esperado,(digo isso, pois preciso ler a trilogia toda e ver se continuo amando, as coisas podem mudar, muito embora eu ache que não mudarão) terei mais dois símbolos adicionados, sim, eu ainda nem fiz a bendita tattoo e já quero mais símbolos, o da Abnegação e o do Destemor, pois altruísmo e coragem são praticamente a mesma coisa, na maior parte do tempo. 

PS 3- só um pedacinho de uma cena, pois adorei, bem igual ao livro:


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

O Hobbit - Parte 2


Realmente não sei como começar essa resenha. Muita gente diz que é mais fácil falar de algo que não gostamos, pois sabemos mostrar exatamente o que é ruim e os motivos pra ser ruim, mas e quando estamos completamente em duvida sobre o que achar de alguma coisa?
Ok, isso ficou confuso, mas me sinto um pouco dessa forma agora. Estou esperando há muito tempo por esse filme, pois gostei bastante do primeiro, na verdade eu amei o primeiro, foi incrível pra mim, mas essa segunda parte... Não sei não. Eu gostei, mas creio que grande parte disso seja por gostar dos personagens, do escritor e da história em si, não pelo filme.
Sabe quando você não fica animado com as cenas? Pois é, fiquei um bom tempo assim. Não que o filme seja ruim, não é isso, só acho que poderia ter sido melhor, pois quando comparamos com o primeiro, podemos ver uma grande diferença.
Bem, nessa parte o grupo de anões, o  hobbit e Gandalf estão terminando sua caminhada para retomar o reino dos anões do grande dragão que matou todos por lá. Muita coisa acontece no meio da viajem e muitas dessas coisas não acontecem no livro. No livro do hobbit, o escritor ainda não tinha a ideia de Senhor dos Anéis, por isso não existe nada que fale sobre isso nas páginas, mas é claro que no filme eles fizeram algumas mudanças para podermos encontrar semelhanças e traços que nos remetam a Terra Média dos Senhos dos Anéis, o que em minha opinião, é bem legal.

Uma coisa que gostei, foi que que podemos rever alguns personagens antigos, como por exemplo, o Legolas, aquele elfo loiro que sempre brigava com aquele anão ruivo. Eu adoro esse elfo, eu adoro qualquer tipo de elfo, são uma de minhas raças preferidas, as pessoas que me conhecem dizem que é por causa da elegância, roupas chiques e adereços de cabelo que eles usam, mas não é verdade. Tudo bem, uma parte pode ser por isso e pelos cabelos também, ah, eu morreria por um cabelo igual ao do Legolas ou pela pele de porcelana, mas grande parte é pela leveza e equilíbrio, vocês sabem, elfos possuem uma graça que só eles sabem como usar, andam em cordas fininhas, pulam de árvores e caem exatamente onde desejam, enfim, todas essas coisas élficas me atraem. 
Por falar em Legolas, ele participa da cena do filme que talvez seja responsável por nem tudo estar perdido, a cena dos barris é sem dúvida a mais legal que vi esse ano, foi tão divertido, engraçado e emocionante. Todo mundo no cinema estava no clima, dando risada e fazendo "ooh" e "ahh", essa cena dos barris foi demais, tenho certeza que você irá gostar. Ver Legolas equilibrado na cabeça de um anão que está dentro de um barril...Isso não tem preço. 

Ah, não posso deixar de falar algo sobre Smaug, o dragão, pois ele está absolutamente perfeito, enorme e lindo, os responsáveis por sua criação podem ficar orgulhosos e o cara que fez sua voz... A voz dele está inacreditável. Por falar em Smaug, alguém me disse que foi Tolkien quem criou esse negócio dos dragões serem apaixonados por ouro e tesouros, alguém sabe se é verdade? Vocês devem saber que em muitas histórias os dragões adoram ouro e possuem imensidões de tesouros amaldiçoados, acho que Tolkien inventou essa história, ao menos foi o que me disseram. 

Quase me esqueci, eles colocaram um triângulo amoroso no filme, um triângulo amoroso que nem se quer existe no livro, a elfa que faz parte do triângulo também nem ao menos existe, foi criada para esse fato e por falar nisso, ela é a Kate da série Lost. Faço parte daqueles que não gostaram muito desse romantismos entre esses três personagens, também achei bem desnecessário, mas né, foi o que fizeram. 
Enfim, deixa eu parar por aqui, antes que acabe me escapulindo algum tipo de spoiler maldito. O que posso dizer pra finalizar esse texto? Bem, O Hobbit - a desolação de Smaug, não é uma perda de tempo, é um filme legal e dá pra se divertir, mas não é nada demais, nada tão inacreditável quanto o primeiro. Digamos assim, quem nunca leu nenhum livro e não é nenhum tipo de louco alucinado pelas histórias e por Tolkien, pode gostar bastante, mas acho que os adoradores irão ficar um pouco decepcionados ou talvez eu apenas seja exigente demais com as coisas grandiosas. 

PS - os elfos são serem imortais, tecnicamente falando, Legolas deveria ter a mesma aparência de quando atuou em Senho dos Anéis, ou até  mais jovem que isso, mas como se passaram mais de 10 anos desde o primeiro filme, o cara envelheceu um pouquinho, obviamente, mas acho que fizeram um bom trabalho de juvenescimento com ele. 

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Afiliada Wook

WOOK - www.wook.pt
 

  Olá, meus queridões e queridonas.
Estou aqui pra dar uma noticia boa, tanto pra mim quanto pra vocês.
O blog Ninho de Fogo acabou de ser tornar afiliado do site Wook, onde podemos comprar livros, filmes, ebooks e muito mais.
O site está lotado de promoções e com muitas novidades para o natal.
Eu adorei conhecer e tenho certeza que vocês também irão adorar;
Como podem ver, agora o banner irá ficar plantado aqui do lado direito do blog, então sempre que quiserem dar uma olhadinha ou comprar alguma coisa, façam isso através do meu blog, pois irá me ajudar e com isso ajudar vocês também, as chances de sorteios irão aumentar. 
É isso, espero que gostem da ideia, pois fiquei realmente animada.

Até a próxima. :)

PS - não esqueçam de conhecer o site! 
Ah, o banner de 7 milhões de ideias para o natal, também é do site da Wook, verifiquem! :) 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Lola e o Garoto da Casa ao Lado

Sabe quando você termina de ler algo e fica vários minutos parado, pensando, ainda perdido na história e nos personagens? Eu não sei explicar muito bem, mas toda vez que estou lendo, principalmente quando é um livro bom, eu meio que entro naquele mundo, no mundo da história e eu vivo com aquelas pessoas, como se eu estivesse lá, vocês entendem? Parece louco, mas é verdade e funciona muito bem comigo. Tão bem que me sinto íntima daquelas pessoas e quando termino o livro, ainda mais aqueles que não possuem continuação, fico perdida, como quando temos que nos despedir de alguém que gostamos muito.
Eu fico triste, mas ao mesmo tempo muito feliz, não só por terminar a história, mas por saber que agora ela é minha, faz parte da minha vida e da lista de histórias que tenho comigo, sinto como se agora tudo o que aconteceu fosse um segredo, um segredo entre eles, os personagens e eu. Tá e o resto das pessoas que também leram a história, mas no mundo que vivo, digo no mundo real, ninguém que conheço gostar de ler, por isso as chances de alguém saber do que estou falando quando digo o nome de um livro é tão alta quanto minha expectativa de receber alguma resposta do meu cabelo quando o interrogo sobre o porquê de ser assim.
É nesses momentos, quando termino de ler um livro bom que fico me perguntando, como é possível alguém não gostar de ler? É frustrante, na verdade.
Ok, estou enrolando novamente, eu sempre enrola, porque eu sempre enrolo?



Li esse livro em um dia, como a maioria dos livros curtos, se o livro possui até umas 300 e poucas páginas, dá pra ler num dia, num dia tranquilo, quando não tenho muita coisa pra fazer. Eu adoro ler livros num único dia, é diferente de ler em dois ou em três dias, você fica mais conectada aos fatos, de verdade.
Tudo bem, a capa é linda, não é? A foto é linda, o nome é lindo, tudo muito gracinha e a história não é diferente.
Me senti tão próxima da personagem principal, Lola, é até estranho de explicar, pois ela é diferente de mim, mas ao mesmo tempo tão igual. Eu teria tomado muita decisões iguais as dela, não todas e não todas da mesma forma que Lola, mas ainda sim, eu teria.
Ela é uma garota diferente, não só por ser adotada por um casal de pais gays, que são a coisa mais fofa e engraça do mundo, ótimos pais, por falar nisso, mas por algo que vive dentro dela. Eu não estou falando sobre as roupas estranhas que nem deveriam ser qualificadas como roupas e sim como fantasias, pois é isso que elas são. Lola gosta de se fantasiar, cada dia uma fantasia diferente, todo dia, de acordo com seu humor ou vontade, ela é meio doida, pra ser bem sincera.
Ela acabou de completar 17 anos e namora um cantor de uma banda de rock, ela é forte, alto, bonito com os cabelos descoloridos e tatuagens por todos os lados, tatuagens de teias de aranha nos cotovelos, achei tão legal. Kkkkk
O namorado se chama Max e você o adora logo de cara, ele é um cara legal, não é somente um roqueiro típico, ele lê livros de filosofia de filósofos que Lola nem ao menos sabe como pronunciar os nomes. Max é uma graça, como todo cara que é apresentando no começo da história.
Tudo parece perfeito até que o antigo vizinho de Lola reaparece e volta a morar na casa ao lado da sua. Então, é nessa hora que conhecemos o segundo cara e ficamos em dúvida entre ele e o primeiro, devo dizer que adoro isso, respeito sua opinião, pessoa que não gosta de triângulos amorosos, mas eu adoro.
Cricket Bell é o famoso garoto da casa ao lado, me digam, ele poderia ter um nome mais engraçado ou estranho? O mais engraçado ou estranho é que combina perfeitamente com ele, garoto extremamente alto, com o cabelo todo pra cima, naturalmente, ele não faz nada, o cabelo fica pra cima por vontade própria. Ele é um menino alegre, animado, sempre sorrindo, fala muito com as mãos, eu adorei essa característica, pois eu falo demais com as mãos, as pessoas sempre comentam isso comigo e é legal quando descobrimos pessoas com características iguais as nossa, eu acho.
Pois é, Lola fica perdida, Max ou Cricket? Roqueiro sexy ou inventor maluco?
Sim, o garoto da casa ao lado é um inventor, muito talentoso, desde pequenininho está sempre inventando coisas, pois vocês sabem, é isso que os inventores fazem.
Adorei o ar de mistério sobre o que aconteceu com Lola e Cricket no passado e de como ela conheceu Max e como se tornou sua namorado, é tudo muito divertido e emocionante. 
Enfim, o livro é muito gracinha, é engraçado, romântico, com pitadas de drama, todas essas coisas legais que encontramos nos livros.
Esse livro é ótimo eu adorei, mas algumas coisinhas me irritaram, em alguns momentos achei Cricket perfeito demais, sabe aquele tipo de cara que não existe? Então. E sabe aquela cena quando o mocinho vai beijar a mocinha, mas bem na hora H alguém aparece e atrapalha toda a cena fofa? Então, isso acontece, mas tipo assim, muito, muitas vezes e isso me irritou um pouco, pois não é assim que as coisas funcionam.
Tudo bem, coisas irritantes aconteceram, mas por outro lado, muita coisa boa também aconteceu, pois esse livro não foi feito somente de coisas que não existem e caras perfeitos que jamais existirão, ele é feito de cenas reais. Eu odeio o fato de que em quase toda história a primeira vez da mocinha é a coisa mais linda do mundo, pois não é, meninas de plantão, nós sabemos como isso é falso e como ilude as mocinhas sobre o assunto. Nesse livro esse lado não é fantasioso e Lola é muito consciente de como a vida é, de como certas coisas deveriam ser.
A história é encantadora, você precisa ler, é para o publico jovem, mas por algum motivo esse é meu tipo de livro preferido e tenho uma leve impressão que sempre será, mesmo quando eu for bem velhinha, sinto que talvez eles me farão lembrar dessa época, eu acho.  
Muita gente perde o interesse por esses livros depois que fica mais velha, mas pra mim eles são tão interessantes, pessoas vivendo coisas pela primeira vez, descobrindo coisas, sentindo coisas, eu adoro.
Bem, já escrevi demais, isso sempre acontece quando venho escrever uma resenha logo depois de ter lido o livro, acho que fico emocional demais, pois as memórias estão todas frescas e os sentimentos borbulhando, mas como já disse algumas vezes, gosto de escrever logo depois de ler, acho que fica verdadeiro, pois digo tudo que estou sentindo no momento e as primeiras impressões mesmo que nem sempre sejam as que ficam, são as mais legais.  

PS- o casal da capa é exatamente como eles deveriam ser!

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Eu Falo e Você Escuta - Cuspir ou Ignorar?



Sabe uma coisa que me irrita? Julgamentos! Pessoas que te julgam sem nem ao menos te conhecer, pessoas que te julgam apenas por julgar, por achar que são melhores que os outros por conta de um pensamento cavernoso.
Ok, tatuagem hoje em dia é algo bem diferente do que já foi, mas ainda existem pessoas que acham que só marginais, drogados e pessoas com doenças terminais possuem tatuagens. Que isso, gente, que coisa mais feia.
Estou dizendo isso não apenas por ouvir coisas dos outros, estou falando por experiência própria, pois esse ano aconteceram coisas bizarras comigo. Algumas foram engraçadas, pois os seres que estavam julgando, eram pessoas tatuadas, não dá pra entender muito bem, mas algumas coisas foram sérias, deixe-me compartilhar com vocês alguns de meus momentos.
Um dos fatos foi até engraçado, mas não deixa de ser preconceituoso, o que é estranho, pois as pessoas em si, eram tatuadas, mas enfim. Encontrei umas pessoas que estavam rindo e conversando com meu marido, eles não acreditaram que eu era esposa dele. Ok, deixe-me explicar novamente, eu uso roupas diferentes, não diferentes do tipo "o que é isso que essa menina tá usando" ou "de que planeta surgiu essa criatura?", não, nada disso, mas eu gosto de cores, gosto de saias e quase nunca estou usando calça jeans, que é o tipo de roupa mais usado por todo mundo, homens e mulheres, eu uso maquiagem, gosto de batom vermelho, tenho algumas tatuagens e sei lá, algumas pessoas me acham meio esquisitinha, o que é uma tremenda besteria, pois sou uma pessoa muito legal. Então, voltando ao assunto, meu marido não passa uma imagem de esquisito, está sempre com roupas formais, ele tem um cabelo lisinho que está sempre penteado certinho, cada fio no seu lugar, mas isso não é culpa dele, ele nasceu com esse cabelo, ué. Então, ele parece ser todo certinho e eu aparentemente não devo passar uma imagem de menina que só fica em casa sentada em uma pilha de livros, mesmo que na verdade isso aconteça, eu sou esse tipo de garota. Pobres pessoas, se soubessem a verdade, se soubessem quem eu sou e o que eu faço pra me divertir...
Tá, essas pessoas que falei no começo que estavam rindo, não acreditaram que nós somos casados, pois aparentemente somos muito diferentes e bla bla bla. O que eles não sabiam é que nos finais de semana, meu marido se torna tatuador e que seu corpo é coberto de tatuagens, muitas tatuagens e todas extremamente maiores do que as minhas. Provando mais uma vez que as aparências enganam e que julgamentos precipitados estão na maioria das vezes, errados. 
Sério, acho que a coisa mais radical que fiz na minha vida foi, sei lá, eu nem sei dizer o que foi, talvez passar a noite inteira lendo e depois ir pra escola mesmo assim ou então saber que precisava estudar pra uma prova, mas o livro de fantasia estava mais interessante. 

Ok, agora vou contar o pior fato sobre preconceito que escutei esse ano, aconteceram vários, mas acho que esse foi o maior e mais grave.
Estava eu, toda tranquila guardando o equipamento de tatuagens, não vou dizer onde eu estava para não citar nomes de ninguém, mas enfim, me imaginem guardando as coisas, tintas, agulhas e tudo mais. Quando uma senhora sentada perto de mim começou a falar de tatuagens com uma moça ao lado.
A pequena senhora, que nem era tão velha assim, estava expressando seu ódio mortal por pessoas tatuadas, dizendo como elas são sujas, inapropriadas, e assim por diante, nem vale a pena ficar repetindo, mas a última frase dela foi a melhor de todas, prestem bem atenção:
"Ah, sim, essas pessoas com tatuagens, todas elas são aidéticas!"
Pois é, e eu lá, escutando tudo, eu lá, eu que tenho várias tatuagens, eu lá, escutando tudo com aquela cara de paisagem. 

Pois é, eu não sabia disso, mas naquele instante descobri que sou aidética, agora eu sou aidética. Ah, como fiquei nervosa, como pode alguém pensar assim?
Quem me conhece sabe que eu jamais poderia ficar calada diante dessa afirmação absurda, então bem lentamente me dirigi até onde a senhora estava sentada, olhei bem em seus olhos e perguntei se ela achava mesmo que todas as pessoas tatuadas são aidéticas. Imaginei que se ela me visse e visse minhas tattoos, ao menos ficaria encabulada de continuar com esse discurso, mas não, ela não se incomodou nem um pouco, apenas olhou sorrindo pra mim e disse:
"Oh, sim, eu tenho certeza, mas aids não está mais na moda, né? Nem mata mais, agora o que mata é câncer, não é?"

Sabe quando você ficando olhando pra alguém ou pra algo por muito tempo? Foi exatamente assim que eu fiquei. Um maremoto de emoções rolando por minha mente, uma mistura de ódio e pena, mais pena do que ódio ou assim eu gosto de pensar. Uma duvida imensa provocando meus pensamentos, cuspir na cara ou ignorar? É claro que eu não cuspi na cara da senhora, pois sou uma lady e uma lady não faz esse tipo de coisa. 
Por fim me decidi por ignorar e voltei ao meu trabalho de guardar o equipamento, enquanto continuei escutando a senhora conversando com a moça, que no caso também tinha tatuagem, mas a dela não estava aparecendo no momento em questão. 
Agora a pergunta que não quer calar, de onde as pessoas tatuadas conseguem aids? Não faz sentido nenhum. Tudo bem, se você for se tatuar num lugar sujo, onde ninguém usa nada descartável, mas creio que existam poucos lugares assim e se as pessoas vão se tatuar em lugares como esses, merecem, pronto falei. 
Estúdios de tatuagens são a coisa mais limpa que você pode encontrar, existem leis, pessoal, existem regras, tudo tem que estar de acordo com a lei, tudo tem que estar perfeitamente limpo e o material é todo descartável, você não vai pegar uma doença por fazer uma tatuagem. É sério, você não vai!
O mais engraçado é que sou julgada de uma forma tão não real, se as pessoas realmente me conhecessem iriam ver o quanto estão erradas. 
Vocês do blog me conhecem, sabem do que eu gosto e como sou, não sou marginal, não faço mal pra quase ninguém e definitivamente não tenho nenhum tipo de doença, mas se por acaso tivesse alguma, dificilmente a teria por causa das tatuagens.  Vocês sabem como passo meus finais de semana, o blog tá aqui pra não me deixar mentir, eu vejo filmes, leio livros, vejo séries e escuto mais músicas do que podem imaginar. O que tem de errado nisso? 

O meu recado de hoje não vai ser pras pessoas que julgam e sim para os julgados, "tenham paciência"! Sim, pois "eles" não vão mudar, ao menos não tão cedo, então façam o seguinte, não se importem. Desenhos na pele não ditam quem somos, roupas coloridas, cabelos esquisitos, o diferente não te torna pior, só diferente, não tá na cara?
E quer saber de uma coisa? Eu nunca quis ser igual, na verdade, ser normal sempre me causou um certo tipo de pânico. 



quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A Elite

Cuidado, essa resenha possui spoiler sobre o primeiro livro da trilogia. Clique AQUI para ler a resenha de "A Seleção"



Eu queria ler esse livro, logo que terminei o primeiro fiquei curiosa pra ler o segundo. Não que "A Seleção" tenha sido um livro incrivelmente empolgante nem nada, mas foi um livro legal e bonitinho, mesmo tendo me decepcionado com o final. Eu esperava que a seleção das meninas terminasse no primeiro livro, mas é claro que isso não aconteceu, por isso achei que as coisas ficaram um pouco forçadas. Sabe quando um livro deveria ter terminado em um certo ponto, mas o escritor força as coisas um pouco mais pra render mais alguns livros? Foi exatamente isso que senti, pois pra mim essa trilogia não possui força pra manter os três livros, entendem o que digo? Os livros são legais e tal, mas a história não é boa o bastante pra sustentar tantas páginas.
Em "A Elite" ainda temos algumas garotas concorrendo pelo coração do príncipe, elas passam por mais testes e acabam se tornando mais próximas de Maxon.
Uma coisa que me irritou profundamente é que nesse livro praticamente não temos história acontecendo. Tudo bem, podemos conhecer um pouco mais sobres os rebeldes que ficam invadindo o castelo e começamos a descobrir o que eles querem por lá, descobrimos alguns segredos de Maxon e algumas coisinhas mais, alguns pequenos acontecimento, mas é só, o grande X da questão é o triângulo amoroso. Não que os fato de ter dois caras brigando pela mesma mulher seja chato pra mim, muita gente está cansada dessas coisas, mas eu particularmente gosto, acho divertido, mas o que me deixou louca da vida foi a forma como a escritora tratou desse assunto. Fiquei com vontade de dar uns belos tapas em America, ela foi muito chata pra mim, parecia coisa de criança. Deixe-me explicar melhor, quando Maxon fazia alguma coisa bonitinha, quando ele era romântico ou algo do tipo, America se derretia, dizia que estava disposta a tentar e que ele era o cara certo pra ela, mas bastava um deslize, bastava um ato errado da parte de Maxon pra America mudar de ideia e dizer que o coração dela pertence ao Aspen que eles namoraram por dois anos e que ela é dele. Mas então se Maxon concertava seu erro, America mudava de ideia novamente e então voltava a querer ficar com ele. E assim por diante, o livro TODO. 
Sem brincadeira, America ficou nessa o livro inteirinho, fiquei morrendo de ódio.
Em "A Seleção" eu estava completamente em dúvida sobre qual dos mocinhos gostava mais, mas dessa vez estou decidida, Aspen é meu preferido, foi gracinha do começo ao fim, nada de errado da parte dele aconteceu, sempre muito fofinho e apaixonado por America. Já príncipe Maxon, nem que quero falar dele, me irritou demais, teve umas atitudes nada dignas de um príncipe e o achei muito machistas em algumas respostas e opiniões. 
Não sei se minha decisão de amar Aspen  e não gostar muito de Maxon irá continuar até o último livro, mas por hora, é assim que as coisas irão ficar.
Bem, é claro que vou ler o terceiro, mesmo não achando que a história seja lá essas coisas e mesmo estando um pouco nervosa com os acontecimentos, só espero que agora America se decida de uma vez por todas e não fique fazendo esse joguinho chato e bobo com os rapazes. 
Ah, não poderia deixar de falar algo sobre a capa, é maravilhosa, assim como a primeira e a terceira, alguém já viu a foto do vestido branco de noiva? É lindo!!!