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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Lola e o Garoto da Casa ao Lado

Sabe quando você termina de ler algo e fica vários minutos parado, pensando, ainda perdido na história e nos personagens? Eu não sei explicar muito bem, mas toda vez que estou lendo, principalmente quando é um livro bom, eu meio que entro naquele mundo, no mundo da história e eu vivo com aquelas pessoas, como se eu estivesse lá, vocês entendem? Parece louco, mas é verdade e funciona muito bem comigo. Tão bem que me sinto íntima daquelas pessoas e quando termino o livro, ainda mais aqueles que não possuem continuação, fico perdida, como quando temos que nos despedir de alguém que gostamos muito.
Eu fico triste, mas ao mesmo tempo muito feliz, não só por terminar a história, mas por saber que agora ela é minha, faz parte da minha vida e da lista de histórias que tenho comigo, sinto como se agora tudo o que aconteceu fosse um segredo, um segredo entre eles, os personagens e eu. Tá e o resto das pessoas que também leram a história, mas no mundo que vivo, digo no mundo real, ninguém que conheço gostar de ler, por isso as chances de alguém saber do que estou falando quando digo o nome de um livro é tão alta quanto minha expectativa de receber alguma resposta do meu cabelo quando o interrogo sobre o porquê de ser assim.
É nesses momentos, quando termino de ler um livro bom que fico me perguntando, como é possível alguém não gostar de ler? É frustrante, na verdade.
Ok, estou enrolando novamente, eu sempre enrola, porque eu sempre enrolo?



Li esse livro em um dia, como a maioria dos livros curtos, se o livro possui até umas 300 e poucas páginas, dá pra ler num dia, num dia tranquilo, quando não tenho muita coisa pra fazer. Eu adoro ler livros num único dia, é diferente de ler em dois ou em três dias, você fica mais conectada aos fatos, de verdade.
Tudo bem, a capa é linda, não é? A foto é linda, o nome é lindo, tudo muito gracinha e a história não é diferente.
Me senti tão próxima da personagem principal, Lola, é até estranho de explicar, pois ela é diferente de mim, mas ao mesmo tempo tão igual. Eu teria tomado muita decisões iguais as dela, não todas e não todas da mesma forma que Lola, mas ainda sim, eu teria.
Ela é uma garota diferente, não só por ser adotada por um casal de pais gays, que são a coisa mais fofa e engraça do mundo, ótimos pais, por falar nisso, mas por algo que vive dentro dela. Eu não estou falando sobre as roupas estranhas que nem deveriam ser qualificadas como roupas e sim como fantasias, pois é isso que elas são. Lola gosta de se fantasiar, cada dia uma fantasia diferente, todo dia, de acordo com seu humor ou vontade, ela é meio doida, pra ser bem sincera.
Ela acabou de completar 17 anos e namora um cantor de uma banda de rock, ela é forte, alto, bonito com os cabelos descoloridos e tatuagens por todos os lados, tatuagens de teias de aranha nos cotovelos, achei tão legal. Kkkkk
O namorado se chama Max e você o adora logo de cara, ele é um cara legal, não é somente um roqueiro típico, ele lê livros de filosofia de filósofos que Lola nem ao menos sabe como pronunciar os nomes. Max é uma graça, como todo cara que é apresentando no começo da história.
Tudo parece perfeito até que o antigo vizinho de Lola reaparece e volta a morar na casa ao lado da sua. Então, é nessa hora que conhecemos o segundo cara e ficamos em dúvida entre ele e o primeiro, devo dizer que adoro isso, respeito sua opinião, pessoa que não gosta de triângulos amorosos, mas eu adoro.
Cricket Bell é o famoso garoto da casa ao lado, me digam, ele poderia ter um nome mais engraçado ou estranho? O mais engraçado ou estranho é que combina perfeitamente com ele, garoto extremamente alto, com o cabelo todo pra cima, naturalmente, ele não faz nada, o cabelo fica pra cima por vontade própria. Ele é um menino alegre, animado, sempre sorrindo, fala muito com as mãos, eu adorei essa característica, pois eu falo demais com as mãos, as pessoas sempre comentam isso comigo e é legal quando descobrimos pessoas com características iguais as nossa, eu acho.
Pois é, Lola fica perdida, Max ou Cricket? Roqueiro sexy ou inventor maluco?
Sim, o garoto da casa ao lado é um inventor, muito talentoso, desde pequenininho está sempre inventando coisas, pois vocês sabem, é isso que os inventores fazem.
Adorei o ar de mistério sobre o que aconteceu com Lola e Cricket no passado e de como ela conheceu Max e como se tornou sua namorado, é tudo muito divertido e emocionante. 
Enfim, o livro é muito gracinha, é engraçado, romântico, com pitadas de drama, todas essas coisas legais que encontramos nos livros.
Esse livro é ótimo eu adorei, mas algumas coisinhas me irritaram, em alguns momentos achei Cricket perfeito demais, sabe aquele tipo de cara que não existe? Então. E sabe aquela cena quando o mocinho vai beijar a mocinha, mas bem na hora H alguém aparece e atrapalha toda a cena fofa? Então, isso acontece, mas tipo assim, muito, muitas vezes e isso me irritou um pouco, pois não é assim que as coisas funcionam.
Tudo bem, coisas irritantes aconteceram, mas por outro lado, muita coisa boa também aconteceu, pois esse livro não foi feito somente de coisas que não existem e caras perfeitos que jamais existirão, ele é feito de cenas reais. Eu odeio o fato de que em quase toda história a primeira vez da mocinha é a coisa mais linda do mundo, pois não é, meninas de plantão, nós sabemos como isso é falso e como ilude as mocinhas sobre o assunto. Nesse livro esse lado não é fantasioso e Lola é muito consciente de como a vida é, de como certas coisas deveriam ser.
A história é encantadora, você precisa ler, é para o publico jovem, mas por algum motivo esse é meu tipo de livro preferido e tenho uma leve impressão que sempre será, mesmo quando eu for bem velhinha, sinto que talvez eles me farão lembrar dessa época, eu acho.  
Muita gente perde o interesse por esses livros depois que fica mais velha, mas pra mim eles são tão interessantes, pessoas vivendo coisas pela primeira vez, descobrindo coisas, sentindo coisas, eu adoro.
Bem, já escrevi demais, isso sempre acontece quando venho escrever uma resenha logo depois de ter lido o livro, acho que fico emocional demais, pois as memórias estão todas frescas e os sentimentos borbulhando, mas como já disse algumas vezes, gosto de escrever logo depois de ler, acho que fica verdadeiro, pois digo tudo que estou sentindo no momento e as primeiras impressões mesmo que nem sempre sejam as que ficam, são as mais legais.  

PS- o casal da capa é exatamente como eles deveriam ser!

8 comentários:

  1. Que felicidade hein? kkkk Sei bem como é quando a gente lê um livro que gostamos muito. A gente fica totalmente inserido na estória e não consegue parar de pensar nela. Quando eu assistia Harry Potter era a mesma coisa, ficava que aquilo fosse real, queria estar em Hogwartts.
    Não conhecia o livro, parece ser bem divertido. Quem sabe eu não leio só pra ver como é!

    Até, Camila! :P :).

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    1. Ah, se ler o livro, me conta o que achou, ok?

      Até :)

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  2. jkahshkjas. Concordo completamente, e devo dizer que eu conheço essa sensação de amor incondicional pelo livro. As vezes, nunca quero terminá-lo. ^^ <3

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    1. Sinto a mesma coisa, Elcimar.

      Eba, adorei a noticia! :)

      Vou lá conferir.
      Abraço :)

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  3. Essa resenha deu uma vontade de comprar/pegar emprestado/roubas -sqn o livro só pra lê-lo agora mesmo! :3 Parece ser tão incrível e meigo! ^^ Imaginei que deve ser bem assim, desses que a gente não quer terminar nunca mesmo. Quero ler! õ/
    Bjo, Sel ;* | Jovens Gordinhas ♥

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    1. Ai, Sel, o livro é uma gracinha, leia sim. Depois me conte o que achou.

      Beijos :)

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