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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

A Menina que Roubava Livros - Filme

Pessoal, estou de volta. Nem demorei tanto tempo assim, pois consegui dar uma agilizada nas coisas aqui em casa e a net chegou mais cedo do que o planejado.
Enfim, estou na casa nova, com algumas caixas espalhadas e várias coisas para guardar, mas estamos indo bem, já sei com funciona o processo de mudança e logo tudo estará em seu devido lugar, assim espero.
 Bem, preciso dizer, nesses últimos dias tive realmente certeza que amo livros, não que eu não soubesse disso antes, mas agora tive a prova, mesmo depois de ter ficado horas na estrada, de passar o dia todo desempacotando caixas, limpando móveis, fazendo mil e uma coisas, eu conseguia ler antes de dormir. Estava morta, nem mesmo parando em pé, mas assim que deitava na cama, procurava meu livro e lia ao menos alguns capítulos. Li “A Meninas que Roubava Livros”, demorei três dias num livro que provavelmente teria lido em um, mas como só podia ler antes de dormir e apenas algumas poucas páginas antes que o cansaço falasse mais alto... Enfim, eu li o livro e adorei, chorei até não aguentar mais, meu travesseiro ficou todo molhado. Logo depois, peguei o celular e fui ver o trailer do filme, eu já tinha visto antes, mas ver depois de ler é diferente, olhamos com outros olhos. Foi incrível, pois dessa vez eu conhecia os personagens e suas histórias, nem preciso dizer que fiquei louca pra assistir o filme, preciso? Pois é, foi isso que fiz, vi o filme hoje. Fiquei com um sorriso idiota no rosto quase o tempo todo, por mais que tentasse, o sorriso bobo não ia embora. Mas chega de falação, vamos logo fazer a resenha.
Ah, a resenha do livro também virá, mas vamos falar primeiro do filme, pois sei que muitos irão assistir em breve.


 Você já deve conhecer a história, não é? Acho difícil não conhecer, mas vamos falar um pouco sobre ela.
O livro é narrado pela Morte, e por falar nela, é adorável, sim, a Morte é adorável, ela sabe ser sensível e sentir pena, em alguns momentos ela mesma diz que está salvando as pessoas, ainda mais aquelas pessoas que se matam por querer viver. A morte é um personagem muito interessante, você vai gostar dela.
Iremos conhecer Liesel, uma garotinha que precisa se afastar de sua mãe comunista pra morar com uma família adotiva. O plano seria ela ir com seu irmão mais novo, mas o algo acontece no caminho e ela precisa ir sozinha.
Chegando lá ela conhece o pai e a mãe adotivos, o homem, Hans Hubermann, é a pessoa mais gentil e amável que conheci em toda minha vida, o homem mais bondoso do mundo inteiro, enquanto Rosa Hubermann é uma mulher... Difícil, é aquele tipo de velha rabugenta que mais fala palavrões do que qualquer outra coisa, mas que no fundo, beeem lá no fundo, não é tão durona e nem tão forte quanto aparenta ser.
Liesel precisa se adaptar a nova casa, enquanto a segunda guerra mundial acontece lá fora, enquanto Hitler domina o mundo com suas palavras.
Ela se torna amiga de Rudy, um garotinho que tem os cabelos da cor do limão (aqueles limões americanos, aqueles amarelos, não os limões verdes que somos acostumados) e olhos muito azuis.  Eu adoro esse garoto, adoro de paixão, é um dos personagens mais lindos que já vi.
Bem, não é sem razão que Liesel recebe o nome de ladra de livros, pois ela realmente faz isso. Ela não é uma doida que sai roubando tudo pela frente, só rouba quando já leu inúmeras vezes os livros que possui em casa ou então quando está triste demais, sempre há um bom motivo. E vamos combinar, acho que podemos perdoar uma pessoa por roubar livros, não podemos? Eu não me importaria de ter meus livros roubados por Liesel.
Muita coisa acontece na vida da menina, ela e os pais adotivos precisam guardar um segredo enorme, um segredo gigantesco, que poderia acabar com todos eles. O nome do segredo? É Max. Ah, Max, eu o adoro, sabia? Sim, ele é um cara interessante.
Não há muita coisa pra dizer sem soltar spoiler, mas tudo o que precisa saber é que o filme foi bom, não tanto quanto o livro é claro, os filmes nunca são, mas passou bem a mensagem desejada. Os atores são incríveis, Rudy estava perfeito, assim como Liesel e seus pais. O único ator que achei que não combinou muito com a pessoa que eu tinha mentalizado, foi o cara que fez o papel de Max, mas nem ao menos sei explicar o motivo.
O filme foi lindo, a voz da morte narrando a história foi perfeita pra mim. Algumas pessoas disseram que aquilo não é voz de Morte, mas se você leu o livro, sabe muito bem, a Morte disse que não é como as pessoas imaginam, que ela é mais normal do que você pensa e acho que foi isso que o filme queria passar com a voz aconchegante da Morte, pois no final das contas, todas aquelas pessoas “viveram” melhor, depois que a Morte as levou. Ela mesma dizia algumas vezes, “salvei você”, quando enfim uma pessoa corria pros seus braços. A Morte foi a vida de muitas daquelas pessoas, ela não foi uma vilã, longe disso, foi a salvadora.
Sobre o filme em si, eu gostei bastante, dá pra se emocionar e é um filme gostoso, quem não leu o livro vai gostar, mas acho que os que leram irão gostar ainda mais. Só tenho alguns pequenos comentários negativos, Liesel apanhou bastante no livro, mas no filme isso não aconteceu, acho que as cenas poderiam ficar um tanto quanto fortes demais, talvez. Outra coisa é que Liesel se sujava demais no livro e sua mãe sempre ficava nervosa com isso, no filme, a mãe sempre brigava por ela chegar “suja” em casa, mas esse é o problema, a menina nunca estava suja, estava sempre impecável, o cabelo perfeito, com apenas uns dois fios fora do lugar e três pontinhos de neve em cima da roupa, mas mesmo assim a mãe a chamava de porca imunda, no livro Liesel realmente ficava suja, ela chegava em casa pingando lama, qual o motivo pra não terem feito isso no filme?
E por último, esse é o pior erro em minha opinião, a cena que mais me chocou no livro, a cena que mais me emocionou e provocou avalanches de lágrimas, essa cena não foi mostrada no filme. Por quê? Por quê? POR QUÊ? Não posso dizer exatamente qual foi a cena, pois posso acabar com a graça de quem ainda irá ler, mas vou dizer que a cena envolve Max,  a primeira vez que Liesel o viu, depois de ter passado muito tempo longe. Sabem do que estou falando, não? A cena envolve uma fila de pessoas.
Mas é isso, o filme é ótimo e não decepciona, eu amei e com toda certeza irei assistir mais vezes.

PS – Sinto sua falta, Rudy! 
PS 2 - Esse comentário é bem desnecessário, mas irei fazer mesmo assim, achei os pais adotivos de Liesel muito parecidos com meus avós maternos. Não que minha vovó fale palavrão, acho que a pior coisa que ela disse foi "vai tomar banho na soda", mas a personalidade, enquanto ela é explosiva, fala alto, reclama, ele fala baixo, é muito, mas muito carinhoso. Lembro que ele me dava muito dinheiro quando eu era pequena e minha vó se irritava, dizia que uma criança não precisava ficar ganhando tanto dinheiro assim, então me lembro dele me dando dinheiro escondido e fazendo "shiu" com o dedo encostado nos lábios. Era quase como a piscadela que Hans dava pra Liesel... (Minha vovó é uma criatura adorável, só fiz uma pequena observação).

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Mudança, mais uma vez

Olá pessoal.

Estou passando bem rapidinho, só pra dizer que talvez fique alguns dias sem postar.
Pois é, estou me mudando mais uma vez, dessa vez pra uma cidade menor e mesmo não gostando da ideia de ser menor, acho que será melhor, assim espero.
Por isso ando afastada do blog de vocês, assim que tudo estiver resolvido, prometo comentar no blog de todo mundo, mas talvez a internet demore uns dias pra ser instalada, não sei, vamos ver.
Bem, é isso, espero que tudo fique pronto logo, nunca estive tão morta em pé.
Até! :)

sábado, 11 de janeiro de 2014

Casais Adorados

Bem, agora já passa das três da manhã, estou sem sono, pois dormi quando não deveria, não achei nada pra assistir e não estou com cabeça para resenhar, não estou querendo pensar sobre histórias e pontos fracos e fortes sobre elas.
Enfim, então tive uma ideia, na verdade não foi bem uma ideia, bem, foi sim, pois estava vendo meus casais preferidos no Youtube, sim, eu faço isso e sei que muita gente também faz, caso contrario, por qual motivo eu acharia tantos vídeos sobre eles? 
Tá, então resolvi fazer uma lista de meus dez casais preferidos, é claro que eu amo muito mais do que somente dez míseros casais, mas se fosse fazer a lista de todos, esse texto nunca chegaria ao fim, então fui escolhendo conforme eles foram surgindo na minha cabeça. Lembre-se que está tarde, posso deixar passar algum casal fofo, mas desconsidere. 
Ah, só mais uma coisinha, não vou colocar em ordem de adoração, nada disso, a ordem não significa nada, ok? 




Casal número 1: Aria and Mr. Fitz  

Motivo: Eu poderia chegar aqui e dizer que o motivo é simplesmente por eles formarem o casal mais fofo que existe nesse mundo, mas a verdade é que todo mundo gosta de amores impossíveis. No Brasil você não teria problemas por se apaixonar por seu professor, mas  nos Estados Unidos isso é uma coisa muito séria. 


(Eu nunca me apaixonei por professor nenhum, tô falando isso, pois esse tipo de coisa acontece, não é? Mas algo que diz que pode acontecer mais com meninos do que com meninas. Acho que comigo nunca deu certo, pois meus professores sempre foram muito velhos, carecas e barrigudos.)


Casal número 2: Bonnie e Jeremy

Motivo: Oh, olha só pra eles, não são lindos? Olha o sorrido do Jeremy olhando pra ela, eu nem preciso dizer o motivo, esse sorriso fala por mim. 

(Preciso dizer, eu amo esse nome, Jeremy, parece tão aconchegante, me lembra casa. kkkkk Isso pareceu muito estranho?
Bem, acho que tá na cara, nunca me apaixonei pelos irmãos de minhas amigas, pra ser bem sincera, eu sempre nutri esse sentimento maldoso de estrangula-los enquanto dormiam. Mas Jeremy é diferente, tão doce, a coitada da Bonnie nunca nem ao menos deve chance de dizer "não".) 

Casal número 3: Tate e Violet 

Motivo: Quem não gosta de um psicopata? 




(Tá bom, a maioria não gosta, mas eu sempre, SEMPRE, me apaixono pelo psicopata. Tate, você é meu psicopata favorito e eu ainda tenho fé em você, fique tranquilo, Violet ainda vai ver o que eu vejo. 
Ah, mas não pensem que sou louca, nunca imaginei e nunca quero ter um namorado psicopata, isso é só pra ser vivido em livros e filmes, meu marido é completamente normal, assim eu espero.)


Casal número 4: Emma e Hook 

Motivo: Fale sério, é a filha da Branca de Neve com o Capitão Gancho. 

(Preciso dizer mais alguma coisa? Vocês sabem que tenho uma tatuagem de Peter Pan, certo? Então deve-se imaginar que eu também adore o Capitão Gancho, certo? Foi o que eu disse, não preciso dizer mais nada.)


Casal número 5: Alice e Cyrus 

Motivo: Ele é um gênio, não do tipo inteligente pra caramba, do tipo gênio mesmo, o da lâmpada, não é demais? 

(Ok, nunca tive sonhos ou me imaginei vivendo um grande amor com um gênio da lâmpada, eu sempre os imaginei azuis e engraçados, como no desenho do Aladim, mas Cyrus está se saindo muito bem, acho muito digno o amor dele por Alice.) 


Casal número 6: Tris e Four

Motivo: Eles me fizeram sentir borboletas no estômago. 








(Ah, como amo esses dois. Four é o tipo de personagem perfeito, eu adoro tudo nele, personalidade, atitudes, adoro tudo e Tris está sendo uma de minhas meninas valentes preferida.) 


Casal número 7: Elizabeth Bennet e Mr. Darcy

Motivo: Qual é, ela é Elizabeth Bennet e ele é Mr. Darcy. 



(Eu li o livro, vi o filme, vi a série e eu AMO, mas eu amo de paixão, sou completamente apaixonada. Que amor mais puro e lindo, como um livro que não possui uma única cena de beijo me conquistou tanto? Esse é um dos poucos filmes que consigo ver várias vezes e nunca me canso. Sempre que estou triste, muito feliz ou sem nada pra fazer, vejo esse filme.) 




Casal número 8: Ian e Wanda

Motivo: Eles me fizeram chorar, bastante, e completaram minha alma de uma forma encantadora.

(Ian é um de meus mocinhos preferidos, ele nem sempre amou Wanda e esse é o tipo de amor que eu mais gosto, aquele que vai se transformando, do ódio até o amor. Ficava louca esperando a chegada dos olhos azuis nas páginas do livro.)

Casal número 9: Richard e Kahlan

Motivo: Eu tenho uma tatuagem sobre a história desses dois, é um bom motivo pra você?







(O que você pensa quando olha essa foto? Em amor, não é? Em como o mocinho ama a mocinha, mas eu vejo educação, sim, educação. Um beijo na testa, minha gente, olha que cara educado.
Richard é o mocinho mais educado que já vi, daqueles que te deixa comer a maior parte da sopa e passa fome por isso, eu adoro esse cara e Kahlan, eu te entendo, sei como nada é fácil pra você, mas sorria, o cara educado te ama.)  


Casal número 10: Finn e Rachel 

Motivo: Eu acho lindo ver um cara tão alto com uma moça baixinha. Mentira, não é por isso, a verdade é que eu amava a forma como eles se amavam. 


(Vou sentir uma falta tremenda desse casal, não só sobre os personagens, vocês sabem que o ator morreu, então, é... Eu adorava você Cory.) 



Ok, usei muito a palavra amor nesse texto, mas era um texto sobre casais preferidos, o que você esperava, afinal? 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Insurgente

Então, esse livro é a continuação de "Divergente", para ler a resenha do primeiro é só clicar AQUI.
Ah, não se esqueça, como se trata de uma continuação, pode ser que exista algum spoiler do primeiro livro.

Quem leu minha resenha de Divergente, já sabe que amei o livro, então nem preciso ficar explicando o quanto gostei de Insurgente. Li o segundo livro logo depois que terminei o primeiro, esse também levei um dia pra terminar. 
Bem, o que dizer? A trilogia é incrível, eu adoro a história e o rumo que os personagens tomam, adoro tudo, mas não posso deixar de comentar que achei esse livro um pouco mais arrastado que o anterior. Não que eu não tenha gostado, eu amei, principalmente por existir romance, mas o primeiro foi melhor pra mim.
Não se passa muito tempo do primeiro livro para o segundo, a história meio que continua direto, então pra quem leu Divergente sabe que os personagens estão se dirigindo para a facção da Amizade, para pedir refugio e ajuda. 
Essa parte foi bem legal, pois podemos conhecer um pouco mais sobre as outras facções. No primeiro livro ficamos muito focados no Destemor e Abnegação, mas em Insurgente podemos nos aprofundar um pouco mais nos outros e entender como as coisas funcionam em lugares diferentes, como as pessoas vivem e pensam.
Iremos descobrir um pouco mais sobre os divergentes e o motivo por eles serem tão "perigosos", o motivo por terem que se esconder.
O relacionamento de Quatro e Tris continua firme, eles sofrem algumas briguinhas e algumas coisinhas, mas a gente sabe que eles se amam. 
Hmm, Tris continua forte e determinada, como sempre foi, mas acho que por ter passado muita coisa e por ter perdido muita gente, não sei como explicar direito, mas ela está um pouco diferente, tomando decisões precipitadas. Sabe quando algo está bem na sua cara, na cara de todo mundo, mas só o personagem principal não enxerga isso? Então, Tris faz umas coisas assim, sem pensar nas consequências ou melhor, ela pensa, mas não como deveria.  
Até a metade do livro, não posso dizer que muita coisa aconteceu, eles ficam apenas mudando de lugar, soltando alguns segredinhos no ar e tentando descobrir o que vão fazer e como vão fazer, mas da metade pro final as coisas mudam um pouco e o livro deixa de ser um tanto quanto arrastado e se torna mais agitado, a leitura flui melhor.
Eu amei, é claro, eu já amo a trilogia, então não irei falar coisas ruins sobre ela, é perfeita.
Continuo apaixonada pelo Quatro, adoro o modo como ele pensa e suas características, adoro também a forma como ele se preocupa com Tris. Só não gosto quando ele não conta as coisas, quando tenta manter segredos, isso me deixa louca da vida, mas eu até entendo, todo mundo guarda alguns segredos, não é?
O final do livro? Ah, não achei lá grandes coisas, imagino que no terceiro tudo ficará melhor e bem mais explicado. Não foi um final ruim, nada disso, mas não fiquei pulando de alegria e batendo palmas, eu gostei, mas não vibrei.
Ah, eu estava tão feliz quando comecei a ler os livros, pois na minha cabecinha, todos os três já haviam sido publicados, mas quando terminei de ler Insurgente, descobri que Convergente só foi publicado fora do Brasil e aqui só será lançado em março, eu acho. Quase pirei, quase morri, mas não posso fazer nada, tenho que esperar. Comecei a ler meu primeiro livro em inglês, mas ainda não é assim tão fácil pra mim, por isso não vou me frustrar tentando ler Allegiant, não, irei esperar sair em português pra poder ler desesperadamente e em poucas horas. 
Bem, se você ainda não leu, leia, pois o filme sai esse ano e você não pode perder, eu não perderia. 

domingo, 5 de janeiro de 2014

Cinquenta Tons de Liberdade


Para ler a resenha de Cinquenta Tons de Cinza clique AQUI
Se quiser ler a resenha de Cinquenta Tons Mais Escuros, é só clicar AQUI.

Antes de começar, quero dizer que esse texto está cheio de spoiler, assim como os outros dois da trilogia, pois a história é tão péssima que não tenho o trabalho de ter algum tipo de respeito sobre isso. 

Tenho duas notícias pra dar, uma boa e uma ruim. A ruim é que li o último livro da trilogia Cinquenta Tons de Cinza e a boa é que finalmente acabou.
Ah, me sinto livre, quase como se um peso tivesse sido removido das minhas costas. Sério, conheço algumas pessoas que ficavam falando que a trilogia é genial, que a escritora é isso e aquilo e que a história é incrível, eu simplesmente não conseguia ver nada disso, então eles me diziam que precisava ler os três livros e então tudo faria sentido.
Bem, eu li os três livros, mas é engraçado, pois as coisas ainda não fazem sentido, não fazem droga nenhuma de sentido, tudo continua a mesma porcaria que conheci no primeiro livro. Uma porcaria, mas uma porcaria com força, ruim com força, é de dar pena, dor no coração, vontade de gritar, pegar a humanidade pelos ombros chacoalhar até colocar vergonha na cara das pessoas e perguntar o que está acontecendo com o mundo, alguém por favor me diga, o que está acontecendo com o mundo?
Eu não entendo, não dá pra entender, como três livros tão ruins conseguem fazer tanto sucesso? Como uma escritora de merda, sim, estou ofendendo a moça mesmo, eu a odeio com todas as minhas forças, como ela consegue fazer uma coisa tão ruim assim e ficar rica? Me explica esse negócio, pois tá difícil de engolir.
Mais uma vez, repito, o problema não é o sexo, pra dizer a verdade o sexo do livro nem é nada de tão absurdo, já li outros livros eróticos e te digo, o sexo de Cinquenta Tons de Cinza é coisa de vovozinha se comparado. O problema é a escrita, a falta de história, a mediocridade, a pobreza de espírito e criatividade, é um monte de porcaria amontoada num monte de papel, pois pra ajudar, os livros são grandes, a escritora teve a coragem de prolongar suas porcarias em livros grandes.
Vamos por partes, a deusa interior da Ana continua com todo vapor, juro pra vocês, essa deusa interior nunca me irritou tanto, toda vez que a bendita aparecia, eu me lembrava daquele filme com a Hilary Duff, “Lizzie Mcguire”, se você já assistiu sabe do que estou falando, sempre que a Hilary fazia alguma coisa, uma bonequinha de desenho aparecia no canto da tela e se expressava de alguma forma, como se fosse a deusa interior da Hilary. No livro é exatamente assim que acontece, mas vamos combinar, esse é um livro adulto e erótico, não uma comédia adolescente, isso é ridículo.
O livro é tão terrível, lotado de Deus Ex Machina, o que é isso? Sabe quando estamos vendo um filme ou lendo um livro e alguma coisa acontece e você acha um absurdo? Quando algo forçado acontece e você se sente enganado? Um bom exemplo foi uma cena da série Diários do Vampiro, quando duas pessoas dentro de um carro caem no lago, então um vampiro aparece para salvar o dia, ele pula no lago, arranca a porta do carro, MAS ele só consegue tirar uma pessoa de cada vez, ou seja, ele acabou de arrancar a maldita porta do carro, ele é um vampiro, mas não consegue carregar duas pessoas até a superfície? É claro que ele conseguiria, uma pessoa normal conseguiria, eu conseguiria, mas a escritora forçou essa cena, pois ela precisava que um dos personagens morresse. Isso, meus queridos, é chamado de Deus Ex Machina, é apenas uma forma do escritor resolver um problema forçando um acontecimento.
Então, o livro é cheio dessas coisas, uma delas é tão ridícula, mas tão ridícula que dei risada. Veja bem, toda vez que Ana liga para Christian, ele atende no primeiro toque, TODA VEZ, mas quando o pai dela sofre um acidente terrível de carro e está em coma, ela tenta ligar para o maridinho, mas o coitado deixou o celular com a secretaria e ninguém sabe em que parte da empresa ele está, mesmo sabendo que há câmeras em cada bendito canto daquela empresa. Depois quando ela finalmente consegue falar com o marido louco, ele diz que não pode ir com ela, pois está muito ocupado, mas em três ou quatro horas ele estará livre. Sim, claro, quando o cara está em outro país em reuniões importantíssimas ele não se importa em voltar pra casa num jato, pois sua querida esposa não foi pra casa como ele ordenou e saiu para beber alguma coisa com a amiga e seus dois seguranças. O cara pega um jato pra ir pra outro país, só pra brigar com a esposa que não foi pra casa, mas quando o pai dela está quase morrendo, há, então ele está ocupado. Dá um tempo!
Se a escritora quisesse colocar essa cena dele não atendendo o telefone e não sendo encontrado, ela teria que ter construído isso antes. Ela devia ter feito Christian um cara esquecido, que nunca atende o telefone e que sempre está ocupado com a empresa, isso mostra o quão amadora é a escritora.
É frustrante, demorei 17 horas pra ler o livro (eu li no Kobo, por isso sei quanto tempo levou), pois eu não queria ler, ficava enrolando, demorava anos numa página, não queria ler, foi uma tortura, pra dizer a verdade.
Tá, outra coisa, o terceiro livro foi o pior de todos, não existe nenhuma história acontecendo, nada, não que existisse história nos dois livros anteriores, mas esse é de arrebentar, nada de nada acontece, só vemos um pouco mais do doente do Christian com a tapada da Ana.
É tão bizarro que numa cena do final do livro, ele bate nela com um chicote. Tudo bem, você deve estar se perguntando, ele não fazia isso nos outros livros? Sim, ele fazia, mas veja o detalhe, a mocinha está grávida e ele bate na barriguinha de grávida da criatura. Fiquei imaginando uma mulher com sua barriga de seis meses, presa pelos braços e pernas enquanto apanha de um chicote, corrijam-me se eu estiver errada, mas isso não me parece nem um pouco excitante (ou saudável).   
Ai, como isso me irrita, sinto vontade de bater em alguém, quando uma pessoa diz que gosta dos livros, sinto vontade de encher minha mão na cara dela e mandá-la ler algo que preste. Esse livro é tudo, menos romântico, por tudo que é mais sagrado, acordem e percebam isso, garotinhas de quinze anos, NÃO, não e não, isso não é romântico, vocês não devem desejar um louco como Christian como príncipe encantando, ele é doido de pedra, ele gosta de mocinhas morenas e branquinhas, pois elas se parecem com a prostituta da mãe dele, então assim ele pode espancá-las e livrar um pouco de sua raiva. Isso não é romântico, isso é doentio. Será que ninguém enxerga isso?
NÃO, eu me recuso, não consigo crer que as pessoas gostam dessa porcaria. Sabe quando algo não entra na sua cabeça? É demais pra mim, parece que as pessoas foram possuídas, estão cegas.
Mais uma vez, não é nada contra livros eróticos e nem com chicotadas e tudo mais, é sobre a escrita, a falta de história e a forma como a escritora força os fatos. Numa cena, Ana está com cada pulso amarrado aos tornozelos, imagine a cena, pulso direito preso no tornozelo direito, pulso esquerdo preso no tornozelo esquerdo, ela pelada, deitada e toda arreganhada enquanto faz sexo com seu príncipe, ok, imaginou a cena? Tá, então no dia seguinte ela acorda assustada e corre pra pegar o roupão e cobrir seu corpo, dizendo que é tímida demais... O inferno! O inferno que você é tímida, minha filha, noite passada estava toda sei lá o quê e no dia seguinte corre pra cobrir o corpinho alegando ser tímida? Me engana que eu gosto, safada!
Viu? É frustração em cima de frustração, não dá.
Eu fiquei nervosa só por escrever a resenha, o nome do livro me deixa nervosa, o som do nome dos personagens me deixa nervosa, acho que posso ter um ataque do coração, mas acima de tudo, me sinto triste, sim, triste, pois não é isso que eu queria para o mundo. Tanto livro bom, tantas histórias de tirar o fôlego, e esse povo idolatrando uma escritora de merda por causa de três livros de merda. É triste pra caramba, me sinto péssima e de mãos atadas, quando foi que as coisas ficaram tão ruins assim? O que foi que eu perdi?

Ah, vou parando por aqui, isso não está me fazendo bem, vou postar esse texto e ir fazer um pouco de chá e tentar esquecer essa história, tentar banir Christian Grey e Anastasia Steele, ops, agora é Anastasia Grey de minhas memórias, como se nunca tivesse existido. 

PS - Cinquenta Tons de Liberdade? Sim, nome mais que perfeito, me sinto liberta em cinquenta tons diferentes, finalmente acabou! 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Questão de Tempo


Sabe qual é meu personagem favorito desse filme? O pai do personagem principal, sim, ele mesmo, o cara nem aparece muito, mas a forma de pensar dele é bem parecida com a minha, vocês logo irão entender.
O filme conta a história de Tim, um cara muito alto, muito magro e muito ruivo, como ele mesmo se descreve. Quando Tim completa vinte e um anos, seu pai lhe dá uma grande noticia, um segredo de família. Ele conta que todos os homens de sua família podem se transportar no tempo, apenas para o passado, não para o futuro e apenas com acontecimentos que conseguem lembrar, tudo que precisa fazer é ficar num lugar escuro, fechar os olhos, apertar os punhos, pensar no lugar que quer está e prontinho, você está lá.
Então, quanto Tim pergunta o que o pai fez de sua vida com esse segredo ele responde tranquilamente: livros! Sim, livros, livros e mais livros e essa é uma ideia genial, se querem saber. O pai de Tim usou esse “dom” para voltar no tempo e poder ler mais livros, não é maravilhoso?
Bem, enfim, isso não importa, é só algo que me maravilhei e por um segundo desejei ter o mesmo “dom”.
Ok, Tim não quer voltar no tempo por causa de livros, o que ele quer é uma namorada. E  é isso que ele faz, ele conhece a garota e sempre que faz alguma coisa errada, volta no tempo e concerta. É claro que nem sempre dá certo e é claro que algumas vezes voltar no tempo pra concertar algo pode acabar piorando a situação ou construindo uma ainda pior.
 A história é engraçadinha, mas não diria uma comédia, não sei, meu ponto de vista sobre comédias é diferente do dos outros. Mas gostei muito do filme, de verdade, é aquele tipo de história que te deixa preso, que te deixa aquela sensação gostosa no coração, fui melosa demais?

Eu gosto da família de Tim, gosto da tal garota que ele escolhe pra namorar, ah, e por falar nela, Rachel McAdams adora namorar um viajante do tempo, não? Segundo filme que se casa com um, né minha filha?
Sabe, sou apaixonada por todos os filmes com essa atriz, nunca vi um filme com ela que eu não tenha gostado, eu a adoro.
Hmm, essa resenha não vai ser muito longa, pois não há muita coisa pra falar sobre a história, você provavelmente já viu filmes parecidos com esse com histórias parecidas, viagens no tempo são assim, mas esse possui alguma coisa especial que não saberei dizer agora o que é exatamente, mas é.

Ah, é um filme novo, por isso acho que não é muito conhecido, mas caso assistir, passe aqui e me conte o que achou, eu iria adorar! 

PS- essa observação não é nada relacionado ao filme, é só pra avisar que já fiz minha tattoo, aquela com os símbolos dos livros. Eu mudei um pouco o desenho, mas a ideia ainda é a mesma. Uma pena foi não ter conseguido filmar, pois como ela foi feita na parte de trás da minha perna e meu tatuador e eu eramos as únicas pessoas na casa no momento.
Ah, não fiz o post mostrando ela detalhadamente, pois ainda não está terminada, pois tive alguns probleminhas, eu sempre tenho probleminhas quando se trata de tatuagens, alguém pode me dizer o motivo pra ter a pele mais fina do mundo e por ter alergia a quase tudo? Vocês não acreditariam se fizesse a lista sobre o que sou alérgica
Enfim, tive que parar no meio da tattoo pra trocar de máquina e de agulha, pois logo depois de riscar os traços, minha pele começou a rasgar, uma beleza. Nada de pânico, não é nada demais, quase não dá pra ver os cortes, pois foram traços mega fininhos, ma não continuei o desenho com a pele daquela forma, é melhor esperar uns 15 ou 20 dias, até tudo estar cicatrizado e então continuar. Vou colocar uma foto de longe, que nem ao menos está pegando todo o desenho, mas dá pra ter uma ideia. Nos vemos daqui uns 20 dias com o post mostrando tudo detalhadamente.