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terça-feira, 30 de julho de 2013

Eu Falo e Você Escuta - Contos de Fadas


Eu adoro contos de fadas e os desenhos das princesas, toda garota gosta, ao menos boa parte das garotas gosta e uma grande parte dos meninos também, ao menos enquanto são crianças.
Ok, eu acho bonito, fofo, vestidos brilhantes, músicas de amor, animais amigos, tudo muito lindo, mas alguns detalhes sempre me irritam. Você pode estar se perguntando por que uma moça de quase vinte e três anos fica assistindo desenhos infantis de princesas? Em primeiro lugar, não vejo problema nenhum em assisti-los, ué, mas não, eu os assisto, pois vivo com um garoto de cinco anos que é viciado e me faz assistir junto. J
Mas vamos ao que me incomoda, antes, quando eu era pequena, é claro que nem reparava nisso, mas agora reparo. 

A Bela Adormecida, por exemplo, quando ela nasce e está sendo mostrada para todo o palácio, as três boas fadas surgem para dar cada uma um presente para a linda princesa. Até ai tudo bem, elas são as boas fadas, quem não quer ser presenteada por elas?






Mas então elas começam, Flora é a primeira e o presente dela é o dom de beleza, até ai tudo bem também, as pessoas gostam de ser bonitas, eu preferia um outro tipo de dom, como inteligência, raciocínio super rápido, um QI elevado, mas ok, beleza é boa também. 




Então a segunda fadinha boa, Fauna se aproxima da menina e lhe dá o dom de cantar. Cara, cantar é ótimo, eu adoro música, vivo de música, mas sério? Dom de beleza e depois o de cantar?
Meu, você podia dar qualquer dom pra essa menina e então escolhe essas duas coisas?




A terceira fada tem seu presente interrompido, pois Malévola aparece para amaldiçoar a princesa e o presente de Primavera, a terceira fada boa, é apenas para evitar que Aurora morra quando picar o dedo numa roca ao por do sol de seus dezesseis anos, mas aposto que se ela não tivesse sido interrompida seu presente seria o dom da costura, do bordado ou talvez o dom de cozinhar bem para o príncipe encantado.




Por falar em príncipe encantado, por que as princesas sempre precisam de um príncipe, que não basta ser apenas um príncipe, ele tem que ser encantado, mas por que elas sempre precisam de um para serem felizes? Que isso, elas são lindas, jovens, espertas, ricas, boas de coração, mas não, nunca serão felizes sem um príncipe encantado. Seria legal uma princesa não se apaixonar por um príncipe e sim por um camponês, só pra variar, sabe, ou então não se apaixonar por ninguém. A princesa tem sempre que ser indefesa e cair de amores desde a primeira vez que vê, canta ou dança com o tal do encantado.






Já pararam pra reparar que tudo gira em torno de beleza? A Rainha Malvada da Branca de Neve quase matou a pobrezinha, somente por ela ser mais bonita. A Rainha odiou a menina a vida toda por causa de beleza, não pela inteligência, não pela bondade, não por causa dos passarinhos arrumarem sua cama toda bendita manhã, mas por ela ser bonita.
E esse negocio de “cabelos da cor da noite”, “lábios rubros de rosa”, “pele branca igual a neve”, “cabelos da cor do sol”, “lábios vermelhos como o sangue”, qual é, não é mais fácil dizer que a menina é branca que nem um fantasma, tem boca vermelha e um cabelo preto?
E esse negócio de cantar? Por que todas as princesas sabem cantar bem? Não é por nada, mas muita gente é desafinada e não consegue cantar uma nota se quer, eu me encaixo perfeitamente nesse grupo, o que não significa especificamente que eu não cante, eu apenas não sei como se faz.
Bem, eu poderia falar sobre muitas outras coisas que me incomodam nessas histórias, mas o post ficaria grande demais, então é isso.

Só relembrando, eu adoro esses desenhos, são mágicos, nos lembram tempos bons, nostalgia pura, mas mesmo assim, irei continuar procurando coisas estranhas e sem sentido para comentar, eu sou assim, fazer o quê? 


sábado, 27 de julho de 2013

A Culpa é das Estrelas


Sabe quando você termina um livro e não sabe o que dizer sobre ele? Como se qualquer coisa que você dissesse não fosse ser o suficiente para dizer o quão maravilhoso ele foi? Então, nunca tinha me sentido assim, até agora.
Já vi muita gente falando sobre “A Culpa é das Estrelas”, mas nunca senti aquela vontade enorme de ler o livro. Sei lá, uma menina com câncer terminal e um garoto amputado vivendo um romance no meio de todas as doenças e desgraças? Isso tudo me parecia muito deprimente. Tudo bem, em certas partes o livro é meio deprimente, fiquei com aquele nó ordinário na garganta por várias vezes e chorei em algumas, mas o livro é divertido, muito divertido, pode ter um pouco de humor negro, mas as cenas são engraçadas, engraçadas de uma forma inteligente, é incrível. Tudo que posso dizer é que sinto muito por não tê-lo lido antes, oh, eu não fazia ideia do que estava perdendo. Que livro fantástico.
Pra quem não sabe do que trata, Hazel é uma garota de dezesseis ou dezessete anos, não lembro, desculpe, ela tem câncer terminal, precisa da ajuda de Felipe, seu cilindro de oxigênio que anda ao seu lado pra cima e pra baixo, sem ele ela não consegue respirar. Num certo dia ela conhece Augustus um garoto de dezessete anos que teve a perna amputada há mais ou menos um ano e meio por causa de um câncer. Eles se dão bem logo de cara e o amor adolescente surge entre os dois. A pequena diferença é que eles não são adolescentes comuns, eles possuem limitações e isso fez toda a diferença, o livro é diferente de tudo que já li e o amor deles é o mais lindo que já vi.
Você sente tantas coisas lendo esse livro, não é só aquele livro que fala de doenças e te faz pensar sobre elas e de como você deveria ser mais grato e feliz pelo que tem e pelas doenças que não tem, é muito maior do que isso. Nos faz pensar sobre o amor, do que podemos fazer por amor, por quem nos sacrificamos e o que sacrificamos.
Se você pudesse fazer um desejo, qualquer um, você daria esse desejo para alguém? É disso que estou falando, o livro é muito mais do que um simples livro sobre alguém doente.
A história fala sobre mementos do infinito, momentos intermináveis, alguns segundos duram mais do que outros, sobre promessas feitas e quebradas, é tudo perfeito. Na verdade, há uma avalanche de desgraças acontecendo, mas no meio de toda essa porcaria há luz. Ok, em alguns momentos as porcarias podem ser muito maiores do que o pequeno feixe de luz que insiste em entrar pelas frestas, mas essa pequena luz brilhante faz tudo valer a pena, faz você querer repetir todos os atos, sem se importar com o que acontece no final. 
  
Gus foi o melhor personagem que já conheci, ele foi melhor que Gale de “Jogos Vorazes”, melhor que Ed de “Por isso a Gente Acabou”, foi melhor que Ian de “A Hospedeira”, caramba conseguiu ser melhor que Poe do livro “Sociedade Secreta”. Ele é demais, ele é engraçado, inteligente demais, esperto, romântico, como a própria namorada disse uma vez, Gus não é nenhum príncipe encantado, algumas vezes tentava ser, mas eu concordo com a garota, prefiro ele quando não tenta ser, quando é apenas ele mesmo. Qual é, o cara teve câncer, teve a perna amputada e mesmo assim vive mais alegre do que a maioria das pessoas que possuem as suas duas pernas não vive. Toda vez que você pergunta como ele está, ele dá um belo sorriso e responde, “maravilha”. Ele sempre está “maravilha”, até mesmo quando você pode ver que nada está maravilhoso. Quem não o amaria?

Hazel é adorável, adorei essa menina, sinto que se estivesse no lugar dela, teria passado meus dias da mesma forma. Tudo bem, pode não ser algo muito empolgante e até mesmo meio deprimente, mas sou realista demais, tipo, muito mesmo, se eu tivesse uma doença terminal, estivesse há três anos sem poder ir a escola, não tivesse namorado e nem amigos de verdade, eu ficaria em casa lendo, vendo televisão e escutando músicas. Eu já faço isso agora, imagine só se tivesse uma doença terminal e tendo apenas 20% de chances de poder viver por mais ou menos uns cinco anos.
Hazel é uma personagem incrível, ela faz as pessoas se apaixonarem por ela em menos de um minuto, eu me apaixonei por ela antes mesmo de terminar a primeira página do livro, dá pra acreditar nisso? Ela é linda, jovem, é uma das garotas mais inteligentes que conheci e adora ler, ela é uma releitora. É aquele tipo de pessoa que vê os dois lados da moeda, sempre tenta ver o lado do vilão e entender seus motivos, a menina consegue até entender o câncer e os motivos pra ele viver dentro dela, eu amo essa menina e vou sentir falta dela, agora que o livro acabou e não posso mais estar por perto.
Tudo que peço é que é leia o livro, leia logo, não demore, quero que sinta o que estou sentido agora. Faça um favor a si mesmo e leia A Culpa e das Estrelas, você não irá se arrepender, a possibilidade disso acontecer é realmente remota.
E nesse pequeno tempo do infinito que para mim durará para sempre, vocês me fizeram feliz...  

PS: foi o melhor livro que li esse ano... :)

PS 2: o final do livro foi lindo, mas fiquei assim por alguns poucos minutos depois de terminar de ler.





O parágrafo seguinte é um pequeno spoiler, cuidado! 



Gus, sei o quanto você queria ser lembrado, o quanto tinha medo de ser esquecido, sei exatamente como é isso, sei como se sentia, mas só tenho uma coisa pra dizer, você conseguiu! Você conseguiu, você vai estar no coração de muitas pessoas, um montão delas, no mundo todo, elas te amam, quase tanto quanto eu e Hazel, e elas vão se lembrar de você. Vão escrever poesias sobre você, vão se inspirar, fazer desenhos, textos, falar sobre você, vão lutar contra suas doenças, mesmo as terminais. Você não será esquecido, Augustus, é uma promessa. 

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Cereais Assassinos


O garotinho da foto se chama Eduardo, meu filho de cinco anos de idade. Ele é um menino muito peralta, como todas as crianças de cinco anos, mas também é muito carinhoso e romântico, sim, ele adora o filme de Romeu e Julieta gravado em 1996. Mas não é somente dos filmes de romance que ele gosta, os de fantasia e aventura estão em sua lista de favoritos. Já perdi a conta de quantas vezes assisti Star Wars com ele. O garoto adora tanto a série que esses dias quando o vi brincando com seus ursinhos de pelúcia, ele estava cantarolando a música que toca quando Darth Vader aparece. Perguntei o motivo pra estar cantarolando aquela música enquanto fazia um ursinho andar e ele respondeu que o urso era muito mal e merecia uma música daquelas. Kkkkkk
Crianças aprontam pra caramba, certo? Sim, elas aprontam de todas as formas, conseguem fazer coisas simples e aparentemente inofensivas, se tornarem armas mortais. Pode crer, criança consegue fazer essas coisas, elas tiram perigo de onde não existe, é uma coisa impressionante.
Eu sou uma mãe muito preocupada, muito preocupada mesmo, fico sempre perto de Eduardo, estou sempre chamando por ele quando se afasta de mim, mesmo dentro de casa. Meu irmão mais novo até tira sarro disso, ver ele me imitando quando grito o nome de Eduardo é realmente engraçado, eu passo mal de ver a imitação. Mas é verdade, posso ser exagerada algumas vezes, mas sou assim, a gente cuida de quem a gente ama, ué.
Pois bem, mesmo com todas minhas precauções, todos meus cuidados e todas as advertências, as crianças se machucam, é inevitável.  Criança cai, machuca, corta, arranha, fica com hematomas roxos e verdes nos joelhos, faz parte de ter cinco anos de idade e algumas vezes mais de trinta também. Eu tenho quase vinte e três e nunca fiquei com a perna lisinha sem manchas, sempre tenho alguns roxos por aqui e outros por ali, a genética manda lembranças pra minha mãe.
Nunca deixei Eduardo brincar com canetas, lápis ou coisas pontudas quando ele era pequeno, ele sempre usava giz de cera ou aquelas canetinhas enormes, ele nunca se machucou feio, nunca ficou doente, apenas ficou gripado alguma poucas vezes que consigo contar nos dedos. Acho que a única coisa que aconteceu com ele foi pegar catapora, mas isso ninguém teve culpa, somente meu irmão mais novo, que estava de passagem em minha casa e resolveu pegar catapora aos dezoitos anos e então passar para o sobrinho. Kkkkk
Bem, chega de tanta falação, o nome do post é Cereais Assassinos, pois uma caixa de cereais parece algo inofensivo, algo bobo, uma pequena caixa de papelão, mas saibam que essa simples caixa de papelão quase deixou Eduardo cego. Tudo bem, estou exagerando um pouco, não foi tão grave assim, mas poderia ter sido. A ponta da caixa bateu no olho esquerdo de Dudu e fez com que sua córnea descolasse. Ah, eu entrei em pânico quando soube, pois não conseguimos ver isso a olho nu, tudo que podíamos ver era um olho vermelho e lagrimejante, tirando o fato que Eduardo gritava tão alto que a vizinhança inteira deve ter escutado.
A boa noticia é que esse fato, apesar de ser apavorante, não é tão grave quanto parece, a córnea se cola novamente sozinha e em pouco tempo, coisa de vinte e quatro horas. Tudo que precisei fazer foi usar um colírio durante três dias. Hoje é o terceiro dia e o olho de Eduardo está praticamente normal. Foi um alivio.
Não sei ao certo o motivo por ter escrito esse post, talvez por ser algo que me apavorou até os ossos ou talvez por querer compartilhar algo com vocês, como o blog serve não somente para resenhas e coisas interessantes, como também para fatos pessoais. Enfim, só senti vontade de escrever, acho que me ajuda a extravasar. Kkkk

Mas não deixa de ser uma boa dica, coisas simples podem causar danos permanentes, criança faz coisas bobas se tornarem perigosas, fique de olhos abertos com a sua. 

PS- Essas coisas nas caixas de cereais eram pra ficar parecidas com monstros, mas ficaram assim, é o que tem pra hoje. :)


domingo, 21 de julho de 2013

Homem de Aço


Acho que depois de algumas pequenas reclamações, o cinema do shopping de Araraquara resolveu ceder e colocar filmes legendados. Ontem fui assistir “Homem de Aço”, eu estava doida pra ver, pois adoro esse herói.
A história é um pouco diferente da que conhecemos, pois as outras vezes em filmes ou séries, sempre vemos o planeta krypton destruído, sabemos que ele já foi um planeta vivo, com seus habitantes e que Clark veio de lá, mas nunca vimos o planeta como ele era antes disso, ao menos eu nunca vi. Nesse filme a história começa realmente desde o início, não apenas mostrando Clark caindo com sua nave e encontrando seus pais adotivos, mas sim mostrando os pais verdadeiros do garoto, e o motivo pra ele ter sido enviado para Terra.
Eu gostei, não posso negar, mas não foi nada do tipo “oh, que incrível”, foi o que eu estava esperando que fosse. Ultimamente tenho me sentido assim com filmes de heróis, um pouco mais do de sempre. Mas dessa vez tendo essas partes diferentes, nos mostrando como tudo começou e dando vários flashbacks durante o decorrer do filme, o que em minha opinião, foram as melhores partes.
Iremos conhecer alguns fatos diferentes também, coisas de antes de Clark trabalhar no Planeta Diário, pessoas que ele conheceu antes disso.
O filme teve muita ação, mas muita ação mesmo, as pessoas que andavam reclamando de falta de cenas assim nos filmes de heróis, não terão do que reclamar. E mesmo o filme sendo em 3D, quase não vemos cenas assim, o que pra mim é muito bom, pois sempre acabo ficando meio tonta com isso.
Eu gostei dos atores também, principalmente da mãe de Clark, sei lá o motivo, acho que ela tem cara de mãe do Superman. Também iremos descobrir o verdadeiro significado do “S” estampado na roupa de herói de Clarck, o que também é legal.
Não tenho muita coisa pra dizer sobre o filme, todo mundo conhece a história, mesmo com todas essas coisas novas que nos foram apresentadas. É um filme bom, mas sem nada demais, um filme do Superman.
Ah, não posso deixar de comentar sobre a cena do final. Todo mundo sabe e alguns se perguntam, como ninguém reconhece Clark quando ele está vestindo terno e seus famosos óculos de leitura? Pois vamos ser francos, imagine uma pessoa que você conhece, mas ela nunca usou óculos, então num certo dia ela aparece usando um, então você não a reconhece mais? Fiquei tirando sarro sobre isso depois do cinema, eu tirava meus óculos e me apresentava pras pessoas, depois colocava de volta e ficava falando igual retardada, “e agora, quem sou eu? Quem é essa garota? Nunca vi essa menina na minha vida antes”, sim eu sou boba mesmo, eu sei.
Uma vez li em algum lugar, se não me engano foi o povo dos quadrinhos que fizeram uma declaração, dizendo que o Superman possui um óculos enfeitiçado, algum poder mágico, ou modificação, não me lembro, fazendo com que ninguém o reconheça. Faz sentido, essa é a única maneira que encontro. É isso ou todo mundo sofre algum problema muito sério de reconhecimento.
Enfim, se você gosta de Clark Kent e de heróis, veja o filme e descubra um novo lado da história.

Ah, fui dar uma leve pesquisada antes de postar essa resenha, então achei a explicação para os óculos, na verdade ele hipnotiza as pessoas para que elas vejam o que ele quer que elas vejam. Pra saber mais é só clicar AQUI.


quinta-feira, 18 de julho de 2013

Julieta Imortal

Olá, pessoal.
Há alguns dias ganhei o primeiro sorteio de minha vida, é sério, eu nunca ganhei nada antes, nem aquelas rifas que fazemos na escola. Kkkk
Mas é isso, participei do sorteio que a Rê Souza do blog Entre Resenhas fez e ganhei os livros “Julieta Imortal” e “Romeu Imortal”.
Os livros chegaram ontem e no mesmo dia li o primeiro.  Fiquem com a resenha. :)





Todo mundo conhece a famosa história de Romeu e Julieta, certo? Todo mundo sabe sobre o amor e a eternidade e do que corações apaixonados, almas gêmeas são capazes, mas não nesse livro, para esse livro toda a história que conhecemos é uma farsa, ao menos o final dela.
Romeu não é o príncipe encantando que sempre imaginamos, ele matou Julieta, enfiou o punhal em seu coração para poder ganhar a imortalidade em troca. O que ele não esperava era que Julieta ganharia sua imortalidade também, de uma forma diferente da dele, mas mesmo assim, imortal. Ela foi resgatada nos últimos momentos de vida pelos Embaixadores da Luz, seres que tentam proteger o amor que existe na terra, protegem as almas gêmeas. Enquanto Romeu foi se juntar aos Mercenários do Apocalipse, seres que tentam destruir o amor, separar almas gêmeas, convencendo uma a matar a outra, em troca da mesma imortalidade que Romeu recebeu.
Parece meio doido e muitas vezes as coisas são confusas, mas faz sentido, faz sim. Julieta viveu os últimos 700 anos tentando resgatar e juntar pessoas que se amam verdadeiramente, enquanto lutava com Romeu que tentava destruir tudo isso. A vida dela não foi fácil, nem justa, muito menos feliz, na verdade, ela viveu esses últimos 700 anos com ódio no coração, um ódio tão intenso que nem mesmo ela consegue explicar. Ódio por Romeu que a conquistou, o homem que ela amou e entregou seu coração e ele o arrancou de seu peito sem nem ao menos piscar. Pra ela, ele é um monstro!
Bem, Julieta entra no corpo da pobre garota Ariel, sim o mesmo nome da sereia, sua missão era encontrar as almas gêmeas que deveria proteger e depois sair do corpo dessa garota, mas Romeu como sempre, a encontrou e começou a fazer de sua vida um grande inferno, como todas as outras vezes.
Mas dessa vez algo diferente acontece, Julieta conhece um garoto, o jovem e mexicano Ben, então tudo começa a mudar, seus sentimentos, pensamentos, é como se seu coração machucado voltasse a bater e se curar. Mas nada disso faz sentido, pois ela não existe, não é real, não de verdade, ela está apenas usando o corpo de Ariel para cumprir sua missão, não pode se apaixonar, não é uma opção. Ela já amou, já sofreu e foi machucada, muito. E em todo caso, uma pessoa não pode ter duas almas gêmeas na vida, certo?
O livro é bom, muito bom, eu adorei, não consegui parar de ler, fiquei louca querendo saber o final e ver como Julieta terminava e como Romeu terminava.
Vou ser sincera, eu adivinhei o final, sei lá, acho que normalmente eu adivinho os finais, sou boa nessas coisas, talvez por ler muita coisa, não sei. Mas não fiquei decepcionada, eu gostei, achei um bom final e a última fala de Romeu me fez rir.
Também tenho que dizer que deve ter alguma coisa errada comigo, pois eu sempre torço pro cara que não ficará com a mocinha. Eu sei que ele não ficará com ela, desde o início eu sei disso, eu sempre sei, mas mesmo assim eu continuo torcendo por ele, pro cara que não termina com a mocinha, pro cara meio doido e psicopata. Qual meu problema, afinal?
O livro é romântico, fala muito sobre amor e suas formas de existir, sobre sentimentos, mágoas antigas, é algo muito sentimental que nos transporta novamente para Verona em 1304, quando tudo começou, quando tudo aconteceu. Chega a ser mágico e você não vê a hora de tudo se resolver.
Se você é uma mega apaixonada por Romeu e Julieta, a história original, provavelmente ficará magoada, como fiquei em alguns momentos, se você realmente ama a verdadeira história, pode ficar ofendida ou algo parecido, mas mesmo assim eu recomendo que leia, para ao menos conhecer um outro lado da história. Não deixa de ser uma releitura, é claro, mas como já disse aqui no blog, se a releitura for boa, eu não me importo. Leia e apaixone-se novamente!
Ah, podem esperar que logo virá resenha do segundo livro, “Romeu Imortal” e também do livro original de William Shakespeare e dos filmes, não sei se dos dois filmes ou de somente um ou talvez da refilmagem que estão fazendo para 2013. Tudo bem, eu sou alucinada mesmo, quando gosto de alguma coisa fico meio obcecada e não paro até ter informações suficientes sobre o assunto e poder me contentar. Da mesmo forma que fiz com Jane Austen, li o livro vi a série, o filme e tudo mais. E dessa vez eu tenho uma boa desculpa pra ser obcecada, pois não posso acreditar que nunca li a obra original de Shakespeare, pra uma garota que lê de tudo, isso é um tanto quanto inaceitável, como eu posso nunca ter lido uma das maiores histórias de amor? Eu tenho que ler, necessito!


Tudo bem, spoiler chegando, só leia se não se importar em descobrir fatos importantes!


Ok, eu goste da história, já disse isso, mas achei que a escritora acabou demais com Romeu, ele virou um alucinado que matava todo mundo, dava tiros em cabeças, em testas, para ser mais exata. Puxava cabelos, batia, assassinava e gostava disso. Coitado. De uma forma ou de outra, ele não queria que Julieta morresse, ele realmente acreditou que estava fazendo o melhor pra ela quando a deixou morrer, ele realmente achou que ela seria feliz e que iria para um lugar melhor. Ele se arrependeu e sofreu todos esses anos por isso, não somente por Julieta, não somente emocional, mas fisicamente também, vivendo 700 anos sem sentir nada, gostos, cheiros, toques... Nada. Já imaginou uma vida assim? Não estou dizendo que ele não mereceu, pois ele mereceu, mas sei lá, ele é Romeu, ué. kkkkkkk
O final, quando Julieta descobre que ela mesma se matou, bem, não gostei muito disso, acho que teria sido melhor se o próprio Romeu tivesse apunhalado seu coração, como ela achava que tinha acontecido, teria sido mais dramático e mais difícil de perdoar. Muito embora ele tenha feito isso, foi quase como se as mãos dele tivessem enfiado o punhal no coração de Julieta, pois fingir-se de morto e esperar que ela mesma fizesse aquilo, dá na mesma, né?

Eu sofri com Julieta, coitada, só ama quem não pode amar, só amores impossíveis, só vidas que não lhe pertencem. Mas confesso que não fiquei caidinha por Ben, eu gosto dele, gosto sim, mas sei lá, acho que o final perfeito pra mim, teria sido se Julita tivesse conseguido perdoar Romeu. Tudo bem, uma boa parte disso pode ser por gostar da história verdadeira, o amor que sobreviveu aos séculos o amor verdadeiro, almas gêmeas, é difícil se desprender de algo assim. 

terça-feira, 16 de julho de 2013

Resfriado!


Então a pessoa fica doente!
Aquele dia frio, vento soprando forte do lado de fora, aquele filme muito legal quase começando, cheirinho de pipoca no ar, pijamas confortáveis e bebidas quentes. Tudo para uma noite tranquila e gostosa, certo? Errado! Pois nada disso dá certo se você acrescentar uma boa dose de tosse, quinze minutos seguidos de espirros, olhos lacrimejantes e dores de garganta intermináveis, sem mencionar aquele bendito remédio que mais te dá sono do que qualquer outra coisa. É sério, eu já tenho o sono bem pesado, quando tomo algum desses remédios, desmaio e o mundo pode cair, minha casa pode ser invadida por zumbis ou a panela de pressão explodir, eu não irei me incomodar com nenhum desses fatos, continuarei desmaiada.
Pois é, ficar doente não é nada legal, a gente não sente vontade de fazer nada, de ver ninguém, pois estamos tão feios que dá até pena. Kkkk
A única coisa que queremos fazer é dormir, ficar em baixo das cobertas e assistir filmes, ao menos é o que eu gosto de fazer.
Detesto ficar doente, não sei explicar muito bem, mas me sinto tão impotente é quase uma sensação de fracasso, do tipo, poxa, peguei um resfriado, que irresponsável da minha parte. Kkkkkk Pareço doida, eu sei.
Não sabia o que postar no blog hoje, não estou com vontade nem cabeça para fazer resenhas, mesmo tendo um monte delas para fazer, então resolvi falar sobre minha situação e meu estado de doença passageira.
Ok, nesse momento estou parecendo uma marmota, usando as roupas mais maltrapilhas que tenho no armário, o cabelo tudo bagunçado e quando digo bagunçado eu quero dizer próximo ao estado de uma mendiga, meias enormes, óculos, sem um pingo de maquiagem, sem esmalte, uma verdadeira lindeza, se tivesse um pouco mais de coragem, tirava uma bela foto pra compartilhar o momento único com vocês.
E o que eu faço para poder melhorar rápido e me livrar dessa imagem de mendiga? Bem, eu tomo todos os remédios nos horários certos, pastilhas para garganta, mel com própolis, bebo muito suco natural, umas boas doses de chá e intermináveis banhos quentes.
Bem, pessoal, sei que a postagem de hoje não mudará a vida de ninguém e não servirá para muita coisa, mas é o que tem pra hoje, ok? Kkkkkk 

Mas me digam, o que vocês fazem para se livrar dos malditos resfriados? Estou aceitando sugestões... 

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Promoção

Olá, pessoal.

Lembram daquela promoção que Isie Fernandes (de Dai para Isie) e eu fizemos?
Então, passei aqui para fazer um post bem rapidinho, só para avisar que o ganhador já está com os dois livros em suas mãos.
As fotos do ganhador com seus prêmios:

Livro "Esperando por Você"










Livro "A Hospedeira"

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Once Upon a Time


Há algum tempo, comentei com vocês sobre uma série que também é uma releitura, mas que mesmo assim eu tinha adorado. Meu problema não é especificamente com releituras, mas sim com péssimas releituras, o que é claro, não é o caso dessa aqui.
Once Upon a Time é uma série muito legal e o mais legal de tudo é que eu não estava esperando por nada disso. Sabe quando vamos assistir ou fazer algo sem colocar muita fé? Quando fazemos por fazer ou por falta do que fazer? Então, foi exatamente assim que aconteceu comigo. Estava acordada de madrugada, para variar, todas as minhas séries preferidas estavam de férias e eu não tinha nada para fazer, então resolvi procurar séries e filmes, quando me deparei com essa.
Ah, como me surpreendi!
Once Upon a Time é uma série diferente, nela iremos encontrar todos nossos personagens favorites dos clássico, desde Branca de Neve, até Grilo Falante.
Nessa história os personagens dos livros caíram numa maldição feita pela madrasta da Branca de Neve, agora todos vivem no mundo real e não se lembram de quem são. Receberam memórias novas, mas vivem presos numa pequena cidade chamada Storybook (Livro de Histórias), se alguém tentar sair da cidade, um acidente terrível acontece, mas ninguém quer sair de lá, pois estão com suas memórias trocadas.
Existe um garotinho, o pequeno Henry, ele é o único que desconfia da situação, pois ganhou um livro onde todos os fatos são explicados, no livro ele encontra toda a explicação, encontra todos os moradores de sua cidade e começa a reconhecê-los pessoalmente. Então Henry mesmo estado sozinho e mesmo não tendo uma única pessoa para acreditar no que diz, resolve quebrar essa maldição e fazer com que todos se lembrem de quem são. Mas ele não fica sozinho por muito tempo, logo alguém muito especial aparece em sua vida.
Pode parecer bem infantil, mas na verdade não é. A história é muito envolvente e as releituras foram muito criativas e embora parecendo impossível, originais também. Eu amei!
Isso pode soar um pouco estranho para quem conhece a série, mas meu personagem favorito, sem sombra de dúvidas é Rumpelstiltskin, ele mesmo, o grande “vilão” de tudo. Sim, quando eu digo tudo, quero dizer TUDO mesmo, você nem imagina em quantas histórias e em quantos clássicos Rumpelstiltskin foi envolvido. Eu o adoro, em todos os sentidos, adoro sua vida, como se tornou quem é e os motivos pra isso ter acontecido, adoro a forma como se envolve em tudo e como nos mostra vários lados de sua personalidade.
Essa temporada foi feita mais para nos apresentar os personagens, mostrar as coisas, explicar como tudo funciona, mas não deixa de ser empolgante. Recomendo para qualquer tipo de pessoa, de qualquer idade, vale muito a pena, pode acreditar. 


Ah, não posso deixar de comentar sobre a forma como meu personagem preferido se apresenta, eu amo o modo como diz seu nome. 
Queria ter achado um vídeo onde tivesse somente ele se apresentando, mas como não achei, vai esse mesmo. Confira!



Ok, encontrei um vídeo onde ele se apresenta, mas não gosto dessa forma de dizer seu nome. Tudo bem que você é o Dark One, mas fica muito melhor quando se apresenta daquela forma engraçada e com a reverencia...


segunda-feira, 8 de julho de 2013

Não Namore uma Garota que Lê


Todo mundo diz que namorar uma garota que lê é uma das melhores coisas do mundo, quantos textos falando sobre isso você já leu em sua vida?
Todo mundo fala sobre como elas são espertas, antenadas, conservadoras, inteligentes e interessantes. Falam sobre o bom gosto, o refinamento e um monte de bla bla bla, mas a verdade é que namorar uma garota que lê pode se tornar uma das coisas mais complicadas que já viu. Pode crer!
Eu leio, mas tipo, eu leio pra caramba, todo dia, toda hora, em qualquer lugar. Leio de tudo, revistas, livros, propagandas, anúncios, até bula de remédio está valendo, eu até leio aqueles livros chatos de autoajuda. E qual o problema nisso? Todos. Eu sou uma leitora, eu conheço histórias, sei como devem ser os finais felizes, conheço os príncipes encantados, reconheço aquele tipo certo de cara errado num piscar de olhos, já li sobre as maiores declarações e sobre os casais mais lindos e perfeitos do mundo. Sei exatamente como minha vida amorosa deveria ser, mas estamos falando da vida real, acorda minha gente. Finais felizes são raridade e na maioria das vezes, em quase todas as vezes, não são eternos. Príncipe encantado não existe, os de hoje enchem a cara, passam vexame e garantem o emprego de milhões de paparazzi. Declarações de amor? Hoje em dia levar chicotadas de um cara com olhos cinza é a coisa mais romântica possível e casais perfeitos? Ah, abafa o caso, melhor nem comentar.
Esse é o grande problema, minha mente fui alimentada com histórias incríveis, polvilhada de romance, fogos de artifício e música lenta de violino. É difícil agradar uma pessoa assim, ninguém nunca parece bom o suficiente. Mas então você encontra alguém que pode não ser o cavalheiro de seus sonhos, mas quebra um galho. Ele é bonito, gentil e te deixa feliz, mas cadê o drama?
O que? Você deve estar se perguntando, como assim drama? Do que essa garota está falando?
Eu estou falando de drama, meus queridos, toda leitora sabe que uma boa história de amor não é nada sem um bom drama, alguma briga sentimental, discussões familiares, algum assunto não resolvido ou um segredo ainda não revelado, um romance não é um romance sem um toque de dificuldades, quem quer ler algo sobre uma vida perfeita e feliz do começo ao fim?
Mas nem sempre você consegue o drama, ou se consegue, ele não é bom o bastante. Ou então surge um conflito e ele é pesado o bastante para sua história, mas então você fica triste e infeliz, pois sua vida não está linda e maravilhosa como naquele livro que leu semana passada.

Tá vendo, é muito complicado namorar uma garota que lê, é tão complicado que normalmente elas não namoram, ficam sozinhas, lendo, ué, a vida é mais mágica nos livros. Agora me diga, se é tão difícil assim namorar uma menina que lê, imagina o quão pior é ser uma delas.  Ou pior ainda, se coloque no meu lugar e imagine ser não somente uma leitora, mas uma garota que escreve. Danou-se tudo! Não tá fácil pra ninguém, é melhor eu pegar aquele livro ali  e ir ler que eu ganho mais... 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

A Menina que não Sabia Ler


Antes de qualquer outra coisa, não confunda esse livro com “A Menina que Roubava Livros”, são dois livros diferentes, mas não custa nada dizer, pois muita gente confundiu.
Bem, o que posso dizer sobre esse livro? Na verdade fiquei muito confusa quando terminei a última página e a primeira coisa que fiz foi pesquisar na net para ver se outras pessoas concordavam com meus pensamentos sobre a história. Vocês gostam de histórias que acabam sem ter uma explicação final? Daquelas que te deixam decidir, que te fazem pensar sobre o que é ou o que não é, sabe aquele tipo de história que deixa você escolher o fim? Esse livro é exatamente assim.
Eu particularmente gosto que o escritor esfregue o final do livro bem na minha cara, que deixe tudo resolvido e que explique ao menos grande parte das coisas, pois finais subjetivos não são meus favoritos. Em todo caso, eu gostei bastante do livro.
Minha mente e opinião mudaram muito enquanto lia. No começo eu fiquei maravilhada, perdida entre as palavras e atitudes de Florence, a narradora da história, uma garotinha de doze anos de idade que adora livros, mas é proibida de lê-los. Seu tio, um homem que nem ao menos vive na mesma cidade que ela, que nem ao menos a visita, proibiu que qualquer criado da casa ensinasse a garota a ler, pra ele mulheres deveriam apenas saber bordar, costurar e limpar a casa, mas Florence é uma menina tão curiosa, tão inteligente que aprendeu a ler sozinha, qual é, o ano é 1821, as pessoas até podiam ser machistas, mas ninguém a impediria.
Ela encontrou a enorme e empoeirada biblioteca da casa e fez dela seu esconderijo secreto. Flo é uma personagem muito interessante, o QI dessa menina deve ser um dos mais altos que já conheci, você não faz ideia do tamanho da capacidade, inteligência, mente brilhante e dinâmica que essa garota possui. Fiquei boba por uma menina dessa idade poder fazer tudo o que ela fez, mas pensando bem, ela foi guiada e teve sua mente regada por palavras de grandes escritores durante toda a vida. Ela aprendeu outras línguas e conhece mais histórias do que você pode pensar. As coisas que ela faz pra poder ler sem ser descoberta pelos criados da casa... É incrível, a vontade que ela tem de ler, a forma como não desiste, fiquei fascinada e emocionada, pois eu no lugar dela, teria feito exatamente igual.
Florence tem um irmão menor e ela o ama demais, como seus país morreram muito cedo, ele é a única família que a garota conhece, pois o tio nunca deu as caras na velha mansão onde mora, ele apenas paga as contas.
A vida dos irmãos mesmo sendo difícil e solitária, é boa. Eles são bem tratados pela governante e ainda podem contar um com o outro, mas tudo muda quando a nova preceptora,  Sra. Taylor surge em suas vidas. Florence começa a ter sonhos estranhos e sente que algo de errado acontece com essa mulher. A menina sente medo e algo lhe diz que Sra. Taylor pretende fazer alguma coisa ruim para seu querido irmão Giles.
Na metade do livro as coisas começaram a mudar, achei que o ritmo ficou um pouco mais lento, nada que me fizesse desanimar da história, mas as coisas ficaram mais pra baixo. Tudo o que sei é que imaginava uma coisa totalmente diferente do que aconteceu. Primeiro achei que seria um livro sobre como ela conseguia ler, até pensei que ela poderia se apaixonar, mas não foi nada disso que aconteceu. Ela até conhece um rapaz asmático, mas a palavra romance está bem distante desse livro. Depois algo que nem ao menos havia passado por minha mente aconteceu, nunca imaginei encontrar fatos sobrenaturais nesse livro, muito menos as cenas que nele vi, mas elas existiram.
E o final? Bem, ele é surpreendente, ok, não é uma coisa de outro mundo, pois confesso que imaginei um final como aquele, mas foi algo passageiro de minha parte, pois sabe quando você pensa em uma coisa, mas depois diz pra si mesmo que seria demais algo assim acontecer ou então pensa que o escritor não iria ficar o livro todo fazendo uma coisa pra depois fazer aquilo no final, entende o que estou tentando dizer? Pois bem, eu imaginei esse final, mas nunca passou pela minha cabeça que ele pudesse acontecer, ao menos não da maneira que aconteceu.
No final das contas isso é bom, pois eu particularmente adoro quando o escritor dá risada de mim, quando ele me surpreende, estende o dedo na minha e cara e grita, “Você não esperava por isso, não é? Bitch!”. Eu adoro quando encontro um final não esperado, mas esse muito embora tenha me deixado elétrica, entusiasmada e alucinada por cada virada de página, conseguiu me deixar um pouco triste. Não pela falta de criatividade, mas por ter colocado tanta expectativa em cima de Florence, eu me identificava com ela, como ela pode fazer isso comigo? Eu até entendo o lado dela, sabe? Consigo entender o motivo pra ela ser assim, mas fiquei realmente triste e ao mesmo tempo pasmada com a incrível habilidade que a garota tem de esconder toda a sujeira em baixo do tapete. Palmas para você, minha cara.
É isso, não posso continuar, pois mais cedo ou mais tarde irei soltar algum spolier que não deveria e isso pode não ser legal pra algumas pessoas, mas em todo caso, irei fazer uma sessão de spolier em baixo desse texto, para os interessados e pros que não ligam de ler coisas reveladoras de histórias que ainda não leram.
Enfim, apesar de tudo, eu adorei o livro e indico totalmente, é uma história envolvente, surpreendente, muito bem escrita e de certa forma, engraçada, embora tenha partes melancólicas. É tudo de bom, leia.


Se não quer saber nada que acontece na história, se você é do tipo de pessoa que detesta spoiler, pare de ler agora...


Ok, vamos lá, como disse o final do livro é subjetivo então vou começar por minhas teorias.
A primeira delas é que Florence é completamente louca, piradinha da silva, doida varrida, sempre foi. Vamos ver, lembra da foto dela de quando devia ter uns quatro anos com o rosto todo demoníaco e raivoso? Pra mim isso é uma pista que o escritor estava nos dando.
Pra mim ela matou a antiga preceptora, da mesma forma que fez com a segunda.
Tudo bem a garota é um gênio, mas é maluquinha, coitada. Teve a mente perturbada desde cedo pela morte da mãe, por nunca ter visto nem ao menos uma foto da família e viver sozinha naquela enorme mansão. Ela leu muitos livros, algumas pessoas possuem fraquezas estranhas, pra mim a de Florence era a leitura, ela se deixava levar demais e as tantas histórias fantásticas fizeram com que seu maravilhoso e invejado cérebro entrasse em curto.
Tudo bem, pra essa teoria a maluca era Florence e tudo o que ela viu, toda aquela doideira de Sra. Taylor ser um fantasma da antiga precptora, de ficar vigiando a casa pelos espelhos, tudo isso era parte da mente desparafusada de Florence. Ok, tudo perfeito até então, mas uma coisa não se encaixou. Sra. Taylor nunca comia, até mesmo a criada da casa percebeu esse fato. Como explicar isso? A coisa mais lógica que surgiu na minha mente foi que Florence também tivera imaginado esse fato e aquela conversa com a cozinheira, quando ela também percebeu que Sra. Taylor nunca comia. Essa é a teoria adotada por mim, a pobre garota imaginou tudo.
Muito bem, a segunda teoria é que tudo aquilo aconteceu, Sra. Taylor mesmo sendo mãe de Giles era um fantasma e fez todas aquelas coisas, incluindo vigiar a casa pelos espelhos, mas em todo caso, Florence continua louca, pois matou o coitado do Theo, tudo bem que ele viu quando ela jogou Sra, Taylor no poço, mas convenhamos, matar o melhor amigo que te ajudou durante tanto tempo, é coisa de maluco. Pobre Theo, eu realmente gostava dele e ele amava Florence, nunca imaginei que ele iria morrer, muito menos pelas mãos de Florence.
E em qualquer teoria que você possa pensar, Florence amava Giles mais do que qualquer outra coisa no mundo, mais até do que ela mesma, pois tudo o que fez, tudo o que aconteceu, foi por seu medo de perder o irmão. Ela amava Giles e estava disposta a fazer qualquer coisa para salvá-lo.

E em todas as teorias formuladas no mundo, nenhuma delas pode negar que essa garota é digna de aplausos por saber disfarçar pistas, sumir com coisas e não deixar nenhum rastro. Tudo pode parecer loucura vindo de apenas uma menina de doze anos de idade, mas então eu lhe digo, livros podem fazer coisas mágicas com as pessoas, podem mover montanhas, tudo  bem que podem te deixar pirado algumas vezes, mas ninguém pode duvidar que o cérebro de Florence é tão agitado, ágil, esperto e que ela conseguiu fazer todas essas coisas e as que possivelmente fará no futuro sem ser pega, pois ela é e sempre será uma leitora... 

Como na maioria das vezes, o título e capa originais do livro, são bem melhores.

Novo Tema


Olhe ao seu redor, percebeu algo novo? Algo diferente? Pois é, o blog está de cara nova e agora posso dizer que o blog tem a cara do blog.
Há muito tempo venho querendo deixar tudo por aqui personalizado, mas não encontrava ninguém que pudesse fazer isso por mim, até que encontrei a Candie, (Stilo boneca) minha alma salvadora.
Coitada, dei um pouco de trabalho, fiquei falando na cabeça dela por mais de uma semana, mas ela nunca achou ruim e nunca me xingou, muito embora eu tenha dito que ela poderia, caso precisasse. Kkkkk
Eu adorei, ficou tudo como imaginei, as cores, os dragões, a sereia, tudo muito Ninho de Fogo.
Candie, só posso agradecer e dizer que adorei ter passado esses dias com você, você nem imagina como me ajudou e como fiquei feliz. Agora ficou até mais gostoso postar no blog, eu AMEI!
Um grande beijo no seu coração e obrigada por tudo. :)


E vocês, o que acharam do novo tema do blog? Gostaram?

(ps: consegui estragar meu avatar, mas já vou arrumar....PRONTO, problema resolvido...kkk)

segunda-feira, 1 de julho de 2013

TAG - Alfabeto Literário


Olá pessoal, 

fui indicada pela blogueira que também é minha amiga, Isie Fernandes do blog de Dai para Isie, para responder a TAG Alfabeto Literário. Fiquei muito feliz pela indicação, obrigada, Isie.
Essa TAG pode ser feita com fotos e textos no blog, mas achei mais legal fazer em vídeo. 
Em baixo colocarei as regras e qualquer outra informação necessária.
Espero que gostem! 



Regras

1) Você deve escolher cinco letras do alfabeto (no máximo, para o post não ficar muito grande), podendo ser aleatórias ou seguidas, e mandar para cada blog que você escolher, uma sequência.

2) O blog que receber a tag deverá escolher cinco livros que comecem com as letras que foram indicadas. Artigos não contam. Ex: " O mundo acabou". O artigo "O" não conta como letra "O", ou seja, o que vale são as letras da palavra secundária, nesse caso, a letra "M".

3) O número de blogs e letras depende de cada um. Na ausência de TODAS AS LETRAS, o leitor poderá fazer sua listinha de livros. Para participar da tag, você deve ter sido tagueado, O.K.?


Essas foram as letras que Isie escolheu para mim:

A-B-F-G-H


Indico as blogueiras:

Kika - (Kika Butterfly) - A-E-D-M-C
Rê Souza - (Entre Resenhas) - T-S-N-O-U

PS- eu acertei o nome do blog! kkkkk